<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048</id><updated>2012-02-16T22:08:45.812Z</updated><category term='folhas soltas'/><category term='episódio'/><category term='Deus'/><title type='text'>Barba de Milho</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>JulioTendeiro234</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09337355054721239712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>126</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2559209643129139166</id><published>2011-06-22T01:27:00.001+01:00</published><updated>2011-06-22T01:28:26.980+01:00</updated><title type='text'>foi</title><content type='html'>Era uma vez. Eram duas vezes. Eram três vezes. Foram quatro vezes. A quinta passou. A sexta nem podemos considerar uma tentativa. A sétima, numero das maravilhas, não inspirou qualquer sucesso. Permitam-me criar um "gap" e continuar a descrição a partir da tentativa quarenta e oito. veio, em seguida, a quarenta e nove, por fim a cinquenta. Esta meia centena de nada augurava que quando fosse é que iria ser bom. Outro gap (não uso aspas porque já estamos habituados à palavra) e já estamos na 79, número chato de escrever por extenso. Nada aconteceu. Chegou à centésima e, por fim, com tempo a dever a toda a gente, num ciclo sem fim de dívida porque a generosidade é infinita, cansou-se. Obrigado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2559209643129139166?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2559209643129139166/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2559209643129139166&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2559209643129139166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2559209643129139166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2011/06/foi.html' title='foi'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-8563910725014576382</id><published>2011-06-22T01:19:00.001+01:00</published><updated>2011-06-22T01:19:26.131+01:00</updated><title type='text'>velhos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;Porque hoje o dia será novo. Um dia novo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo começa onde nada termina. Impressionante a forma como esses dois fogem um do outro. (não há fome que não dê em fartura). O mesmo posso, talvez, dizer de um qualquer exemplo absurdo que constitua parte de tudo mas que não o represente. Seria inútil. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até quando dura uma novidade? Quando é que deixamos de começar para simplesmente ser uma qualquer coisa que porventura fora começada? Se de uma profissão falamos, começamos, aprendendo, trabalhamos com habilidade para um dia, quiçá, ensinar. Todavia, este é só o mais simples e concreto dos exemplos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um estrangeiro. Desconhecido por todos, indesejado por ainda mais alguns que se fazem passar por turistas. Num qualquer inspirador momento passa um estrangeiro a dizer a minha historia começou… quando deixa de dizer que ainda agora está a começar? Um estrangeiro pode ser o salvador da pátria, ninguém saberá. Ninguém continuará querendo saber. Não há um instituto certificado que certifique salvadores da pátria. É pena. Agora daria jeito a todos os que apenas votaram porque não abdicam de um direito. Aqueles que não se sentiram impelidos a votar. Os que não viram no seu voto um passo. Em frente ou para trás, só para desviar um bocadinho, mas um passo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estrangeiros nós. A nossa canção começa quando um pequeno vazio se forma e permite a criação de algo novo. Teremos tempo ilimitado para aprender? Queremos mesmo esticar aquela margem de manobra, usar, depositando a nossa fé, naquelas desculpas de novato. Até quando seremos novatos no nosso próprio mundo. Até onde seremos capazes de ir para deixarmos de ser novatos para nós próprios. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-8563910725014576382?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/8563910725014576382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=8563910725014576382&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8563910725014576382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8563910725014576382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2011/06/velhos.html' title='velhos'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-7075061823834588935</id><published>2011-04-19T01:49:00.001+01:00</published><updated>2011-04-19T01:54:07.147+01:00</updated><title type='text'>gravatas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Nunca palavras ouvidas vãs tiveram tanto significado. Nunca, meros sorrisos ou olhares pudessem mover as montanhas que hoje movem. Montanhas de emoções, certo. Mas, ainda assim, montanhas.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O mais importante na construção de um puzzle, um daqueles desafiantes que no fim não se desmonta mas que se emoldura, o mais importante é o quanto se deseja vê-lo terminado. Um puzzle não é um enigma indecifrável. Não um problema de matemática que nem sabemos o que significa. Um puzzle é um jogo de tentativa erro. Os menos audazes experimentarão todas as peças naquele encaixe, naquela face côncava. Virarão a peça ao contrário se for preciso. Os mais audazes e pacientes procurarão a continuação de uma imagem, de um contorno, uma cor e, ao pegarem na peça, saberão que encontraram a sua peça irmã. Não terão duvidas ao junta-las. Não se perguntarão se ficam bem. Se encaixam. Se uma é o ramo da arvore de outra. Se tudo isso é verdade, não há razões para duvidar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um puzzle requer paciência e intuição. Requer um certo tipo de inteligência visual. Uma coisa de ver o todo nas partes. Requer, também, ao juntar as peças, a teimosia necessária para nos convencermos que estamos certos. Da maior parte das vezes estamos. Os dois. Algumas não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De puzzles sou apenas um falso moralista que nunca tentou sequer fazer um com mais de 99 peças. Mas soubesse a teoria de pessoas como nos puzzles suponho e upa upa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mais do que puzzles, a vida é feita de mudanças. Daquilo que se quer mudar. Daquilo que desejamos que nunca mude. Daquilo que mudou sem que nos víssemos nessa mudança. De tudo, sem duvida, devia mudar. Um puzzle é um ser sem qualquer desejo de mudança. Apenas o desejo de que a entropia não se apodere. A vida, porém, entrelaça o seu caminho com a entropia. A entropia, por sua vez, entrelaça-se connosco. Nós, levados na entropia, entrelaçamo-nos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É uma lei do universo que a entropia é o destino final de todas as coisas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se assim for, serás sempre tu o meu destino.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-7075061823834588935?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/7075061823834588935/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=7075061823834588935&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/7075061823834588935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/7075061823834588935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2011/04/gravatas.html' title='gravatas'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-667552438816781253</id><published>2011-01-07T21:19:00.000Z</published><updated>2011-01-07T21:20:19.656Z</updated><title type='text'>ano novo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Falar contigo é a mesma coisa que falar com uma criança. Não por seres infantil, mas pela simplicidade que transmites. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Novo ano. Apenas mais uma transição de datas que nos obriga a um esforço metal para acertar correctamente não só no algarismo das unidades, como também no das dezenas da data, o espaço correspondente ao ano em que nos encontramos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O ano anterior serve sempre de referência para o que aí vem: quer seja bom, quer seja mau. Não devo esperar nada a mais ou a menos que o ano anterior me tenha dado. No entanto, um pouco daquele estúpido optimismo que juntamos às passas e ao espumante nunca sai de moda e, na altura da passagem, houve festa e destreza suficiente para abrir o cinto que os apertara o ano inteiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não podemos alterar o que foi feito. Verdade. Não podemos alterar toda a conjuntura que rodeia o novo ano, muito menos podemos dissipar o óbvio sentimento de pessimismo de alguém que olha o presente e futuro com uma vaga lembrança do passado. E não se chama nostalgia. Chama-se involução e, assim como o timo, todos nós andamos a sofrer uma aos poucos. Temos medo de expandir os horizontes, escondemos as fragilidades em nossas casas e aquilo que sai à rua é uma personagem de uma qualquer novela da TVI.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nesta altura do discurso, Sócrates arranjaria uma qualquer quimera transportadora de sentido de dever cumprido, moralizadora para o caminho que se avizinha. Eu, consequentemente, não o farei. Aponto apenas a referência a alguém que uma vez me disse: “sê o melhor naquilo que fazes” apenas com o simples reparo de tentarmos ser os melhores naquilo que realmente gostamos de fazer. Não precisa de ser uma actividade em si. Uma profissão. Se sou bom a conseguir um sorriso da cara das pessoas, porque não faze-lo da melhor forma que conseguir e quiçá, ser o melhor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Várias pessoas melhores tornam um grupo, num grupo melhor. Visto sermos uma nação constituída por pessoas, melhorando, melhoramos o nosso sentimento do país e no final o próprio país. Não vale a pena fugirmos daquilo que nos atormenta, daquilo que não está bem. Vamos faze-lo melhor. Sozinhos não. Mas em conjunto. Sozinhos somos poucos, juntos somos mais que as mães, já que poderemos um dia procriar, se mantivermos um contacto prolongado com indivíduos do sexo oposto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vamos ser felizes. Se possível, sendo melhores pessoas a cada dia.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-667552438816781253?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/667552438816781253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=667552438816781253&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/667552438816781253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/667552438816781253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2011/01/ano-novo.html' title='ano novo'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-5379641883777445743</id><published>2010-11-03T23:28:00.002Z</published><updated>2010-11-03T23:30:09.335Z</updated><title type='text'>liberdade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Largar o que a mama levou à perna, quer agora imitar o seu bom pai.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Porque é que não foste embora? Porque é que não te abandono? Porque é que sempre que ouço o teu nome pelas ruas é o meu coração quem responde?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sinto que nada passou. No entanto somos pessoas diferentes. Mesmo partindo do mesmo ponto, não há ponto por onde se lhe pegue. E por isso é que queria desistir. Deixar para trás todos os argutos mal dizeres que me impelem em seguir-te e libertar-me. Sabes, é o que todos procuramos. A liberdade. Por muito estranho que pareça essa liberdade depende de outros, cada um tem o seu outro, mas no final estamos todos envolvidos numa teia impregnada de dependências. Não que cada um de nós não fosse capaz de dar liberdade, eu próprio o faria, vezes sem conta se assim fosse necessário, apenas não o conseguimos fazer àqueles que realmente precisam dessa liberdade, não conseguimos atribuir a liberdade a quem nos pede por ela. Fechamos os olhos, medo invasor da nossa face, dando o prémio a um qualquer outro desmerecedor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Gostava de saber cantar. A sério. Gostava, aliás, que qualquer que fosse a arte, uma aleatoriamente escolhida pela roda do euromilhões ou apenas a mais fácil de aprender, eu realmente conseguisse libertar-me nela. Deixar esta nuvem que se tende a disfarçar com tinta azul claro e um pouco de nevoeiro para preencher a alma de esperança. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No final das contas, quando passamos tudo por revista e tiramos conclusões, acabamos sempre por achar que não valia a pena ter arriscado. Afinal era tudo evitado, apenas precisava de não ter tido qualquer tipo de ousadia. Se não a tivesse não traria tão efémero e pesado peso.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-5379641883777445743?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/5379641883777445743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=5379641883777445743&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5379641883777445743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5379641883777445743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/11/liberdade.html' title='liberdade'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-605098862856214866</id><published>2010-09-01T22:33:00.004+01:00</published><updated>2010-09-01T22:38:31.696+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='folhas soltas'/><title type='text'>ditados de alma</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;A vida não vai parar, vai com o vento.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;“A vida não parou. Não parou nunca. Seguiu o seu caminho sem nos dar satisfações. Não as devia, a não ser por simpatia, mas não as prestou. Passou-nos ao lado. A mim e a ti. A ti por estares a meu lado, por veres a meu lado, não viveste por estares a meu lado. Devias ter vivido, devias ter sentido a vida passar perto e levar-te como o vento leva a folha solta e morta que é viva nesse momento. Mas tu não viveste por pensares que comigo irias um dia encontrar a vida mais à frente. Mas à frente não estava a vida. Estávamos os dois. Apenas. Essa solidão de vida, deixou a não vida, o estado do submundo da vida, a pairar sobre nós. Intoxicou o nós, tivemos de sair de nós, e saímos por portas diferentes. Não olhei para trás, não pensei se quer nisso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;Pensei na vida, na que não te deixei viver, por não me deixar viver. Sem ti não viveria, mas tu não viveste comigo. Só pensei em emergir, em respirar o ar da vida, em sentir o sol da vida, a chuva da vida. Não olhei para trás, não quis ver se vinhas comigo, se procuravas com o mesmo desafogo o ar que não tinha, o sentido que já não tinha. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;Tenho a vida, imparável, mil milhas à minha frente, talvez nunca a apanhe. Não a vou ver olhar para mim, assim como não te vou ver olhar para mim como olhavas. Não que queira que voltes a olhar. Não te sinto em mim para que me olhes como olhavas. Só me farias querer voltar, e voltar já não posso. Já não podemos e não vamos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;Quero que emirjas também. Tu és leve, não tens o peso de não deixar viver nas costas para o arrastar. Quiçá a vida espera por ti, para te levar com ela e com ela seres feliz.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Assim foi a despedida dele. Não lhe disse tudo isto, como poderia ter a coragem para o fazer. Ela interromperia o discurso e deixaria-o desarmado perante a mais que razoável razão que possui do seu lado da vida. Apesar disso, sentiu-o. Sentiu isto todos os dias que se seguiram e assim foi como se o tivesse dito. Porque sempre sentiu o que lhe disse e disse o que sentiu. Esta foi apenas a excepção que confirmou a regra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-605098862856214866?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/605098862856214866/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=605098862856214866&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/605098862856214866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/605098862856214866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/09/ditados-de-alma.html' title='ditados de alma'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-1753921025191300396</id><published>2010-07-13T23:07:00.000+01:00</published><updated>2010-07-13T23:09:00.739+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='folhas soltas'/><title type='text'>dossier de livros de folhas soltas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#993300;"&gt;“ Eu já sei a verdade, apenas preciso de a ouvir da tua boca”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#993300;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#993300;"&gt;“Não consigo, desculpa, não te quero sujeitar a isso”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Realmente não conseguia. Queria mas não conseguia. Queria tanto como queremos quando empurramos uma estante cheia de livros à espera que ela se mova. Mas ela não se move e ele não conseguia, não consegue. As razões são as mais variadas. Podem ser escritas num dossier de livros de folhas soltas por não terem qualquer ligação para construir um enredo. De qualquer forma, sabe-as de cor, são dele. Serão? Será apenas a cabeça que exclui tudo o que já viu e leu na estante de livros e apenas não quer porque é uma maçada, ou serão os livros que estão na estante desadequados para a missão que se pretende incumbir nele mesmo. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As folhas nas quais escreveu as suas razões nem estão agrupadas por capítulos, separadores ou qualquer outro tipo de cor. São apenas linhas nem rectas nem curvas de pensamento que, sendo aleatório, levam à mesma conclusão, sempre. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As coisas saídas da boca têm outro valor do que aquelas apenas percepcionadas pelas situações em geral... assim pensavam eles. E pensam. Da boca sai aquilo de que estamos convencidos. Aquilo sobre o qual pensamos, despensamos e voltamos a construir o pensamento. Principalmente estas verdades, que são verdades, e por verdades serem, doem, e doem a valer. Porque dói o mundo, e doemos nós com o mundo, sempre que a verdade se divulga a flutuar no mar de mentiras e omissões que por nós passa todos os dias. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A verdade seriam acordes bonitos, os mais bonitos, se gostássemos de os ouvir. Sairiam da boca e não de guitarras ou flautas. Iluminariam o mundo. Limpariam-no. E seria apenas a verdade e nós todos, partilhando o verde das árvores e o escuro da noite. Não precisaríamos de candeeiros, luzes de presença ou outras que tais. Mas precisamos. Precisamos de tudo o que nos tire da nossa eterna solidão. Nunca, verdadeiramente, acompanhamos ou somos acompanhados. Nunca partilhamos experiências, pois a minha será sempre recordada de forma diferente da tua. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E ele não pode deixar que palavras, simples e inofensivas, se tornem uma arma letal que firam o seu âmago para sempre. Não agora.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-1753921025191300396?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/1753921025191300396/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=1753921025191300396&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1753921025191300396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1753921025191300396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/07/dossier-de-livros-de-folhas-soltas.html' title='dossier de livros de folhas soltas'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-5540315992250893635</id><published>2010-06-24T00:25:00.001+01:00</published><updated>2010-06-24T00:25:45.938+01:00</updated><title type='text'>noventa graus</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Noventa graus&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Quando queres mudar o caminho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Quando sentes que estás sozinho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Ou porventura quando queres&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Ou se procuras mulheres.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Sobe degraus&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Na escala geométrica&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Porque rimas são questões de métrica&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;E a tua e a minha&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Anda, caminha!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Eras melhor com escudo e paus&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Eras melhor sem latas de conserva&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Eras melhor sem essa erva&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Eras melhor com carapaus&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Contorna a esquina&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Noventa graus!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-5540315992250893635?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/5540315992250893635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=5540315992250893635&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5540315992250893635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5540315992250893635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/06/noventa-graus.html' title='noventa graus'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4539518548405673819</id><published>2010-06-14T19:03:00.001+01:00</published><updated>2010-06-14T19:04:57.503+01:00</updated><title type='text'>é a festa do mundial</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; border-collapse: collapse; color: rgb(68, 68, 68); "&gt;navegadores,&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;está na hora. esta é a altura. descubram-se, deixem-nos descobrir-mo-vos. acreditamos, façam-nos acreditar mais. aos que não acreditam, mostrem do que são capazes. calem os velhos do restelo. quem tem medo fica em casa, disseram. vocês foram para longe, não ha volta a dar, não há medo que venha atrapalhar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não precisamos de grandes lances de futebol espetacular. não precisamos de lindos golos para mais tarde recordar. precisamos de vontade e suor, precisamos que não deixem o adversário ser melhor! precisamos que corram com a vontade nossa e vossa de correr. porque as vezes queríamos chutar e frustramo-nos por não poder, mas vocês podem. chutem quando pensarem em chutar e quando sentirem que pensamos nós, portugueses, em chutar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;este é o mundial para serem felizes!! é o mundial para sermos felizes!! e nós precisamos pouco para sermos felizes. cantem o hino com a garra que querem e devem demonstrar em campo. façam-se, nesse canto, ouvir mais alto que as vuvuzelas e chegaremos tão longe quanto as nossas vozes e vontades. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;era giro que fosse a ideia de toda uma nação, que a selecção sentisse este apoio. vamos ver&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4539518548405673819?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4539518548405673819/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4539518548405673819&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4539518548405673819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4539518548405673819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/06/e-festa-do-mundial.html' title='é a festa do mundial'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-6427710643157039109</id><published>2010-05-23T14:12:00.001+01:00</published><updated>2010-05-23T14:13:54.962+01:00</updated><title type='text'>mundo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Hoje quero olhar o mundo. Abro a janela. Puxo a persiana apenas dez centímetros. Nesse espaço olho o mundo. Vejo o mundo daqui. Olho para longe para o ver. Longe. Muito longe. Mas consigo olha-lo. Reparo como cresceu desde a última vez que o vi. Está mais forte. Mais espadaúdo o mundo. Se não soubesse que era ele talvez não o reconhecesse. Talvez não reconhecesse o preto sobre o azul do mar. Um mar preto. Talvez não reconhecesse as novas aves que sobrevoam o céu. O céu que já não é bem azul, mas cinzento. Dessa até esperava, as pessoas envelhecem. Criam cabelos brancos. Caem esses cabelos brancos. Se calhar foi por isso que choveu o que choveu estes últimos meses. Está o mundo a ficar velho. Ou estará constipado. Talvez tenha alergia.                                                                                                                                      Alegria.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O mundo é contra nós. Nós somos contra o mundo. Vivemos neste impasse. Fazemos o mundo velho à medida que ficamos mais velhos. Os mais novos já pegam, posteriormente, um mundo mais velho, menos disponibilidade têm para o envelhecer. Mas envelhecem. Envelhecemos todos. Nós não duramos para sempre. Dura o mundo para sempre. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não é preciso preocupações extremas perante algo que nem conhecemos bem. Conhecemos o mundo. Se calhar não. Olhamos num raio à nossa volta. Deixamos os raios das voltas dos outros. E não vemos nada. Não olhamos nada. Não somos nada com ninguém, porque ninguém é nada connosco. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Substituímos tudo por nós sem pensar. Caçamos aves, comemos aves. Reaproveitamos a energia. Mas aproveitamos o seu canto. O seu encanto. Com chumbo. Com vapores que curam asma e que saem de carros e cigarros. Cortamos arvores, fazemos cadeiras. Gostamos mais da cadeira do que da arvore. Mas se um pombo reclama a sua madeira como sitio para se aliviar, está o mundo contra nós, nós que nem estávamos contra o mundo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Introduzimos novas formas de mundo. Novo mundo no mundo. Para que quer o mundo um braço novo, uma nova perna, uns óculos. O mundo estaria de perfeita saúde se não andássemos nós contra o mundo. Como pode o mundo agradecer os parcos remendos que nele usamos para recompor aquilo que à muito estragámos? &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-6427710643157039109?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/6427710643157039109/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=6427710643157039109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/6427710643157039109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/6427710643157039109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/05/mundo.html' title='mundo'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-1499775634939183329</id><published>2010-05-19T17:43:00.002+01:00</published><updated>2010-05-19T18:43:09.306+01:00</updated><title type='text'>linhas descruzadas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nada tenho de fazer,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Apenas dedos mexer&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para te encontrar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas será que o dia virá&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez o sol me dirá&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em que te possa beijar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mando-te emails&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mandas-me emails&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Gostamos um do outro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A internet no ar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Fazes-me rir&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fazes-me desejar &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O dia de parar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De te ver só a sonhar...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Embora tenha a certeza&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;És a minha princesa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Somos ambos tmn&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estou cansado de esperar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quero-te encontrar &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fora do msn!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;letra adulterada da canção: "linhas cruzadas"- virgem suta&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-1499775634939183329?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/1499775634939183329/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=1499775634939183329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1499775634939183329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1499775634939183329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/05/linhas-descruzadas.html' title='linhas descruzadas'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2553949152592009021</id><published>2010-05-08T15:08:00.000+01:00</published><updated>2010-05-08T15:09:16.889+01:00</updated><title type='text'>não era a mesma coisa</title><content type='html'>Chove lá fora. Sorte a minha por estar acomodado entre quatro paredes, um tecto, uma cama, uns lençóis. Nada disto é meu, nada me pertence realmente. Escrevo, hoje, num computador emprestado. Até as palavras são emprestadas por alguém que nos ensinou a dize-las, primeiro, depois a escrever á mão aquilo que sentíamos com o peito. Sabia que um dia quereria estar assim, deitado, com expectativa nenhuma que me chamem. Que façam-me notar que o mundo sabe que aqui estou. Que sabe que existo para ele.&lt;br /&gt;Neste momento não existo para ninguém. Existo para mim. É duro. Muito duro. É difícil existirmos apenas connosco. Vivermos apenas com a mesma pessoa que se vê ao espelho ao acordar. A mesma pessoa que se levanta todos os dias de mau humor. É duro estarmos sozinhos, porque sozinhos temos mais tempo para nos reconhecermos, para vermos as falhas, as manchas e todos outros defeitos que tem a nossa mente e corpo. As pessoas são infelizes porque não conseguem habitar sozinhas consigo. Então procuram alguém que consiga e tentam aprender a conseguir. É o meu caso. Não me dou bem comigo. Somos os dois uns resmungões que acordam mal dispostos todos os dias. E todos os dias é a mesma coisa. Qual é o interesse do mundo que não seja conhecer outras pessoas, realidades, situações, problemas. Conhecer o mundo para aprender, apreender com ele.&lt;br /&gt;Contudo, neste momento, o meu mundo é o quarto que aluguei em Lisboa. Um quarto razoável que me deixa isolado de todo o mundo que me trata por tu. Todo aquele espaço que me conhece de uma ponta à outra. Cada canto ou esquina, cada espaço na prateleira. Esse mundo fica muito longe de onde estou agora. Não me sinto propriamente mal por isso. São as experiências que crescemos a pedir. A rezar para que aconteçam. Independência, liberdade.&lt;br /&gt;Porque é que escrevo tudo isto. Quando me ensinaram a escrever não disseram que poderia por toda a minha alma em zeros e uns que seriam guardados para sempre um espaço que não podemos tocar com os dedos. No entanto, a minha alma, os meus pensamentos mais profundos estão lá depositados. Qual banco na Suíça. Não sei bem porque escrevo tudo isto. Não sei porque a ordem pela qual escrevo é a que acima se apresenta, não sei porque usei agora uma vírgula em vez do ponto final que me vinha na cabeça. Acontece, e se acontece assim, porque deveria acontecer de outra maneira?&lt;br /&gt;Bem, na opinião do sócio, um gajo que escreve para a revista da faculdade uns textos bem bacanos, esse é o problema da sociedade pós-moderna. Somos modernos, somos grandes, os maiores. E agora? E depois? Porque não ficar na cama enquanto chove lá fora? É o que estou a fazer. Se podia estar a fazer uma coisa muito mais útil? Podia, mas não era a mesma coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2553949152592009021?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2553949152592009021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2553949152592009021&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2553949152592009021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2553949152592009021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/05/nao-era-mesma-coisa.html' title='não era a mesma coisa'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4488003963420190278</id><published>2010-04-18T23:13:00.002+01:00</published><updated>2010-04-19T08:41:40.773+01:00</updated><title type='text'>por razão nenhuma</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;No calor, quente, da paixão cega, sente-se desconfortável e afasta-se. Não tem de haver um propósito para tudo. No entanto, é-lhe perguntado se lhe falharam. As pessoas não se conhecem e, por isso, evitam conhecer os outros. Às vezes estamos tristes porque sim, outras porque não. Quase sempre nos envolvemos em razões, porém, na tristeza mais profunda, a busca da razão é abandonada. Livres de tal demanda, enchemos o peito de ar e somos tristes com a tristeza do nosso lado. &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Por razão nenhuma.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não me agrada usar frases de outras pessoas. Sério. Mas a verdade é que a frase, entre aspas, de um nick do msn chamou a minha atenção: “ que importa o que serei, quero é viver”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Isto dito por alguém em medicina é um contra-senso. Ou nem tanto. Não é dito que quer ser feliz. Essa motivação é explícita em cada momento da vida. O que é a vida? Bem, isso são perguntas que não me ocupam a cabeça, e a busca por suas respostas à muito abandonada. O que é certo é que existem vários graus de vivência, muito embora não se possa definir a vida como algo com patamares. A verdade é que podemos comparar o quanto vive uma e outra pessoa. Podemos dizer que vivemos mais que o nosso vizinho, ou menos. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Gostava de um dia poder viver. Um dia. Apenas. Viver esse dia como se a vida se contivesse todo nele. E eu, junto com ela, absorvesse o dia todo. Apenas esse e não o próximo. Como se o fim fosse o fim do dia. E todos os dias uma nova vida a ser aproveitada, absorvida. Como se eu fosse e não voltasse. Mas voltava, de manhã, para uma nova vida, sem qualquer expectativa. Apenas eu, a vida a meu lado, e tudo o que vem com ela. Bem sei que existe uma multidão junta com a vida. Juntar-me-ia a essa multidão. Para isso bastaria conhecer apenas um dos seus elementos. Comungar com ele um interesse, um gosto, um passado. Mas o passado não existe. Porque ao fim do dia, acontece o fim, e depois do fim o inicio. Seria apenas isso que comungaria com toda a multidão da vida. Porque com a vida vem quem vive. Quem não vive fica, vendo a vida a passar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A vida não pára. Nem chuva nem vento a faz parar. Ainda assim. Todos os dias passa à minha porta. E todos os dias me convida para entrar. Todos os dias desligo o despertador e volto a dormir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quem segue a vida gosta tanto de ser feliz como gosta de ser triste. Abraça as duas como irmãs. Companheiras de jornada. Seguem com a vida, e com a vida permanecem. E por isso é que se desvanecem em nós. Se seguíssemos com a vida, seríamos tristes e felizes ao mesmo tempo. Choraríamos a sorrir. E no fim do dia, esquecendo a vida, fim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não nos é possível viver sem expectativas. Porque são elas, juntamente com as memórias que nos definem. Sem isto, sem nós em nós mesmos, não aprenderíamos nada neste mundo (e não digo que haja outro, isso é para cada um, embora as minhas crenças sejam conhecidas). De que nos serve a vida, se, sem memórias para a recordar, ou a expectativa de a voltar a abraçar, vivêssemos cada dia num único? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É tão fácil partir, dizer que não podemos, não conseguimos. E por isso sermos infelizes. Difícil é ser infeliz a tentar. Continuar infeliz depois. Mas ao outro diz abraçar a infelicidade como parte da vida. A vida não é uma piza onde se escolhem ingredientes. Ou queremos a vida, ou não a queremos. No fim, mas mesmo lá no fim, acabamos todos felizes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fim. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4488003963420190278?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4488003963420190278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4488003963420190278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4488003963420190278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4488003963420190278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/04/por-razao-nenhuma.html' title='por razão nenhuma'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-1517435279719232604</id><published>2010-04-16T04:09:00.000+01:00</published><updated>2010-04-16T04:10:01.002+01:00</updated><title type='text'>4:10</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Fecho os olhos e arrepio-me. São três e meia da manhã. Acordado num quarto em lisboa, escrevo, hoje, sobre a minha vida. O que ela foi, o que tem sido, e o que eu espero que seja no futuro próximo. Não tem muito para falar, admito, mas como sou eu a escrever e não existe nenhum editor das mensagens que ponho no blog, não venho porque não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Neste momento tenho em mim a canção de lisboa a suar-me nos ouvidos. Não é mau, mas dói-me a cabeça e não me apetece muito ter de aturar isto. Por isso pus o media player a tocar um qualquer cd que já não ouvia há uns tempos. Fala de desgostos de amor. Nem sobre isso a minha vida da que falar. E ainda bem!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pena estarmos longe. Pena que não te possa tocar, que não te possa dizer, cara a cara, aquilo que quero dizer sempre que penso em ti e me vêm as lágrimas aos olhos por tu não estares. Queria tanto que estivesses. Queria tanto estar onde tu estas. Caminhar sob os teus passos, sentir o teu cheiro no ar. Saber que existe a cada momento comigo. Fazer durar a nossa musica para sempre. Queria não ter de escrever no blog porque teria algo melhor para fazer, porque estaria em boa companhia. Mas estou sozinho, num quarto que não é meu, um cheiro que não é o teu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estou cansado de me ouvir apenas a mim a reclamar, dentro de mim, por não ter estudado o suficiente para que estivéssemos, hoje, lado a lado. Lembro-me de, na altura, achar que até seria bom ficarmos longe um do outro, não tão longe, mas uma certa distancia providenciaria a liberdade suficiente para a vivencia académica. Não suporto a tua ausência. as minhas lagrimas são pedaços da minha alma que se cansam de estar sozinhos e vão ao teu encontro. Eu imploro para que me levem, mas nunca me ouvem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Disse que falaria da minha vida, não costumo, mas a minha vida és tu e a faculdade, a medicina. Mais tu que a medicina. Não quero ser médico, na realidade nunca quis. Nunca quis que vidas de pessoas dependessem do meu desempenho profissional, constantemente. Não estou preparado para isso. Não consigo ser o profissional que as pessoas necessitarão. não conseguirei. Não é facil moldar uma personalidade, principalmente depois de formada. E a minha cá está. Firme e hirta, que nem barra de ferro. E não me deixa. Não me deixa estudar a anatomia, não me deixa fazer o que preciso de fazer para ser um bom profissional. Eu sou razoavel em algumas coisas, mas nunca fui bom a dar más noticias, nunca fui sensivel nessas coisas. Não sei lidar com a doença das pessoas, não sei responder empaticamente. Não consigo pensar que uma pessoa morrerá apenas porque eu fiz uma coisa mal. Não serei capaz de o aceitar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dia sonhei ser investigador. A palavra é mais apelativa que a realidade dos factos. Trabalhar um cubiculo com ratos brancos de pernas para o ar o dia todo. A medir valores, observar variações, chegar ao fim do dia, assinar a folha do relatorio e vir embora. e no dia seguinte será igual. Por isso, também não vai ser por ai que me vou resolver. O problema é que não me aceitaram se não me resolver. Não posso chegar a casa e simplesmente dizer que quero desistir do curso e pronto. Feito, dinheiro para o ar, para ver se nasce. Para não falar que ocupei um lugar que outra pessoa quereria. Uma pessoa muito melhor que eu. Muito mais capaz e profissional.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei o que fazer de mim sem ti, verdade. Então procuro-te, todos os dias, em colegas, amigas e amigos, com esperança da tua orientação. Verdade que a carne é fraca, verdade que os homens ficam tolos com rabos de saia, e também, mas não há futura médica que seja melhor que tu, não há pessoa que conheço que seja melhor que tu. Apenas a distancia, apenas a impossibilidade de te beijar quando preciso me faz pensar na tentação. Mas, enquanto chorar quando penso em ti, não haverá tentação suficiente para mim. Espero. Espero, também, que não te chateies se algum dia leres isto. É a verdade meu amor. Mas és tu o meu amor. E enquanto o meu coração, o a metafora que achares mais conveniente, bater, esmagar, cantar, badalar, tocar, trinar, beber, comer, dormir, escrever, ver, ouvir, olhar, sentir, tudo por ti... não haverá nada a fazer enquanto isso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porque eu estou contigo. E espero que estejas comigo, e com Deus. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-1517435279719232604?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/1517435279719232604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=1517435279719232604&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1517435279719232604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1517435279719232604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/04/410.html' title='4:10'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4492412039266533992</id><published>2010-04-08T12:37:00.002+01:00</published><updated>2010-04-08T12:42:00.060+01:00</updated><title type='text'>amor fatal</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;i&gt;Look how they shine for you.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esta história, esta magnífica história é uma triste história. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo começou num dia que não sei especificar. Eles olharam-se, um cumprimentando o outro. Um deles ostentava um daqueles convites óbvios, sedução pura. Para quem olha de fora é desprezível, mas para eles foi o começo de uma linda história de amor impossível.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Comecemos, então, por apresentar as personagens. Ele era um rapaz igual aos outros, vestia calças e t-shirt com desenhos. Sapatilhas e meias até aos calcanhares. Andava na escola, tinha apenas uns pelitos na cara: motivo para se orgulhar ao espelho. Vivia com a mãe e o irmão. Ambos mais velhos. O irmão uns trinta anos e a mãe apenas dois meses. Sim, é estranho, mas foi assim que me contaram, assim contarei. Reflexões (?), deixarei para quem as souber fazer. Eram abonados mais ou menos, o certo é dizer que não eram abonados de todo. Como sempre acontece nestes casos, viviam de forma humilde e cabeça erguida perante os ventos e chuvas que lhe levavam a casa sempre. Faziam outra. Esta introdução serve apenas para enfatizar os sacrifícios mais à frente explicados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O outro personagem, tomo, eu, a liberdade de o chamar assim, não é homem. Nem mulher. É, sim, um destruidor de lares, de vidas. Uma quimera que engana até a mente mais desperta. Ostentava a melhor publicidade de todas: o uso dos amigos, a moda. Complicado lutar contra o coração, mais ainda com a pressão dos amigos. Podemos dizer, então, que pouca escolha teve o primeiro personagem nos acontecimentos que se desenrolaram. Este personagem é um prestador de serviços, por isso paga-se para que o serviço seja prestado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O amor, por assim dizer, começou no momento em que foram apresentados. E desde que o olhar do moço ingénuo pousou naquela coisa, nunca mais a sua cabeça pensou noutra coisa. Foi um desastre atrás do outro a partir daí. Foi um ciclo vicioso que ninguém viu começar, ninguém se importou, ninguém disse nada, e quando quiseram, tarde de mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O dinheiro que tinha, pouco, era para alimentar o amor. Era o seu único interesse, como são todos os amores, entre os apaixonados. Não posso dizer que o prestador de serviços não sentisse o mesmo amor. Não é verdade. Ele dava-se em cada encontro. Extinguia-se para alimentar o amor, sacrificava-se.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porém, de outra forma não estaria a ser completamente sincero, não posso argumentar que um maço de tabaco tem, porventura, sentimentos. É demasiado filosófico, demasiado fantasioso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O início do amor platónico já foi contado, o meio não tem grande interesse. Os cigarros morriam, um a um, e o sacrifício deles parecia aumentar cada vez mais o amor que ele sentia por eles. Eram a prova que todos os apaixonados precisam, todos os dias, de que são correspondidos. Era a água que regava a tal planta que é o amor. E por isso, através dos cigarros, o sujeito vivia, respirava, dormia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O fim deste grande amor é digno da banda sonora mais melancólica que cada um encontrar (para mim a &lt;i&gt;Ave Maria de Giulio Caccini&lt;/i&gt;). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como todos os amores, este modificou as partes, uma mais que outra. Ao sujeito, alargou a laringe, aumentando o espaço da glote, ficando com uma voz mais radiofónica. A nicotina amarelou-lhe as mãos, o fumo escureceu os pulmões. Deu-se, assim, também ele, pouco a pouco, num ritual sem fim, de dar sem receber, ambos, um a um e peça por peça. Platónico disse eu há pouco, platónico sim. O sujeito, ele, ficou sem a possibilidade de voltar a construir a casa sempre que ela se ia. Sem casa, sem dinheiro para a comida, apenas para o amor. Nem o ideal de amor e uma cabana se poderia concretizar. Não concebo, não consigo conceber, amor mais platónico. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até que chegou o dia que o amor trouxe as consequências. As previstas e as não previstas. Há sempre algo que podemos prever em cada decisão que tomamos, todavia, por mais espertos, mais inteligentes, quiçá videntes, a maior parte delas escapam-nos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um homem, por si só, não é de ferro. Então, houve o dia que teve, ele, de ir ao médico. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como é óbvio, o teor da conversa não sei, sei apenas que a ordem foi para que o amor parasse. Foi para que arranjasse outro amor, um mais saudável para a mente e o corpo. O médico ordenou que deixasse os cigarros viver. Estranho uma decisão de cariz tão humanitário ter sido tão depressa recusada, vivamente por ele. Bem, não tão vivamente como outra pessoa conseguiria, mas o mais vivamente que ele conseguiu. Talvez os argumentos utilizados pelo médico não tivessem sido os melhores face à situação, não faço ideia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que ele me disse, antes de amar pela última vez, aqui, na esperança que noutro sítio fosse mais bem compreendido, foi que se não podia amar para que continuasse a viver, preferia morrer apaixonado, enamorado. Podem considerar irónico, mas ele disse que o amor dele era muito mais forte que qualquer outro, que fora de metáforas, os cigarros teriam sempre um espaço dentro de si. Literalmente, pelo cancro de pulmão esquerdo, bem perto do coração. Disse também, que, nem que quisesse, nunca o conseguiria fazer com qualquer namorada que tivesse, pelo que o amor que sentisse em qualquer altura nunca se iria materializar como o dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Penso que tem razão. Penso também que se o amor fosse um órgão, um membro, umas células alteradas, aliás, se as alterações que o amor nos traz, as suas emoções, as suas loucuras, se traduzissem num sinal, um daqueles que todos poderiam ver e dizer: olha aquele está apaixonado, não teria a mesma piada. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O amor é a demonstração que cada um de nós faz para o libertar ao mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4492412039266533992?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4492412039266533992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4492412039266533992&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4492412039266533992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4492412039266533992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/04/amor-fatal.html' title='amor fatal'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-3873063537063160208</id><published>2010-04-03T23:50:00.000+01:00</published><updated>2010-04-03T23:51:55.558+01:00</updated><title type='text'>Razão,</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;“Eu não sei se sou capaz de me ouvir”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Como hoje, e sobretudo amanhã, celebra-se a Páscoa, venho para aqui escrever acerca do Natal. É certo, não sou muito forte na introdução aos assuntos que pretendo expor. Fosse eu o Benfica, naquelas transições feitas de olhos fechados, naquela magica que transborda de seres sobrenaturais, naquelas jogadas desenhadas com um propósito maior, um propósito de arte. Bom, se assim fosse eu, escreveria livros e haveria gente suficientemente abonada para que, em temos de crise, pagasse para ler as ideias de uma pessoa que nem conhece. Não digo que seja mau ler, eu gosto de ler, mas não aquilo que eu escrevo.&lt;br /&gt;Mas o que me traz aqui hoje é uma ligeira satisfação, uma pontinha de orgulho, um quê de renovada nacionalidade. É um facto, provado ou não, certo é que os portugueses deixam tudo para a última, quando não se esquecem. Por isso, a nossa produtividade é maior e, mesmo com a nossa localização geográfica extremamente favorável para trocas comerciais, continuamos na cauda da Europa (não apenas porque a cabeça está virada para a Rússia). Assim, eu e a minha família, mais ela em conjunto que eu sozinho, cooperamos caladamente numa conspiração para deixar a árvore de Natal montada. Duas razões primárias permitem que tal suceda. A primeira é que a árvore é de plástico, e plástico não seca. A segunda desvaneceu nos mais obscuros fossos da minha memória, juntamente com muita da matéria de anatomia.&lt;br /&gt;Já havia reparado neste facto a algum tempo, mas esperava encontrar alguma razão superior, uma razão que me afastasse dos vícios da sociedade incutindo, nalguns leitores ocasionais deste espaço, uma visão de mim completamente errada, mas muito mais abonatória. O que é certo e sabido é que a árvore, teimosamente, devo dizer, continuava ali, por desmontar, sozinha, sem luzes (a parte ecológica e pedagógica do texto), recordando com saudade, não a atenção que lhe deram, mas o novo CD do Tony Carreira que tocou durante as limpezas de preparação para o último Natal. E eu sem razão para a árvore ficar ali tão sossegada, à luz do dia e da noite. Razão inteligente, porque a inércia e ociosidade neste capitulo não conta.&lt;br /&gt;Sempre fomos um povo conformado. Mesmo nos descobrimentos, havia uns velhos do Restelo que não queriam que fossemos, mas conformaram-se com a nossa ida. Bem, para além do conformismo que de mim se apodera, lembro-me bem do dito popular de todos nós, Natal é quando um homem quiser, penso que também se aplique às mulheres, elas lá sabem. E assim, sem mais nem menos, surgiu-me o tal ideal quimérico que tão me apoquentava por me escapar. A busca pelos valores apenas lembrados na época natalícia, ou quando há sismos na Madeira. Aí estava a minha razão, mesmo à minha frente, e por isso é que hoje escrevo aqui. Escrevo porque, para além do sono, às vezes surgem boas coisas na vida de um homem quando nos recostamos num sofá, sabendo que temos anatomia para estudar, mas que não nos apetece. E nisto é que o português é bom: Nas pequenas coisas, já que as grandes há muito que nos fogem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-3873063537063160208?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/3873063537063160208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=3873063537063160208&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3873063537063160208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3873063537063160208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/04/razao.html' title='Razão,'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2452422475812279255</id><published>2010-03-30T00:44:00.002+01:00</published><updated>2010-03-30T00:51:52.415+01:00</updated><title type='text'>Tosco - história de uma quaresma</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;“Ó meu anjo da guarda, faz-me voltar a sonhar. Faz-me ser astronauta e voar”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na minha cabeça existe um moço. Um moço muito pacato e reservado. Um pouco diferente da minha pessoa e, como eu também existo na minha cabeça, estávamos os dois na mesma sala, por assim dizer. Eu não sou pessoa de ficar calada, mas ele não se importava de permanecer em silêncio. Deste modo, era um impasse complicado de resolver. Por um lado, não queria ferir susceptibilidades, mas por outro, não é por mal, contudo incomoda-me que estranhos habitem a minha cabeça sem me dar satisfações. &lt;br /&gt;Então, fui-me a ele com toda a força, cheio de coragem, feito forcado, e disparei um olá. Um olá tosco, espelho de mim, mas ainda assim um olá. Mas eu posso parecer parvo fora da minha cabeça, mas dentro dela tomo todas as precauções.  Ia preparado para a revolta, a indignação, levava argumentos para sustentar a minha impertinência. Assim, vira-se ele, com aquela cara desconhecida e reponde-me um bruto olá simpático. Ai o maldito! Ficamos amigos nesse dia.&lt;br /&gt;É certo que habitava a minha cabeça, mas podia ter sido mal-educado, com pessoas estranhas nunca se sabe. As pessoas estranhas, no dia-a-dia fora da minha cabeça, metem-me algum receio e enchem-me de reservas. Fico com vergonha. Às vezes nem digo bom dia com medo que não me respondam e que seja ignorado. É difícil suportar o sentimento correspondente ao acto de ignorar, eu diria ignoração mas o Word não aceita. As pessoas passam com tanta pressa que não lhe podemos extrair os motivos que levam a tal ato. Acho, até, que é por causa destes comportamentos que o país não se segura direito. Coitado, também já é velho, mas conheço velhos bem mais velhos e bem mais rijos. O problema de Portugal é que é pouco simpático com as pessoas, e as pessoas deixam de ser simpáticas com ele, e a minha avó sempre me disse que as pessoas más morrem cedo. E pronto.&lt;br /&gt;Olhem, mas fiquei deveras surpreendido com o moço que veio habitar dentro da minha cabeça. Um rapaz simpático. Cheio de reforço positivo para dar. Como só eu moro na minha cabeça, com ele agora, recebo-o todo, e sou muito mais feliz. Gostava de ser mais parecido com ele. Embora esteja sempre vestido com a mesma roupa e nunca o tenha visto a tomar banho. Se calhar a culpa também é minha, a minha cabeça não deve oferecer grandes condições para uma pessoa morar, se não, com tanta gente sem casa, já estaria mais ocupada.&lt;br /&gt;Assim, e por força das circunstancias fiz obras na minha cabeça. Foi um dinheirão! Os empreiteiros não são pessoas muito honestas, comentem eu com o moço, agora meu companheiro. Ele disse que não me preocupasse, que quanto mais dinheiro temos, com menos cabeça ficamos, e que é preferível gastar dinheiro para aumentar o espaço. Assim cabe mais gente.&lt;br /&gt;O problema da minha cabeça, e de muitas imagino eu, para meu sossego, é a sujidade. Não é limpa. Eu não tenho muito tempo, até porque no tempo que tenho, tenho de arrumar o quarto, e nunca conheci uma mulher-a-dias para cabeças em conta. É tudo muito caro hoje em dia. No entanto, e como já não era apenas eu a morar no cubículo a que chamo cabeça, mas que poderia chamar fogão, dediquei-me à limpeza. E o resultado não está nada mal. Na verdade, está muito mais agradável que o meu quarto, só lhe falta a internet.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A quaresma é isto mesmo, é reparamos que não estamos sozinhos, nunca, e que devemos cuidar de nós e dos nossos pensamentos, para que a nossa existência, e a daqueles que connosco interagem seja, todos os dias, um pouco melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2452422475812279255?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2452422475812279255/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2452422475812279255&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2452422475812279255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2452422475812279255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/03/tosco-historia-de-uma-quaresma.html' title='Tosco - história de uma quaresma'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2495128799778806480</id><published>2010-03-02T02:53:00.002Z</published><updated>2010-03-02T08:42:04.175Z</updated><title type='text'>bonança rima com esperança</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF9966;"&gt;Depois da tempestade vem a bonança, até entre aqueles que se juraram inimigos eternos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF9966;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pela primeira vez em algum tempo fiquei sem luz. Sem electricidade. Sem televisão, sem rádio, sem luz, mas luz já tinha dito. Vi-me, então, confrontado com algo que estranhamente adormecera no mais profundo vazio da minha alma. &lt;b&gt;O que posso eu fazer quando não há nada para fazer?&lt;/b&gt; É superficial, eu sei. Mas, ainda assim, consumiu-me o espírito durante o apagão, mantendo-me ocupado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os meus pensamentos estavam ocupados com a pergunta superficial a que decidi ocupar o meu tempo, mas os meus gestos e emoções continuavam apontados para nenhures, um lugar que nem conseguia vislumbrar. A minha mãe aproximou-se e falei com ela. Lembrei-me de como pensava nela, e como ficaria triste por me ver longe durante a semana, tinha a presunção de ser um dos pilares da família, uma das suas peças chaves. Estava profundamente enganado. A família é que constitui o meu grande pilar. Posso ter o maior sucesso, um inimaginável (assim não tenho de dar um exemplo), se não tiver ninguém que fique orgulhoso por mim, ninguém que me congratule, não me servirá de nada. E nesse momento, durante o apagão que a minha aldeia sofreu, fez-se luz na minha alma. Percebi exactamente quais tinham sido as minhas direcções até agora, quais as motivações. Percebi que nada do que fiz ou farei pode ser separado dos meus pais e do meu irmão, dos meus tios e primos, porque eles são a minha vida, fizeram a minha vida, construíram-na, bloco por bloco, escolhendo a receita do cimento, com mais ou menos areia, eles tomaram essas decisões quando eu não as podia tomar. Assim, sem mais nem menos, vi-me liberto na prisão que se tinha transformado a minha casa às escuras. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Libertei-me do peso da responsabilidade, cheio da irresponsabilidade característica da fase que atravesso, não tomando a consciência que um muro pode até ter os alicerces feitos de betão, mas se o sujeitamos a uma guerra fria ele não resiste à pressão da sociedade. Então, passou tudo a depender de mim, como uma corrida de estafetas, que a minha equipa fez no primeiro lugar e agora esperava que eu cortasse a meta para nos podermos sagrar campeões. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Custa-me escrever sobre mim, sabendo que, pelo menos algumas pessoas que me conhecem irão ler o texto. Custa-me escrever quando necessito de o fazer, e hoje necessitei, depois de muitos anos. Anos e anos a escrever por puro gozo de o fazer. Escrever para ver a reacção dos outros perante assuntos improváveis, finais impossíveis ou conclusões estúpidas. Hoje, depois de muitos anos, voltei a escrever de mim.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Encontrei-me no fundo de um poço que era meu, estava no meu jardim,&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Não estava lá ninguém comigo,&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Senti-me sozinho.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Então neguei o lápis e a caneta,&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;E escrevi directamente no computador.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Pus nas palavras o meu sofrimento,&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;E construi com elas a minha escada.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Olhei para trás,&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;fiz a promessa de não mais voltar,&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;só para deixar a minha alma satisfeita,&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;e disse até já ao musgo que constituía o fundo daquele poço.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Até que aconteça outra vez.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O sol brilha mais a quem vive de noite,&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Trata-se apenas de outra conclusão estúpida.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2495128799778806480?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2495128799778806480/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2495128799778806480&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2495128799778806480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2495128799778806480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/03/bonanca-rima-com-esperanca.html' title='bonança rima com esperança'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4596993971527242727</id><published>2010-02-25T02:29:00.000Z</published><updated>2010-02-25T02:30:29.241Z</updated><title type='text'>marcha lenta</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC9933;"&gt;Do silêncio inesperado, da escuridão imensa, do vazio completo, é mais fácil ver e ser visto.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC9933;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até que o da frente parou. Contudo, a pessoa que via a da frente, que era a de trás, obviamente, não interrompeu a marcha. Há quem chame liberdade e há quem chame egoísmo, eu chamo distracção. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A liberdade é isto mesmo, poder decidir sem que outros interfiram na nossa decisão, mas também teria, a pessoa, de respeitar a decisão da outra pessoa parar, e porém, como solução, desviar-se-ia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O egoísmo, egocentrismo, narcisismo, tudo coisas que dão ao mesmo para este contexto, impede as pessoas de “olhar” à sua volta. Desta forma nunca poderia ter visto a outra pessoa a parar e, com alguma franca probabilidade, ira dar-se um choque.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A distracção, bom, é a distracção usual, provocada por todas as coisas que damos por garantidas: o telemóvel ou mp3. Tudo coisas que nos abstraem do mundo e que nos fazem um perigo para os que nos rodeiam. Com eles, fechamo-nos no mundo nosso com o cuidado de não avisar ninguém que vai condutor embriagado na estrada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Imagine-mos, agora, que era um precipício, aquilo que se seguia. Com a liberdade morríamos nós, o egoísmo matava a pessoa, assim como a distracção, mas aí éramos salvos por quem esteve atento e parou, porque não ia ao telemóvel.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4596993971527242727?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4596993971527242727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4596993971527242727&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4596993971527242727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4596993971527242727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/02/marcha-lenta.html' title='marcha lenta'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-207394437977594346</id><published>2010-01-28T01:34:00.003Z</published><updated>2010-01-28T01:56:36.019Z</updated><title type='text'>Façam um favor a voces mesmos e não leiam este texto.</title><content type='html'>Tempo faz que aqui deixei meu ultimo contributo e um semestre faz desde que entrei para a tão prestigiada Faculdade de Economia da Universidade do Porto, tal como o FAR entrou para Medicina, pobre rapaz, quanta pena tenho dele.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ai como muda a nossa vida, agora por entre exames e frequências (para os quais devia estar a estudar neste preciso momento) ainda noto mais a diferença, já não se aplica a boa táctica de estudar na véspera, depois dos Simpsons, para os mais leigos, começa as 20:40 na FOX, jamais voltarei a minha escola, até porque entrou em obras e nunca mais será a mesma tal como eu quando de casa saí para aqui me instalar, numa cidade denominada Invicta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quão esquisito é não ter a minha mãe para me ir buscar a roupa suja ao quarto (menino betinho que não mexia o cargueiro nem para por a mesa) agora levo sacos de roupa para casa e trago roupa lavada. Como me custa domingo sair de casa em direcção a uma cidade que outrora era a minha eleita para qualquer expedição comercial ou turística de curta duração, não fosse também eu do grande clube da cidade, ao qual pensava também vir a ser assíduo espectador, vá... Fui uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao menos daqui vê-se o mar. Ao longe é certo, mas não tão longe como as derivadas estão do meu saber. Que coisas escrevo quando bebo 2 bebidas energéticas seguidas, devia era ir estudar, epá e não leiam este texto, é só uma forma de eu passar um bocado de tempo e fazer sentir-me melhor, coisa que não está a resultar, talvez seja melhor parar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tive uma ideia melhor, vamos falar de carros, a mais que não seja para encher até porque sei que ninguém se deu ao trabalho de continuar a ler até aqui e se leu, posso pedir ao meu colega blogueiro e futuro medico, para indicar o melhor caminho a seguir, apesar de se alguém ler até aqui o mais provável é que seja ele. Ainda não falei de carros, mas comprei um sistema de som que me consegue fazer deixar de ouvir o pensamento, muito bom para quando me encontro com melancólicos pensamentos de faculdade que levariam à depressão a Tia mais fraca. Sim, porque me encontro na faculdade para poder um dia mais tarde ter um carro que me permita andar muito depressa. Que coisa feia de se dizer, grande objectivo de vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No entanto, penso... que mais sei agora do que quando cheguei a faculdade? Pouco mais que alguns valores praxísticos. nem sei se deva falar aqui disso, o melhor mesmo é não, falo antes da minha querida namorada para a qual já aqui escrevi, a mais de meio ano e já lá vai dois anos e mais que meio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah é verdade, fiz 19 anos, tive um sentimento esquisito que estava a ficar velho. por todas a razões acima referidas. Como é que vou acabar este texto, ou conjunto de palavras. Isto não faz sentido nenhum, over&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-207394437977594346?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/207394437977594346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=207394437977594346&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/207394437977594346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/207394437977594346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/01/facam-um-favor-voces-mesmos-e-nao-leiam.html' title='Façam um favor a voces mesmos e não leiam este texto.'/><author><name>JulioTendeiro234</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09337355054721239712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-8411309944432317593</id><published>2010-01-09T23:12:00.001Z</published><updated>2010-01-09T23:14:13.438Z</updated><title type='text'>de nós para ti</title><content type='html'>Só haverá uma coisa que nunca te escreverei. O amor. Aquele que sinto por ti. Não por ser pequeno, insignificante. É demasiado grande, é a minha alma toda, mais toda aquela que porventura deixei para trás. Sou eu, e és tu comigo. Somos os dois. E por sermos os dois nesse meu amor por ti, nunca o poderei escrever com os meus dedos sem ter os teus nos meus. Não o posso nunca escrever. Não consigo. Ultrapassa-me, em todas as barreiras que coloquei no caminho. E foste tu que as saltaste, e só tu me podes falar delas, agora. Não consigo. Porque não sou eu no amor, és tu em mim que cria o amor. Não posso ter amor sem te ter a ti. Não posso ter amor, tendo outra pessoa qualquer. Só tu crias o amor, e escolheste o meu corpo para ser o receptáculo desse teu amor. Ele é teu, mas eu tomei a liberdade de o tomar como parte de mim. Peço que me perdoes. Que me perdoes por tirar algo que é teu, de me apoderar da tua criação em mim.&lt;br /&gt;Nunca te poderei falar de amor. Descrever-to. É estupidez falar da criação ao criador. Falar-te-ia de partes quando o conheces todo, de cor. Falar-te-ia de mim, quando não sou eu, mas tu o amor.&lt;br /&gt;Porque o amor não depende de mim, nem nada que faça criará amor. Apenas tu decides onde nascerá o amor, e nas céu em mim.&lt;br /&gt;Escreveram que o amor é a soma de todas as coisa belas, se não o fizeram pensaram em fazer. Mas o amor não é apenas as coisas belas todas juntas, isso daria apenas um monte de coisas que já não são belas. O amor é o mundo contigo. O amor é ver o mundo e tu nele, seja aqui ou no Sudão, Paquistão, e todos esses países onde provavelmente nunca entrarás. E por isso não se vê lá o amor.&lt;br /&gt;Disse que o amor está comigo. Mas não está. Apenas a sua lembrança permanece em mim. Apenas pegadas, vestígios das marcas desse amor. Porque tu o levas, podendo cria-lo em quem quiseres. E nesse medo, medo que voltes sem esse amor, sem essa água que me rega, nesse medo afogo-me. Afogo-me todos os dias que não te vejo.&lt;br /&gt;Por isso, hoje, afogo-me sem ti. Anseio a tua chegada. E com ela a criação do teu amor em mim. Porque o crias sempre de novo. E por isso o amor é sempre uma coisa nova. E por isso nunca te poderei falar desse amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-8411309944432317593?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/8411309944432317593/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=8411309944432317593&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8411309944432317593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8411309944432317593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2010/01/de-nos-para-ti.html' title='de nós para ti'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-5502774591188170202</id><published>2009-12-28T20:58:00.000Z</published><updated>2009-12-28T20:59:28.319Z</updated><title type='text'>Consumismo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666600;"&gt;&lt;i&gt;O sorriso é o que mais efémero podemos apreciar. Custa tanto obtê-lo. Passam-se dias sem que tenha a verdadeira vontade de sorrir, sincero e desprotegido, mostrando a alma num gesto. No final do dia, é natal.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Certo dia, pela vida andava um homem. Esse homem tinha um cão. Ora, esse cão tinha muitas outras coisas, como pulgas, que não são importantes agora. Onde eu queria chegar mesmo era à vizinha da minha mãe que comprou uma scooter nova.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A scooter é nova, anda bem, polui menos, faz menos barulho. Tudo vantagens. Está ela feliz e estou eu feliz. Só não está feliz o senhor da mercearia. Isto porque, segundo a minha vizinha, gastou o dinheiro que tinha e não tinha na scooter e agora não tem para pagar a divida da mercearia. O problema é que a minha vizinha consegue andar a pé, só não consegue passar sem comer, apesar de ser magrinha. Presumo que, agora, já não esteja tão feliz, a minha vizinha. Não faz barulho a scooter, é verdade, mas faz o estômago. E este barulho, ao contrário do outro, não a deixa dormir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A vizinha da minha mãe também é minha vizinha. Mas só nas férias e aos fins-de-semana. Ela trabalha muito, mas agora trabalha menos por não dormir nem comer. Assim, não tem dinheiro nem para a gasolina da scooter, passou a andar a pé. Ao andar a pé, chega ao trabalho já cansada, podia ser bom para emagrecer, mas ela já não tem dinheiro para comer. O patrão dela é que não gostou muito da brincadeira, chegava, a minha vizinha, a cheirar mal como uma peixeira. Foi para a rua, contar as pedras do caminho, porque também este estava sozinho. Mas a minha vizinha não estava sozinha, tem a scooter e também tinha um cão. Contudo, e devido aos infortúnios do destino, neste caso do cão, morreu, coitado, de fome. Melhor dona e talvez não morresse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chegou a altura do campeonato para fazer o balanço. Se no inicio, com a nova scooter andava eu em representação dos vizinhos todos, e a minha vizinha contentes. Agora ando eu e mais ninguém. De notar as pessoas que foram ficando tristes ao longo da jornada, incluindo o pobre do cão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois a minha magrinha vizinha, mais magrinha não podia andar, se não, desaparecia. Então, foi a minha vizinha, roubar. Assim, conseguiu, por momentos, encher a despensa. Roubou a mim e quem sabe a ti. E ninguém gosta de ser roubado! Deste modo, fui eu, e talvez tu, falar com a minha vizinha, disse que a minha mãe cozinhava para ela, se ela não roubasse as coisas dela. Disse-me ela ao caso, (com voz fininha de desdém) eu ganhou mais a roubar que a trabalhar, assim já posso comer que nem um porco, e ninguém me apanha. Não apanhava porque a scooter não faz barulho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora estão os vizinhos tristes e a minha vizinha contente. Mas é sol de pouca dura minha gente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A vizinha, que também é minha, não era profissional. Era uma, não era muitos. Então, juntou-se o pessoal, porque éramos muitos e ela só uma. Estragou-se a scooter e apanhou-se a dona.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Assim, como moral da história, levou, a minha vizinha, uma sova, por causa da sua scooter nova. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-5502774591188170202?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/5502774591188170202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=5502774591188170202&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5502774591188170202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5502774591188170202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/12/consumismo.html' title='Consumismo'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-3525102630587304822</id><published>2009-11-18T00:35:00.000Z</published><updated>2009-11-18T00:36:58.869Z</updated><title type='text'>Jonh Doe</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Outra vez. Sem anseios. Sem desejos. Sem aquilo que faz suar o povo. Sem futebol. Um homem. Com mais vinho do que esperança. Com mais pó do que bronzeado. Vive? Vive. Vive ao pé das escadas para o metro do Martim Moniz. Afogado em depressões, em anti-depressivos? Não. A tristeza é como a pobreza, uma pessoa habitua-se, não faz dela uma doença. A felicidade, a concretização, não se põem em questão. Quando não há objectivos que perdurem a um litro de vinho, não há nada para conquistar, nada para saborear ser conquistado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E quando a revolta se apodera? Quando todos os que passam nos puxam para baixo. Quando se vê um inimigo em cada esquina. Parte garrafas de cerveja, lança impropérios a alguém que passa demonstrando um objecto que ele nunca possuirá.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas tudo passa. Tudo volta. Mas tudo passa. Porque vive sem garantias: tidas e dadas. A isto se chama viver hoje, porque amanhã, um dia, será hoje também. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-3525102630587304822?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/3525102630587304822/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=3525102630587304822&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3525102630587304822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3525102630587304822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/11/jonh-doe.html' title='Jonh Doe'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2097289437245763104</id><published>2009-11-02T23:52:00.002Z</published><updated>2009-11-02T23:54:37.006Z</updated><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Olho para a rua na esperança de te alcançar, de te encontrar, mas não encontro. Procuro o brilho do teu olhar, aquele que me faz sonhar por ti, ansiar de ti. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Procuro tudo aquilo que passou. Na calçada, debaixo dela, até já procurei no lixo do caixote, mas não veio. Não voltou. Não voltaram as horas às escondidas de todos, atrás das oficinas. Não voltaram os dias passados a olhar para ti, mesmo quando ainda não olhavas para mim. Não voltaram as aulas de Área de Projecto, em que fazíamos tudo para que te risses, te enervasses, no entanto nunca perdias a postura.&lt;br /&gt;Não voltam os dias passados com as professoras e professores de sempre, aqueles que nos conhecem, que nos olham nos olhos e vêem a alma. Porque nós, desta idade, não conseguimos esconder a alma de um olho bem treinado.&lt;br /&gt;Não voltarão as tardes passadas no clube, os dias passados no clube, só nunca lá passámos nenhuma noite. Comemos lá, borgámos lá, festejámos lá. Estudámos lá. Trabalhámos lá. E no fim, com a demolição daquele espaço foi um pedaço de cada um que só voltamos a encontrar no espaço reduzido que dedicamos às memórias mais felizes.&lt;br /&gt;Na verdade, se à turma A1 fosse pedido um símbolo do que foi o seu 12º ano, seria o clube de certeza. Pelo menos para mim e para a cambada que lá ia bater a sesta, aliviar a pressão intestinal. Sacar as infindáveis séries de televisão americana, legendadas em brasileiro. E, sem nunca esquecer, espreitar as aulas de educação física de certas colegas nossas.&lt;br /&gt;Foi toda uma conjuntura de boas filosofias. Desde o dolce faire niente, carpe diem, etc ( sem esquecer a preguiça, mãe de todas as filosofias, e elevada a um expoente máximo nas nossas vidas naquele clube, naquelas cadeiras, naquela carpete).&lt;br /&gt;No final, sem grandes pressas, grandes correrias, excepto, vá, na semana da apresentação final do nosso grande trabalho (pena não ter sido gravado, grande momento de televisão, ao vivo!), fomos todos cortando a meta. Pena é alguns terem de continuar a dar voltas ao pavilhão.&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFCC33;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFCC33;"&gt;p.s. podíamos ser uns ignorantes, uns burros, asnos completos em toda e qualquer matéria, mas éramos os masters das exposições orais de português!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2097289437245763104?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2097289437245763104/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2097289437245763104&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2097289437245763104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2097289437245763104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/11/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-3742036662109303871</id><published>2009-10-12T16:49:00.002+01:00</published><updated>2009-10-12T16:52:28.183+01:00</updated><title type='text'>aparências</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Boa! Deve ser da barba, acham que trago uma bomba a tira colo? Talvez na mala? Ainda por cima a bomba está ali, cinco metros à frente deles, se mordesse…&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Não estou a ser revistado, ainda bem. Sabia que valeria a pena investir num fato da Zara, uns sapatos a condizer e um penteado larilas. Já não falta muito para que possa descrever, com saber empírico, todas as virgens do céu. Falta pouco para que os traidores deste país aprendam que, embora passados tantos anos, tantos acordos de uma suposta paz libertadora, aqui, no meio da confusão, do caos, encontraremos todos a libertação. Temo a bomba na mala e o dispositivo para a accionar no bolso. Talvez lhe pegue para lhe sentir o calor e o poder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bem dizia a minha mãe que a barba ainda me ia dar problemas. Eu, oficial dos serviços de informações de um qualquer país demasiado endividado para se dar ao trabalho e luxo de sustentar espiões, a ser revistado, sem poder dizer que há uma bomba no metro, mas que não sou eu que a tenho porra! Por um triz não entrava, fiquei mesmo com o braço preso na porta, o que fez com que o bombista, o a serio, se afastasse o suficiente para que eu não chegasse a tempo de…&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;Alá protege aqueles que são audazes o suficiente para cumprir o que lhes está intimamente destinado. Ficou preso na porta, excelente, e ainda há uns estúpidos idiotas que acham que não existe um Deus, veremos como serão recebidos às portas da eternidade. Tenho as mãos suadas, o rosto talvez incerto, não o vejo. Mas uma senhora olha-me com pena. Pena? Iremos todos para um sítio melhor, não há razões para penas. E se não formos? Nada a fazer há agora, o homem libertou-se e vem atrás de mim, terá de acontecer agora…&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-3742036662109303871?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/3742036662109303871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=3742036662109303871&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3742036662109303871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3742036662109303871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/10/aparencias.html' title='aparências'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2299200430433291002</id><published>2009-09-25T17:50:00.001+01:00</published><updated>2009-09-25T17:50:47.242+01:00</updated><title type='text'>Maria Ana e João Carlos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Por estes tempos, em que faz chuva no verão, sol no Outono, e eu irei para a praia este fim-de-semana, deu-se um romance épico, da grandiosidade de Pedro e Inês, com a fatalidade destes somada com Romeu e Julieta. Nunca percebi porque é que o nome do homem vem primeiro. Desta forma, este é o romance de Maria Ana e João Carlos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Maria, tratá-la-ei assim para me facilitar a produção escrita, era uma rapariga, como dizer, banal. Como todas as raparigas da sua idade, Maria passava horas no msn. Este programa permite a jovens mais tímido uma pré saída do armário em que os pais os fecham assim que nascem. Espreitam cá para fora, sentem o vento na cara, e passam a depender dessa sensação para viver. Viciados. Foi no msn que a Maria conheceu o João. Bom, no msn conheceram-se mas trocaram o “primeiro olhar” no hi5, ainda não estava na moda o facebook.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Ó longas conversas até as duas e três da manhã só com a troca enfurecida, desvairada, de smiles que não queriam dizer nada, mas que para eles diziam tudo. Ó nicks que levavam a percepção de cada um a extremos: “será que é para mim?”, “olha, não compreendo o teu nick, é para mim?”. E assim se faziam conversas durar semanas, porque cada um tinha aulas na sua escola e só se viam no ciberespaço. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até que um dia, João, como bom rapaz na puberdade, deixou que a testosterona falasse mais alto, e começou no engate. Deu-se, então, início à descoberta do mundo lá fora, o João abriu o tricô do armário, só esperava que a Maria o deixasse abrir a porta de par-a-par para que, juntos, sentissem o mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O engate foi-se dando, aos poucos, mas lá ia. Antes devagar que parado. Maria já só via João online, já não falava com mais ninguém, já tinha um daqueles telemóveis com msn, o que fez João implorar aos pais para também ter um. Agora já podiam estar sempre juntos. Maria adorava João, comentava todas as suas fotografias do hi5 e jogavam juntos os mesmos jogos online.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E então João avançou. Deu-lhe com toda a força na paixão e fez a pergunta. Foi com a coragem e determinação de quem já não se importa de mandar com a cara na parede, apenas não a pode ter parada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E então veio o suspense. A hesitação só possível na comunicação via internet, o “Maria está digitando uma mensagem” não saía dali. Maria tinha ido jantar e sem querer carregou no espaço. Coitado do João. Passados dez minutos de espera, o desespero tomou conta da sua ainda pobre alma. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fez um ultimato. “Eu sem ti não sou nada, responde-me, ou então ponho fim à minha pobre vida”. Pobre rapaz, há dias assim. Maria mortinha por dizer que sim, mas tinha os avós em casa e não pode sair da mesa tão cedo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O pior de tudo é que esta história passou-se no verão. Chovia torrencialmente e a luz da casa de Maria foi embora. o computador era móvel, infelizmente a internet não. “Maria desligou-se”. João tomou isso como um afronte, e matou-se. Maria, quando viu no jornal do dia seguinte, chorou mas não se matou.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2299200430433291002?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2299200430433291002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2299200430433291002&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2299200430433291002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2299200430433291002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/09/maria-ana-e-joao-carlos.html' title='Maria Ana e João Carlos'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-8119355059101122929</id><published>2009-09-25T15:53:00.006+01:00</published><updated>2009-09-25T15:59:27.137+01:00</updated><title type='text'>Rapazes com flores</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;i&gt;Nem todos os rapazes são maus&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;i&gt;Nem todas as flores bonitas&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;i&gt;Muitos falam sem paus&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;i&gt;E as flores, até as acho catitas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Há já tempos que não rimava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Ui, desde o tempo da senhora do arroz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Mas hoje para a quadra, virado estava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;E foi isto que minha pessoa aqui pôs:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Para rimar é fácil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Basta perceber o que rima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Fácil, não é izi, é difícil,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;E rima, rima com a prima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Se preto com branco ficasse certo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Punha-os assim bem perto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Um num lado, outro no outro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Assim, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Canta querubim,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Dança o Alvim,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Em tronco nu,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Alto! Para aqui muitos davam&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Mas com o Alvim nu não dançavam…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Assim até eu parecia bonito,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Com alguns copos de um bom tinto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;A cantar pouco afinadito,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Mais uns copos e lá vai o cinto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Só mais uma rima, desta vez rica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Para terminar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;A olhar para o mar,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;E a comer batatas fritas com sabor a paprica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-8119355059101122929?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/8119355059101122929/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=8119355059101122929&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8119355059101122929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8119355059101122929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/09/rapazes-com-flores.html' title='Rapazes com flores'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-1824094614718780568</id><published>2009-09-21T19:40:00.000+01:00</published><updated>2009-09-21T19:41:32.293+01:00</updated><title type='text'>Duas e tal para mais</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF0000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;A esta hora chove, faz sol, e há bar aberto algures por essa, esta, nossa, pequena Terra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por estes lados, nada do anteriormente sublinhado foi suficiente para animar o nosso protagonista. Encontro-me a três bancos dele, vamos sentados “ao contrário”. Muito bem conservado, cabelos loiros com as raízes pintadas de preto, ou será ao contrário? Engraçado ao contrário, vejo a cara muito bem maquilhada, por sinal, nem sinal de poros abertos, uma base exagerada, uns olhos marginados de um azul berrante, tipo a Edite e o preto. Tem umas bochechas tipo João Soares, não será o pai porque seria exagerado. Digamos que poderia ser mais parecido, não fosse o reflectir da base que exageradamente foi usada na cara. Vejo a cara desta senhora para um olhar mais desatento, um senhor, penso eu cá para os meus botões, que, solitários, ansiavam por companhia, invertida, através de um espelho que se encontra na parte inferior do sítio onde é mais apropriado guardar as malas, tipo autocarro, mas no inter cidades Lisboa-Porto. Bom, posso estar enganado, mas para a historia, por via a ficar mais interessante, admitamos que de um travesti se trata.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Deixem-me, agora, falar-vos do que acho serem os travestis. Sim, já não escrevo há algum tempo e por isso permito-me a tais devaneios. Uma longa modernice, que remonta a séculos muito próximos ou distantes, se pensarmos em tempo histórico ou geológico. Uma tradição, como as touradas – as quais eu sou manifestamente contra, não por uma suposta sensibilidade feminina, sou muito macho, mas por achar que há formas mais eficazes de nos divertimos do que ver um animal morrer aos poucos e, para uma sociedade que se preocupa tanto com os seus animais de estimação que ate lhes paga estadias em hotéis próprios para o efeito, fica mal os seus espíritos excitarem-se tanto com um sofrimento tão irremediável como o rio que corre. Vejam como começo a falar de travestis e acabo em touros. Voltando aqueles travestidos, o dicionário, surpreendentemente aceita a palavra. E eu a pensar que tinha sido o Sócrates a inventa-la. Bom, agora a sério, isso fazia sentido quando os homens partiam para meses de solidão no mar, sem alguém do sexo oposto para o saciar. Agora com uma razão de um para sete, não faz sentido que homens certos da sua masculinidade optem por material de tão fraca qualidade. Por isso, a longo prazo, muito longo, tão longo que nunca me poderão chamar a responder se estiver errado, como nunca saberei se estiver certo, prevejo o declínio de tão afamada espécie, para euforia do PNR.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O desagrado deste nosso protagonista é evidente, pela demora da viagem, o desconforto, a falta de espaço para as minhas longas pernas, o desconto para cartão jovem, o preço dividido a meio, bem, só desvantagens este inter cidades, parece o TGV. E, também, por causa do PNR.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas seria maior o tal desagrado, desconforto, nervosismo, todas as más sensações que vos passem pela cabeça, se estivesse lá ele, no meu lugar, quando uma mala caiu-me na nuca, era dura, uma mala, e é giro repetir uma mala, enfatizando o efeito da dor que senti assim como cria um bom efeito cacofónico. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por fim, com a anseia de continuar a escrever, já que vou de enfiada, mas com as pálpebras a pesar, deixo-vos com a mais que esperada referência futebolística. Mas agora que penso nisso, não sei bem que hei-de dizer. Talvez continue a escrever para dentro como a minha mãe diz ao meu pai, que via os jogos do antigo Benfica, do Benfica do Quique para dentro. Viva Benfica, viva Jesus. Ámen (foi apenas para ultrapassar as 600 palavras, mas com esta frase parentética, já ultrapassei em larga escala). &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-1824094614718780568?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/1824094614718780568/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=1824094614718780568&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1824094614718780568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1824094614718780568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/09/duas-e-tal-para-mais.html' title='Duas e tal para mais'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-5450695085702314823</id><published>2009-09-03T12:27:00.002+01:00</published><updated>2009-09-03T12:28:58.796+01:00</updated><title type='text'>, de ressaca</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;E ali estava ele. Desconfortável, a bexiga, apertada, a rebentar. Como todo o bom miúdo, o medo do escuro deixava-o esfusiantemente assustado. É normal o medo. Houve alguém que disse que há dois sentimentos no mundo: o amor e o medo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do amor vem a simpatia, a paixão, a amizade, o carinho, e todas as coisas boas que faz sorrir o mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do medo vem o ódio e etc. O medo é mau. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bem que o puto tem razão, não gosta do escuro e faz bem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O escuro não nos deixa ver uma cara bonita, uma pessoa bonita, mas não nos impede de reconhecer uma alma bonita. E a alma é tudo o que no fim teremos. Podemos comprar relógios de 5000 euros, andar com plim-plins no pescoço, mas no fim é com a alma que vamos, como foi com a alma que viemos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como era bom reconhecermos as almas como vemos as caras. Assobiar uma alma bonita, fazer uma careta a um bandido que passasse, assim como fazemos com as gajas boas e as fracas, feias e tal.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se houver almas gémeas, daquelas que encaixam tipo duas peças consecutivas de um puzzle, e se tivermos a sorte de encontrar a nossa, ou nossas dependendo da filosofia, então ficarão as nossas almas mais bonitas, tranquilas, sem medo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-5450695085702314823?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/5450695085702314823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=5450695085702314823&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5450695085702314823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5450695085702314823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/09/de-ressaca.html' title=', de ressaca'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2746852359644767862</id><published>2009-08-16T23:46:00.001+01:00</published><updated>2009-08-16T23:48:52.805+01:00</updated><title type='text'>after hours</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Um olho de vidro. Uma pupila dilatada. Um olhar sedento de misericórdia, uma postura militar, fria, nórdica. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Todos temos problemas. Alguns do tamanho do Monte da Graça, outros do tamanho dos Pirenéus. Nem todos os ciclistas têm categoria para participar na Tour. Os obstáculos são do tamanho da nossa capacidade de os ultrapassar.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era uma vez um homem. Campónio, iletrado, andava de scooter e bebia cerveja e vinho tinto fresco. Trabalha nas obras. Tem uns quantos filhos, muitos, alguns, já maiores, só conhecem o número da conta da qual vem a pensão de alimentos, outros, davam tudo por passar a vida na sua companhia, mas a falta de condições na habitação que dispõe impele a Segurança Social a fazer o seu trabalho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Trabalha, muito. Mas é burro. O patrão aproveita-se. Vive explorado. Chora quando falam dos filhos e ele se lembra de referir que falta meio-dia em cada quinze dias para ir visitar os filhos, mas que o patrão, para descontar menos para uma futura reforma, afirma faltar uns sete ou oito dias por mês.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;b&gt;Os tempos mudam, a vida passa. As verdades mudam, os homens ficam, a vida passa. Passa a vida , ficam os homens a ver passar a vida.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2746852359644767862?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2746852359644767862/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2746852359644767862&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2746852359644767862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2746852359644767862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/08/after-hours.html' title='after hours'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-556484368053339941</id><published>2009-08-14T12:52:00.000+01:00</published><updated>2009-08-14T12:53:02.950+01:00</updated><title type='text'>sindicato de greve</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;E lá estava ele. Um estranho naquela terra estranha. Um estrangeiro. Não é fácil ser estrangeiro, ainda por cima naquele país. O país dos resignados, ou conformados, em português do Brasil. Como é óbvio, no país dos resignados, vive toda a gente resignada. Não há uma alma penada que esteja descontente com algum assunto. Isso faz muita confusão a todos os estrangeiros que tentam lá viver, principalmente a este enviado especial de uma central sindical mundial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Neste país as leis são votadas por unanimidade, os primeiros-ministros saem quando se sentem velhos e pretendem dar lugar aos mais novos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A democracia foi imposta pelos estados unidos, depois de se descobrir petróleo na zona, os americanos acharam muito injusto para a população o regime ditatorial em que os habitantes resignados viviam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como é óbvio, não havia manifestações nem greves, nem queixas ou descontentamento, desta forma não há trabalho para um dirigente sindical. Desta forma entrou de greve. Um dirigente sindical de greve.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Assim, o estrangeiro, acabado de chegar, foi um pioneiro. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-556484368053339941?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/556484368053339941/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=556484368053339941&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/556484368053339941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/556484368053339941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/08/sindicato-de-greve.html' title='sindicato de greve'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4722626008068946734</id><published>2009-08-12T21:41:00.000+01:00</published><updated>2009-08-12T21:42:37.389+01:00</updated><title type='text'>atitude inteligente</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#003300;"&gt;Está escuro. Faz sol lá fora. Ouve-se o cantar mudo do poeta. Ouve-se o chilrear profundo da ave de canora. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#003300;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A profunda reflexão a que me tenho dedicado nas minhas horas de laboração fez-me perceber o quão inútil é reflectir, o quão inútil é escrever e ainda por cima para um blog fraco como este. Ainda se fosse o José Rodrigues dos Santos, o Miguel Sousa Tavares, o Paulo Coelho, o Luís Sepúlveda, a J.K. Rowling, o Dan Brown, etc. Ainda era como o outro: ganha-se dinheiro, alguns, muito dinheiro, admite-se. Agora, eu, um adolescente, que na vez de ir para a praia ganhar bronzeado para a miudagem ver, enfio-me dentro do quarto, computador ligado, ausente no msn, Word aberto, e estou deitado a escrever estas porcarias para meia dúzia de gatos-pingados lerem. Sem qualquer tipo de desrespeito por quem lê, mais por apreço à minha pessoa que aos meus textos. A verdade é que tempo para ir à praia terei quando estiver a chover, porque a praia é linda deserta, porque na areia molhada é mais fácil andar, e porque eu gosto de guarda-chuvas. Agora, trabalho ao pé dos fornos porque está frio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo isto fez-me pensar no que é realmente inteligente fazer. Com a morte do Raul Solnado, pensei que fosse inteligente fazer humor, mas depois percebi que para isso é preciso trabalhar no duro, e eu prefiro trabalhar no mole, ao sol. Depois apercebi-me da quantidade de viúvas que choravam a morte desse grande homem, maior em metáfora que o Bruno Nogueira, e encontrei a formula para uma vida bem sucedida: ser lésbica. Ser lésbica é a atitude inteligente. Excitam-se mais os homens com as lésbicas, há mais oferta devido à razão entre homens e mulheres ser tão díspar, e haver cada vez mais homossexuais. Por fim, se quiserem ser actrizes, nada melhor que serem lésbicas devido à falta de oferta para esses papéis. Isto para as mulheres, claro. Para os homens, não sei, e quando souber guardarei no íntimo do meu ser para que a concorrência seja escassa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6666CC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:webdings;"&gt;Por fim deixo-vos com uma frase batida: se não fosse eu, que seria da minha vida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4722626008068946734?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4722626008068946734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4722626008068946734&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4722626008068946734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4722626008068946734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/08/atitude-inteligente.html' title='atitude inteligente'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2800965231580918275</id><published>2009-07-22T22:31:00.001+01:00</published><updated>2009-07-22T22:33:48.132+01:00</updated><title type='text'>serviço público</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;E lá estava outra, agora. Pergunto-me com que sentimento as pessoas se aproximam do folheto da funerária que avisa da morte de um, ou não, conhecido. Pergunto-me, também, se é assim que nós próprios temos conhecimento da nossa morte. Ganhamos o hábito de ver todos por quantos passamos à medida que envelhecemos. Depois de mortos vemos a nossa fotografia naquele quadrado próprio, fotografia tipo passe, e pensamos: “ estava mesmo acabado, eu”, suspiramos e seguimos caminho. Mas desta vez já não evitamos chocar com as pessoas. Por isso é que se costuma dizer que foi para um sítio melhor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Mas as pessoas, à medida que vão envelhecendo, e acontece especialmente nas mulheres, porque também são elas quem mais tempo têm para envelhecer (há tantas viúvas e tão poucos viúvos que nem imagino o forró que deve ser com os velhotes), começam a sentir curiosidade por quem está na fotografia. Se não conhecem, passam como se tivessem visto um anúncio de oferta de emprego, despreza-se e esquece-se rapidamente. Mas, se porventura, com o maior dos azares, calha já termos avistado a pessoa algures podem surgir dois tipos de comentários: “já não era novo, coitado”, ou então, “ai tão novo, que terá acontecido?” e telefonam à mãe, à irmã, à tia, à colega do trabalho, e talvez, algumas, à cabeleireira a perguntar se sabem de alguma coisa. Se conhecem um dos nomes dos familiares mas nunca viram a cara do homem, nem imaginavam que a dona Maria augusta já tinha um genro que tinha duas bonitas filhas, uma de três, outra de quatro décadas. “Ai estive fora tanto tempo, e já agora, como é que vão as coisas lá por casa” e assim inicia-se uma conversa que dá para dois dias inteiros. Um para se informar, o outro para informar os mais próximos. Pois as mulheres são as primeiras jornalistas. Também há homens assim, por isso é que há viúvos. Homens assim duram tanto como as mulheres. Nesta situação acresce-se o sentimento de dever na comparência de sua Ex.ª no funeral. Vão, recebendo ai o total update dos acontecimentos mais recentes, com toda a contextualização agregada, incluindo classificações filogenéticas dos habitantes envolvidos em qualquer escândalo. A classificação é efectuada da seguinte forma: “estás a ver aquela moça que casou com o filho do carpinteiro?” “a Lucinda?” “não essa casou com o mais novo, a outra, aquela que antes até tinha namorado para aquele que diziam que se fumava, ai passa-se-me agora o nome” "já tou a ver”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Há, devem estar a perguntar-se quando são pessoas próximas de nós. Bom, aí não se vê os folhetos. As pessoas avisam numa corrente telefónica que era capaz de salvar o BPP se este fosse uma operadora móvel. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se somos nós, seguimos caminho, cabisbaixos, sabendo que nunca mais teremos de olhar para as paredes cheias de papeis brancos à procura da nossa cara.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2800965231580918275?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2800965231580918275/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2800965231580918275&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2800965231580918275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2800965231580918275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/07/servico-publico.html' title='serviço público'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-8768301446451021609</id><published>2009-07-11T12:18:00.004+01:00</published><updated>2009-07-13T13:02:34.410+01:00</updated><title type='text'>escola da vida</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;José Saramago, prémio Nobel da Literatura em 1998, não frequentou a escola, mas sabe ler e escrever.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;b&gt;Logo, não é preciso ir à escola para saber ler e escrever.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Belmiro de Azevedo tem a quarta classe e é o homem mais rico de Portugal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;b&gt;Logo, basta-nos a primária para que saibamos como ficar ricos.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Muitos dos trabalhadores da construção civil bebem minis como um ser humano normal nunca conseguirá, conseguindo abrir a garrafa da cerveja sem saca-rolhas. Contudo, muitos não têm mais do que o 6ºano, alguns têm o 9º.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Logo, não é obrigatório mais do que o 2º ou 3º ciclo para que nos possamos embebedar de caixão à cova. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Zézé Camarinha, admito que não sei a escolaridade exacta dele, mas suponho que n tem mais que o 12ºano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Logo, não é necessário mais do que o secundário para conseguir arranjar gajas boas e estrangeiras. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Universidade, para quê? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-8768301446451021609?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/8768301446451021609/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=8768301446451021609&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8768301446451021609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8768301446451021609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/07/escola-da-vida.html' title='escola da vida'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-8858443199223069048</id><published>2009-07-11T12:03:00.000+01:00</published><updated>2009-07-11T12:17:32.503+01:00</updated><title type='text'>com alma</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;A vida dá voltas. Dar voltas significa ir para a frente e para trás. A vida não brinca. Não dorme. Esquecemo-nos da vida, mas ela não se esquece de nós. Abandonamos a vida sem que ela nos queira deixar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pensamos nas consequências, nas causas, porém a vida, apesar de tudo, ensina-nos apenas a viver. Inesperamos o impossível quando é ele que mais queremos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Deus escreve direito por linhas tortas – sim, sou um homem crente – e nós escrevemos torto em linhas direitas. Contudo, isto de direito e torto é uma questão de perspectiva, como Ele está lá em cima, vê melhor para escrever.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acordo, de manhã ou à noite, com sono. Deito-me sem ele. Durmo com vontade de viver e passo a vida a dormir. Todavia, é assim que aprendo a saborear a vida mesmo que esta teime em não me entrar na boca!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acredito em Deus, penso na Sua existência, logo, na minha cabeça, pelo menos na minha cabeça, Ele já existe. Acredito que eu um dia perecerei mas, as minhas acções, os textos que aqui ponho, este texto, assegurará a minha vida eterna em alguns que terão o azar de ir depois de mim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por fim, com vista a finalizar esta minha reflexão acerca de mim mesmo, resta-me agradecer. Agradecer a Deus, à vida e a ti que me lês. A Deus, por existir, mesmo que na minha cabeça, à vida, por me dar nozes, tendo eu dentes e a ti porque me lês.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;Cumprimentos sinceros&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;Obrigado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-8858443199223069048?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/8858443199223069048/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=8858443199223069048&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8858443199223069048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8858443199223069048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/07/com-alma.html' title='com alma'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-8161274954122513887</id><published>2009-07-11T12:02:00.001+01:00</published><updated>2009-07-11T12:03:16.824+01:00</updated><title type='text'>a liberdade---grupo III do exame de português 2009...4,8.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;A liberdade é um bem precioso, pelo qual muito lutámos e sofremos, mas que não sabemos respeitar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Muitos dos nossos avós lutaram por uma coisa que não conheciam. Lutaram contra um regime, um homem, mas foi a liberdade a sua maior conquista. Era a promessa do progresso, da comida na boca, a extinção de entraves às palavras que saíam da boca que os movia. Conquistámos, então, a liberdade. A peso de ouro. Homens e mulheres que todos os dias lutavam – e ganhavam pequenas batalhas – foram presos e mortos. Foram as pequenas batalhas que nos fizeram ganhar a liberdade, mas, primeiramente, fizeram-nos querer ganhá-la.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ganhamos. 25 de Abril é comemorado todos os anos com pompa e circunstância. Ganhámos o quê? A liberdade de alguns? A liberdade que alguns têm de restringir e anular a nossa? Veja-se os casos de corrupção em bancos onde pessoas tinham as poupanças de uma vida e agora, depois de reformados, terão de mendigar às portas da igreja.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nem a liberdade de votar, de exprimir a nossa opinião sobre o rumo do país ganhámos! Pessoas há, que continuam sem ir votar. Não porque não queiram, mas não podem. Estão longe de casa. Não percebem o que eles – políticos – dizem ou fazem. Então não vale a pena o esforço (a gasolina está cara!). Põe-se uma cruz e fica tudo na mesma.”Isso é lá com eles, não me interessa”. E continuamos a permitir que seja sempre, e só, com eles.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A nossa liberdade acaba quando começa a do outro. Mas por inocência, permitimos que “espertalhões”interfiram nela. É nossa, temos de fazer uso e fruto dela para que o sacrifício daqueles que pereceram não seja em vão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-8161274954122513887?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/8161274954122513887/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=8161274954122513887&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8161274954122513887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8161274954122513887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/07/liberdade-grupo-iii-do-exame-de.html' title='a liberdade---grupo III do exame de português 2009...4,8.'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4518193494801500826</id><published>2009-07-06T21:07:00.001+01:00</published><updated>2009-07-06T21:07:35.766+01:00</updated><title type='text'>sonhos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Houvera já dias piores que aquele, muitos. Demasiados. Mas aquele, este, é o dia, todos os outros haviam passado, este era o dia que doía. Sofrera, padecera por vezes, a lutar por este sonho. Todos queremos lutar por um sonho. Todos nós temos um sonho. Todos nós abdicamos desse sonho em certa altura da vida. Todos nos lamentamos por isso. Todavia ele lamenta-se, hoje, por não ter abdicado desse sonho. O sonho. A razão de todas as acções, passadas, futuras, pensadas, sofridas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As crianças sonham em se tornar heróis. Dependendo da definição de herói de cada um, cada um escolhe uma profissão. Bombeiro, polícia, astronauta, cientista (o que quer que isso signifique), médico, cantor, actor (ou ator, segundo o novo acordo ortográfico), autor. Enfim, aspira-se a felicidade, vive-se a felicidade. A felicidade do nosso protagonista foi protagonizada pela sua aspiração a agente secreto de uma bela agência. Onde se fala em código e se salva o mundo todos os dias. Como vem nos romances. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Claro que há pessoas mais obstinadas que outras. Umas desistem ainda não saíram da escola. Outros vão desistindo pelo caminho. Às vezes, quando a vida se torna, ela própria, obstinada, não nos dá tempo para desistir. Mas este homem, cuja história está, aos poucos, a ser imaginada e contada, mas faz de conta que é verdade, correu literalmente atrás do destino. Por várias vezes aconselhado a parar. A desistir. Que o que o esperava não era o que ele estava à espera que o esperasse, porque não é o que normalmente se espera. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei o que ele esperava, não mo revelou, apesar da minha insistência. Quem me conhece sabe que posso ser bastante persistente. Sei o que encontrou. Uma vida passada numa secretária, a traduzir código morse, para treino de futuros agentes. Morreu ontem na única pitada de acção que a sua vida acidentada teve, um acidente cardiovascular.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4518193494801500826?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4518193494801500826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4518193494801500826&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4518193494801500826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4518193494801500826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/07/sonhos.html' title='sonhos'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4352381512922269614</id><published>2009-06-28T23:15:00.001+01:00</published><updated>2009-06-28T23:17:45.902+01:00</updated><title type='text'>telescópio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#993300;"&gt;Os dias acabam e começam, começam e acabam, sem que ninguém nos pergunte se queremos que isto suceda.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#993300;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#993300;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O embrulho era perfeito. Tinha as medidas exactas. A forma e peso que imaginara para o novo carro xpto que todos os colegas iriam ter. Também teria! E excitação não cabia no se pequeno corpo. Não podia esconder mais a felicidade que sentia por saber que lhe ofereceriam o presente certo. Seria a cereja no topo de um bolo seco, sem recheio. Ao menos teria a cereja. Ao menos não se esqueceram do meu pedido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Descalço – como na canção de natal – desce as escadas a uma velocidade supersónica, uma aterragem no limiar da segurança impede que ele caia, mande com a cabeça na esquina da porta e não só não veja o presente, como também não veria muito mais coisas o resto da vida. É o destino do miúdo ser desiludido mais uma vez. Abre o papel do embrulho, melhor, rasga, com toda a ferocidade que lhe é permitida em tão tenra idade. Um telescópio. Quer dizer, ele não sabia o que aquilo era. Mais tarde aprendeu a dar-lhe o nome, hoje era apenas a personificação de mais uma seta cravada no seu pequeno coração. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O calmo e perseverante pai não desistiu, não cedeu face à birra. Não gosto mais de ti. Deixa-me. Não falo mais para ti. Levou-o, arrastado (também é leve) ao à varanda do quarto do pequenote. Montou o telescópio. Disse-lhe para espreitar pelo sítio devido. Pediu ajuda para as últimas afinações do tripé. O garoto nunca fora tão feliz. O pai a pedir a sua ajuda. Importante. Teimoso e intimidado por tamanho aparato, espreita a medo. Não vê nada. Um pai também não sabe tudo, faltava tirar o plástico que protege a parte da frente da lente. Agora sim. Via as estrelas com que adormecia todos os dias muito maiores. E ele a pensar que elas eram do tamanho dos cereais. Afinal são muito maiores. Queria ver mais, aumentou a gradação – por instrução do pai – mas deixou de ver.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Nunca te aproximes demasiado” - advertiu o pai.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4352381512922269614?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4352381512922269614/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4352381512922269614&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4352381512922269614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4352381512922269614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/06/telescopio.html' title='telescópio'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-8427275522409084828</id><published>2009-06-27T00:31:00.003+01:00</published><updated>2009-07-02T19:32:08.542+01:00</updated><title type='text'>gargalhadas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Quem sou eu senão o que pensam de mim? Quem sou eu senão a memoria que sobrevive à minha morte? Podemos pensar ser ricos, bonitos, mas se outros não concordarem não é isso que somos. Somos a imagem que vêem de nós, e não o que pensamos que vêem.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;O cheiro da música, é como o sabor das palavras, não se sente. Sentimos dor, ouvimos barulho e vemos o mundo. Por isso um surdo não ouve &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Beethoven&lt;/span&gt;, apesar de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Beethoven&lt;/span&gt; ter sido surdo. O mesmo acontece a que não sabe, não percebe, não vê. Se nascemos todos com as mesmas capacidades não sei, sei que fazemos uso e fruto de maneiras muito diferentes daquilo que nos foi dado viver. &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Joaquim é mestre-de-obras. Tem 39 anos. É casado, divorciado, e agora junto. Junto com mulher, a importância da necessidade deste esclarecimento está na visão que dá de uma sociedade virada do avesso, como pensa o Joaquim. Ele tem filhos, entregues a segurança social, por não ter rendimentos suficientes. Anda de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;scooter&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, não faz a barba, e tem a pele queimada do ofício. É feliz. Não se importa com o que s outros pensam, é simplesmente feliz.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Rogério é médico. Tem 39 anos. Andou na turma do Joaquim. O Joaquim tinha mais sucesso com as raparigas. O Rogério tinha óculos e aparelho. Ganha para si e para duas famílias. Não que as tenha. Não tem ninguém, é sozinho. Às vezes sente falta de ter com quem desabafar as angústias rotineiras da sua profissão. Fala para um boneco de peluche, oferecido pela única namorada. Investe na bolsa, é bem sucedido. Dorme pouco. Não passa sem um whisky, viciado? Não, isso é para pobres, ele é necessitado. É um miserável, invejado por todos os que com ele trabalham. Cobiçado por todas as enfermeiras, e alguns enfermeiros. É feliz? Não. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-8427275522409084828?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/8427275522409084828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=8427275522409084828&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8427275522409084828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8427275522409084828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/06/gargalhadas.html' title='gargalhadas'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-8504404846351241163</id><published>2009-06-17T23:17:00.002+01:00</published><updated>2009-06-17T23:29:18.925+01:00</updated><title type='text'>Sondagem</title><content type='html'>Qualquer sugestão de resposta mais interessante, bem como desabafos que contribuam para que outras pessoas se sintam menos mal podem ser postadas em comentário a esta mensagem.&lt;div&gt;Obrigado, contribuam!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;p.s. peço desculpa pelos erros ortográficos, é para verem o que me espera do exame de português!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-8504404846351241163?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/8504404846351241163/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=8504404846351241163&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8504404846351241163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8504404846351241163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/06/sondagem.html' title='Sondagem'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-6160668531282536128</id><published>2009-06-17T22:56:00.000+01:00</published><updated>2009-06-17T22:57:28.971+01:00</updated><title type='text'>luar de lua nova</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC9933;"&gt;Look out the stars, look how they shine for you&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como era belo o luar em noites de nevoeiro. Se o víssemos acharíamos que sim. Como não o vemos, pode ele saltar, pular, correr, rir-se de nós que nada disso será notado. Coração que não vê, olhos que não sentem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pode até ser verdade, mas naquele instante, sentiram olhos e coração, ficaram cegos olhos e coração. Oh, o coração já não aguentava de tanto ver, e os olhos ardiam de tanto sofrer. Acalmam-se os órgãos por via da falta de respiração dela. Ela, a causa do seu tormento, encontrava a paz que por certo não desejava. Mas o filho sem o pai não existe, e o que os une é o espírito santo. E sangue nela não existira sem o suor e a carne, não seria agora. Porque ele não queria viva, calada e sossegada já era um caso a considerar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Primeira vez. Quantas não há numa vida. Quantas não haverá a tirar uma vida. Já que se estria, que a estreia não esteja sozinha em momento tão glorioso, junte-se mais umas poucas à caldeirada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os passos são calmos e lentos. O sangue perpetua-se na sede. O luar esconde-se por detrás do telhado da sua casa. Sua e dos seus filhos. Crianças inocentes e tentadoras. Oh quando se esvai a ténue linha que nos separa do lado de lá da neblina!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-6160668531282536128?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/6160668531282536128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=6160668531282536128&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/6160668531282536128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/6160668531282536128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/06/luar-de-lua-nova.html' title='luar de lua nova'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-8482856023141944522</id><published>2009-06-14T22:37:00.002+01:00</published><updated>2009-06-14T23:04:36.664+01:00</updated><title type='text'>Abraçados</title><content type='html'>2 anos passaram, e parece que foi ontem, abraçado a ti estava eu, sem saber bem porque, mas estava, estava a gostar. Num dia aberto, numa sala de moral, num dia de sol, num campo de jogos, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;estávamos&lt;/span&gt; os dois abraçados, e 2 anos passaram e ainda estamos abraçados, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;abraçamo&lt;/span&gt;-nos com cada vez mais força, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;hum mm&lt;/span&gt; muito abraçados! É tão bom estar abraçado a ti. 2 anos que passaram, que ficarão para sempre na história, uma história só nossa, que mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ninguém&lt;/span&gt; tem de saber, porque abraçados, mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ninguém&lt;/span&gt; nos importa, porque dos dois que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;éramos&lt;/span&gt; formámos um nós muito forte capaz de passar por cima de muito. Sem estar abraçado a ti, provavelmente, não era o mesmo que sou hoje, talvez tivesse dado a mão a muita gente, mas não era como um abraço, um abraço está no topo dos afectos, só abaixo de um beijo quente e molhado, mas como era impossivel viver sem respirar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;abraçamo&lt;/span&gt;-nos, e assim continuaremos…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-8482856023141944522?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/8482856023141944522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=8482856023141944522&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8482856023141944522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8482856023141944522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/06/abracados.html' title='Abraçados'/><author><name>JulioTendeiro234</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09337355054721239712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-9037909061144803843</id><published>2009-06-14T22:12:00.002+01:00</published><updated>2009-06-14T22:29:09.173+01:00</updated><title type='text'>Diagonal</title><content type='html'>Apesar de estar ausente deste blog praticamente desde sempre, lembrei-me agora, de entre o estudo de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Português&lt;/span&gt; e Economia similaridades entre Pessoa na mensagem e os conceitos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;económicos. Não é concerteza um texto do Master Farmer, mas é do gajo que anda com um ansinho na mão..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected"&gt;&lt;/span&gt;Já dizia na sua altura, lá para 1900’s e tal, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;sor&lt;/span&gt; pessoa, numa inquietação pela inovação, dizia o moço que seria vital para a nação a criação do chamado Quinto Império, império esse regido pela cultural, fazer com que os portugueses libertem de si os exploradores que outrora fomos, a curiosidade que nos levou a vasculhar o oceano,  a ousadia e coragem necessária ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;empreendedorismo&lt;/span&gt; que necessitamos hoje.&lt;br /&gt;Não!! recusamos ouvi-lo, recusamos ouvi-lo e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;queixamo&lt;/span&gt;-nos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;queixamo&lt;/span&gt;-nos da crise, dos patrões que são maus patrões, não que não o sejam, mas recusamos ouvir Pessoa, ou se ouvimos, passou por entre as noticias de uma contratação milionária de um qualquer jogador de futebol.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Recusamo&lt;/span&gt;-nos a ir buscar o D. Sebastião, que por terras de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;África&lt;/span&gt; ficou e se recusa a voltar para um país onde reina a letargia. Essa que nos prende a um trabalho que não é destinado aos sucessores do grande D.Sebastião que se estivesse no activo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;seria&lt;/span&gt; provavelmente o fundador de uma multinacional e não teria de ir combater os mouros.&lt;br /&gt;Temos de fundar o Quinto Império, um Império &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;intelectual&lt;/span&gt;, não pelas novas oportunidades, mas pela criatividade dos portugueses, não podemos ficar sentados e deixar que nos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;transformem&lt;/span&gt; numa linha de produção dos grandes &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;países&lt;/span&gt;. Um Império Cultural não pode ser derrubado, pois este tem a força de se reerguer dos destroços mais forte. Era o sonho de Pessoa, era o sonho de D.Sebastião. Devia ser realizado por todos nós, ele contam &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;connosco&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-9037909061144803843?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/9037909061144803843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=9037909061144803843&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/9037909061144803843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/9037909061144803843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/06/diagonal.html' title='Diagonal'/><author><name>JulioTendeiro234</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09337355054721239712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-5868946484415585198</id><published>2009-06-13T23:18:00.000+01:00</published><updated>2009-06-13T23:19:00.882+01:00</updated><title type='text'>romantismos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF9900;"&gt;Meu Deus, livrai-me do mal que em mim se acomoda. Livrai-me da tentação experimentada que me pisca o olho cheio de pintura e purpurina. Oh meu Deus, como posso pedir com tanta devoção que e tire algo que eu desejo tanto? Como posso eu querer algo que acho errado, achasse eu errado e não quereria. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em divagações vagueava ela pela praça repleta de pombos famintos de comida e cheios de fome, morreu a senhora dos pombos. Nem me lembro bem quem era, mas os pombos não me incomodavam enquanto era viva. Nem a mim nem a ela. Como andava ela feliz, como ele sabia faze-la feliz. Os olhares que ela sabia que ele sorrateiramente lhe lançava. A forma como ele a negava mostrando a sua parte mais viril e aumentando-lhe a líbio até níveis inexperimentados. A questão fundamental, esse bicho, mantinha-se. Por falar em bicho lá se vai a lenha toda. Já durava uns tempos. Quase tanto quanto se espera para engolir a primeira bafada de ar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele, pessoa de bem, homem com família. Filhos. Pensariam pedofilia, mas não, tem filhos, gosta de crianças como um pai gosta dos seus filhos. Falara com polícia, guarda nacional republicana, chegara a organizar uma petição ao governador civil. Nada. É que é sempre a mesma coisa. Não podem fazer nada. Pois se não podem, farei eu. Eu não, ele. Numa coisa tenho de lhe dar razão páh, ela até que é jeitosa, mas há feitios e feitios, e aquele não se pode.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ai que pedaço de pecado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Juro que um dia serás meu, sussurra ela, gritando, batendo, da parte de fora do carro dele. Só momentos românticos. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-5868946484415585198?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/5868946484415585198/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=5868946484415585198&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5868946484415585198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5868946484415585198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/06/romantismos.html' title='romantismos'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4672186192629553950</id><published>2009-06-06T23:24:00.000+01:00</published><updated>2009-06-06T23:25:04.950+01:00</updated><title type='text'>a utopia do amor</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ai tão bonito! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela ficou encantada da primeira vez que com seus olhos viu a face dele. O corpo dele, as expressões dele. Tão simpático, tão amoroso. Gosta tanto das crianças. Mal ela sabe como ele gosta das crianças.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela nunca tinha gostado de nenhum indivíduo. Comungava por comungar. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Suor, carne, sangue. Não houve vez sem a trindade. Nunca tal foi ponderado. Tal achego à sua mente faria, por certo, esquecer o que ela jurou não esquecer. O baixar das calças. A imobilização dos músculos pelo medo e surpresa, quiçá uma qualquer droga. O toque frio da fivela do sinto do primeiro no seu ventre. O toque frio da bancada da cozinha nos glúteos. Por fim, o toque frio, mas reconfortante, da faca que a mãe usava, naquela banca, para cortar a carne que iria alimentar este sujeito. Mas neste momento a fonte era a mesma, a carne e a fome diferentes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O resto não vale a pena confessar. Já o foi a quem de direito e não nos cabe a nós julgar as circunstâncias ou vontades que movem as pessoas. Na maior parte são-nos inacessíveis e vagas, falsas. Porém, cabe-nos julgar os actos. Termos todos a noção que quem nos avalia não tem como factor preponderante os antecedentes que propiciaram a actividade avaliada?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Oh! Mas ela está disposta a mudar. Que bonito é quando o amor é unilateral, unido e embelezando a vida de uma pessoa e infernizando a vida de outra. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;i&gt;Pois a bicha tem companhia agora, que será delas quando a lenha acabar? Há mais lá fora! &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4672186192629553950?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4672186192629553950/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4672186192629553950&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4672186192629553950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4672186192629553950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/06/utopia-do-amor.html' title='a utopia do amor'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2490159885506110058</id><published>2009-06-03T23:01:00.000+01:00</published><updated>2009-06-03T23:02:40.347+01:00</updated><title type='text'>coisas destas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;As chamas laranjas faziam estalar a lenha que ardia. A negra fogueira fornecia o calor necessário para uma coexistência agradável. Se bem que a coexistência seria agradável sem a fogueira. Como poderiam, eles, reparar, naquela fogueira. Quando tinham de olhar um para o outro. Com olhares diferentes no olhar, mas olhavam-se nos olhos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Comungaram a carne e na vez do vinho o suor um do outro. Mas ela comungou também o sangue e ele o metal da faca que estava escondida no meio da lenha que já não irá arder. Na verdade, irá apodrecer antes que alguém se lembre de voltar a acender a fogueira. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O céu ergueu-se duas vezes antes que se soubesse, ou que interessasse para a história narrada, da personagem que abraçou a carne o suor e o sangue. Fosse a primeira vez que está trindade se juntava à comunhão da rapariga e o interesse seria o mesmo que a corrida de caracóis. Mas, ao contrário do que se poderia pensar de uma mulher tão bem perfilhada, esta deu tão para o torto, entortou tantas vezes, que construiria um polígono, ou sólido geométrico, de fazer ver a Aristóteles. Que motivos a fazem entortar? Ainda não sabemos. Aquilo que apenas nos diz respeito, por enquanto, é que o reinado desta vingadora de não se sabe bem o quê está prestes a acabar. Nascera, há uns largos anos, a personagem que para a história nasce agora, e para a torta rapariga nasceu quando saía de casa, embarcava no seu automóvel e passa um carro a correr contra o vento, fazendo-o ficar para as pessoas que atrás ficam. Ela não o viu. Ele também não. Nenhum dos dois sabe o que os espera. Sabemos, nós, uma parte. Saberá, alguém, o resto?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pode parecer estranho. Contudo, porventura, todavia, algum de nós reparou em alguém, ou soube que já tinha visto alguém, antes de saber que este iria interferir na sua vida? Oh quão egoístas somos!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;A lareira está, de momento, apagada. Uma bicha-cadela começa a apoderar-se da lenha acumulada em recipiente próprio.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2490159885506110058?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2490159885506110058/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2490159885506110058&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2490159885506110058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2490159885506110058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/06/coisas-destas.html' title='coisas destas'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-8519497727947607685</id><published>2009-05-23T22:04:00.001+01:00</published><updated>2009-05-23T22:06:38.616+01:00</updated><title type='text'>anti-rugas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 51, 51);"&gt;E mais uma vez a cara dele rastejou o chão. Mais uma vez chorou lama. Mais uma vez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quantas vezes não tinha já ele tentado, desistido, resignado. Mas voltava para tentar. Porque tentar é tudo quanto se pode fazer. Tudo o que se pode esperar dos outros é que tentem. Lutem até perderem as forças. Lutem até que a causa seja perdida. E mesmo depois de uma causa perdida, é a causa que está perdida, não nós, e por isso voltamos a tentar. Voltamos e lutamos por aquilo que queremos. Mesmo que seja mau. Mesmo que não seja o que precisamos para a nossa agradável existência. Muitas ocasiões não queremos, nós, o que melhor nos faria.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda que nos sentemos a ver a nossa doce televisão, ainda que leiamos o condescendente jornal, ainda que deixemos a nossa vida para trás em nome da comodidade, ela chamar-nos-á sempre. Em cada esquina, em cada encontro furtivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E o dia em que nos encontramos com a vida acaba por chegar. A razão da esperança perdida esfuma-se, e aquilo por que esperamos espera-nos. E a lama que tão bem faz à pele – tanta chique pessoa que a põe sem ter ponta do nosso usual desgosto – transforma-se num sorriso resplendoroso que fortalece e tonifica os músculos da cara sem a sujar. E ficamos todos tão bonitos a sorrir. E ficas tu, tão bonita a sorrir. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-8519497727947607685?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/8519497727947607685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=8519497727947607685&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8519497727947607685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8519497727947607685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/05/anti-rugas.html' title='anti-rugas'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-5767624736368541648</id><published>2009-05-19T20:25:00.002+01:00</published><updated>2009-05-19T20:29:11.083+01:00</updated><title type='text'>guarda-chuvas</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  line-height: 17px;font-family:Calibri;font-size:15px;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;  E era uma da tarde. Chovia. A pedido de todas as pessoas presentes naquele local, o sol escondera-se. Bondoso, o sol. As nuvens choravam, tristes, solidárias, infectadas pela mesma tristeza que consumia aquele amontoado de guarda-chuvas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;  As nuvens, como portadoras de vida – a água é vida, como dizem –, entristecem-se com a morte. Por isso, principalmente no Inverno, fazem por dar um sinal de esperança às pessoas, dar motivos a poetas para metáforas e aumentar o uso de guarda-chuvas. Isto porque já ninguém anda a pé. Todos temos carros. Desta forma, enquanto uns oram para que quem foi chegue ao melhor destino, em casa, sem comer, quem ficou, ora para que as nuvens lhe tragam umas gotas assustadoras para molhar o produto que vendem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;  Estes servem, ainda, para mais coisas. Une as pessoas, mostra compaixão. Nem todos temos guarda-chuva. Nem todos nos lembramos dele, porque nem todos precisamos. Mas, nem que possamos ir à chuva, se a companhia for boa debaixo de tecto, porque não? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;  Era bom que chovesse mais. Certo é que o sol nos despe. Despidos é meio caminho andado. Mas a chuva entristece, força uniões improváveis. Cria laços sentimentais, espirituais. Talvez, por estas razões, se faça a distinção entre o amor de Verão e os outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-5767624736368541648?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/5767624736368541648/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=5767624736368541648&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5767624736368541648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5767624736368541648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/05/guarda-chuvas.html' title='guarda-chuvas'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-7475374868650751499</id><published>2009-05-13T23:32:00.000+01:00</published><updated>2009-05-13T23:33:39.526+01:00</updated><title type='text'>grupo B (hipotese 2 e 3)</title><content type='html'>O mito estruturador do poema “A Mensagem” é o sebastianismo. Um sebastianismo reformulado.&lt;br /&gt;O sebastianismo dos tempos primórdios a Pessoa era o sinal maior da impotência social perante uma perpétua crise. Um sinal de pessimismo e comodismo. Uma espera vã, vazia.&lt;br /&gt;Pessoa, na única obra que viu publicada em vida, refaz um mito vago em algo concreto, positivo. Dá sinal ao povo que acorde da sua letargia:”É a Hora!”. &lt;br /&gt;Em suma, Fernando Pessoa, numa tentativa de relembrar aos portugueses o passado e, com ele, aprender, refaz um mito distante no tempo e transforma-o no maior dos gritos contra a inércia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-7475374868650751499?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/7475374868650751499/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=7475374868650751499&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/7475374868650751499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/7475374868650751499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/05/grupo-b-hipotese-2-e-3.html' title='grupo B (hipotese 2 e 3)'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-3917720607526831986</id><published>2009-05-12T21:17:00.002+01:00</published><updated>2009-05-12T21:19:32.261+01:00</updated><title type='text'>caprichos</title><content type='html'>A disfarçada experiência, apresentada pelas rugas de alguém que não as devia ter. As amarguras fluem pelos seus vales, segregando todas as terríveis experiencias que já viveu.&lt;br /&gt;Tudo isto ele viu. Tudo isto ele sentiu, saboreou e concluiu. Aquela criança, a olhar para quem passava peneirando as suas roupas e ignorância. Tinha os olhos dos anjos, o aspecto dos demónios. Caprichos de uma afortunada vida. A personagem sentada num inexistente balde do passeio olhou-o nos olhos.&lt;br /&gt;Apeteceu-lhe agarrar-lhe as mãos, puxá-la para si. Protege-la, ama-la. Dizer-lhe o que era a vida. Que também tinha bons momentos. Partilhar bons momentos com ela. Ser a causa dos bons momentos.&lt;br /&gt;Mas a multidão levou-o. Levou a oportunidade de fazer uma pessoa feliz sendo feliz.&lt;br /&gt;Caprichos de uma afortunada sociedade.&lt;br /&gt;Um carro, cegado pelo sol, invadiu o passeio momentos após ele passar. Depois as pessoas param. Depois todos param. Mas não o deixaram parar. Invadiu o INEM. Ela invadiu o hospital acompanhada com anjos que a levariam para o leito da morte. O mesmo leito onde fluíam amarguras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-3917720607526831986?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/3917720607526831986/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=3917720607526831986&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3917720607526831986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3917720607526831986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/05/caprichos.html' title='caprichos'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-8102016217499220358</id><published>2009-05-04T20:52:00.000+01:00</published><updated>2009-05-04T20:54:48.284+01:00</updated><title type='text'>sonhos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;O que faremos quando atingirmos o maior dos nossos sonhos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;A terra deseja o céu. O sol deseja a lua. Metáforas impossíveis que descrevem a procura incessante caracterizadora da nossa vida. Lutar é visto como meio mas tomado como objectivo. Resignamo-nos, às vezes, com coisas que valeriam a pena – nunca sabemos, fica sempre o bicho da fruta que nos impele para aquilo que poderia e não para o que poderá – mas corremos, lutamos tentamos os acontecimentos com a probabilidade mais remota. Esta é que nos seduz, motiva. Partimos, frequentemente, em busca de preencher o que julgamos ser um espaço vazio. Nunca pensamos que esse espaço é para estar vazio, e se está cheio do conteúdo próprio, não está vazio, logo não temos de o preencher. Neste caso, estará, o espaço vazio, cheio. Partimos. Voltamos, com mais espaços vazios.Que faremos quando cumprirmos os nossos sonhos? Arranjaremos outros? E esses outros, possuirão, a sua essência no que outrora tivemos, mas do qual abdicamos em detrimento dos sonhos da altura?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-8102016217499220358?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/8102016217499220358/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=8102016217499220358&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8102016217499220358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8102016217499220358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/05/sonhos.html' title='sonhos'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-6151219219526278464</id><published>2009-04-13T23:17:00.000+01:00</published><updated>2009-04-13T23:19:07.101+01:00</updated><title type='text'>a morte</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Era uma vez a morte. A morte era a morte porque toda a sua família o tinha sido e quando o pai morte e a mãe morte se juntaram, acidentalmente, sem querer, geraram uma filha morte. A morte pai e a morte mãe acabaram por morrer, como aliás acontece com todos que estão vivos.&lt;br /&gt;Então, a morte viu-se obrigada a seguir com o negócio da família morte já morta.&lt;br /&gt;Era a única morte que restava de uma linhagem de nobres mortes, uma morte acidental.&lt;br /&gt;Esta morte era acidental mas não era santa. Um dia encontrou uma morte egoísta. Uma daquelas que quer a morte só para ela.&lt;br /&gt;Ora, a morte acidental, acidentalmente, matou a morte egoísta, estragando, desta forma, o auge da vida de qualquer morte egoísta.&lt;br /&gt;Claro que, depois, a morte pediu desculpa, mas ficou sempre aquele rancor entre a morte acidental e o espírito da morte egoísta. Ainda hoje não se falam, embora este lapso tenha sido recompensado, alguns tempos mais tarde, dando a morte acidental, a sua vida para salvar o filho da morte egoísta. A morte passional ficou eternamente grata. Mas não se falam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Não se falam porque as mortes são todas mudas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-6151219219526278464?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/6151219219526278464/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=6151219219526278464&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/6151219219526278464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/6151219219526278464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/04/morte.html' title='a morte'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-1591535343494529342</id><published>2009-03-22T22:04:00.000Z</published><updated>2009-03-22T22:26:51.628Z</updated><title type='text'>electrões</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;A nossa necessidade de comunicar faz-nos imaginar histórias com mais do que uma pessoa envolvida, duas talvez.  E, por isso eram dois. Dois electrões, seguindo rotas definidas, não por eles, mas por um complexo jogo de atracções e repulsões que os guia num fluxo orientado. É este fluxo que me permite, todos os dias, acender uma lâmpada, iluminar a escuridão. Que fariam eles se soubessem daquilo porque são responsáveis?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram os dois, sozinhos, abandonados no meio do nada. O ambiente reflectia os seus estados de espírito. Contradizendo a vontade de estar ali, revoltavam-se por não terem tido a oportunidade da escolha. Queriam estar, mas angustiava em cada alma a falta de responsabilidade por uma atitude que não tinha sido deles. A problemática que nos consome a alma todos os dias, ela que nos faz hesitar entre o hambúrguer da direita ou o da esquerda, essa que eles não haviam tido, e choravam por ela. Pediam por ela, mesmo quando tudo foi feito de acordo com a vontade de ter os dois espíritos unidos num, de não haver uma sociedade que os influenciassem, que os virassem, um contra o outro, de costas. Porque eles queriam estar um contra o outro. Os seus braços apertando, mantendo a união volátil muito para além das suas forças. Queriam o corpo, desejavam-no. Um corpo, resultado da união de dois outros corpos que sozinhos nada tinham a ver com a situação.&lt;br /&gt;Permaneceram, feitos dois estúpidos adolescentes, cheios de fome de ser adultos mas com a fartura da criança casmurra, que teima, faz birra, senta no chão.&lt;br /&gt;Não foram capazes de fazer a única escolha possível. A única que iria de acordo com ambas vontades. Porque era uma escolha, e eles escolheram.&lt;br /&gt;Escolheram ficar na ignorância um do outro. Não se conhecer. Manter o medo. Á medida que o tempo passa, a hipótese ignorada vai ficando cada vez mais aliciante. O arrependimento cresce de dentro para fora. Mas é de fora a sua origem. O arrependimento e a frustração caminham, juntas, lado a lado com a escolha.&lt;br /&gt;E assim que escolhermos, não olhando para trás, ficará sempre o arrependimento. Frustração. Por fim, memórias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-1591535343494529342?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/1591535343494529342/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=1591535343494529342&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1591535343494529342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1591535343494529342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/03/electroes.html' title='electrões'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-5725276657153427353</id><published>2009-03-02T22:24:00.000Z</published><updated>2009-03-02T22:25:52.433Z</updated><title type='text'>Sorrisos</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;O cimo da montanha é desejado por quem vive no sopé, mas é desprezado por quem, por cima, passa, cortando o vento com asas de metal.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas de que se padece são tudo o que ocupa a mente, tudo o que se vê, a água para o rio. A solução, a sua busca, são a miragem, a água no deserto.&lt;br /&gt;Um sorriso faz, das palavras, quimeras para o coração. Não vivemos de forma a sorrir para as pessoas, mas vivemos a falar para elas. Todas as questões que nos impedem de sorrir uns para os outros são obstáculos a uma vivência em plenitude para o espírito. Os nossos problemas são grandes, enormes para a capacidade que pensamos ter. Maiores do que suportamos. A definição de uma deprimida existência pode revelar-se pela solução tardia de um problema.&lt;br /&gt;Mas a solução é sempre a mesma. Para os meus problemas sou eu. Para os teus problemas és tu.&lt;br /&gt;O espelho mostra-nos a verdade. Mostra quem somos, quem mostramos ser. Não mostra quem pensamos ou proclamamos ser. É duro. Inconveniente, mas não há fuga possível àquilo em que nos tornamos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O caminho faz-se caminhando, com os olhos postos no caminho por caminhar e não no já caminhado.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-5725276657153427353?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/5725276657153427353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=5725276657153427353&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5725276657153427353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5725276657153427353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/03/sorrisos.html' title='Sorrisos'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2445866942226026635</id><published>2009-02-16T22:34:00.001Z</published><updated>2009-02-16T22:36:23.990Z</updated><title type='text'>Andar de Bicicleta</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;E, de repente, um vago sopro de vento impede uma folha, cortada e recortada, miserável na sua sorte, de ser atropelada.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A sorte não nasce, constrói-se, merece-se. A cada passo que damos na mais dura das calçadas fazemos pela sorte. A nossa sorte. A sorte que desejamos mas que tememos apenas lutar por alcança-la. Temo não ser capaz. Chegar longe, demasiado longe para voltar, e ficar, como um avião que iria aterrar em terreno hostil porque já não tem combustível para voltar. Mas ela vem, e vai, esperando, como uma mãe paciente que nos vê cair, que aprendamos, que lutemos.&lt;br /&gt;Não saberíamos andar de bicicleta se não volta-se-mos a tentar outra e outra vez. E até vale a pena aquelas quedas, os embaraços em frente do pai e da mãe quando lhe queríamos mostrar que já éramos capazes.  Toda a gente sabe andar de bicicleta, uns melhor, outros pior. Mas é um excelente exemplo porque não conheço ninguém que não saiba.&lt;br /&gt;Quando caímos, poderíamos nós considerar um prenúncio de morte e deixar de tentar? Alguém saberia andar de bicicleta se o fizesse?&lt;br /&gt;Perguntar não custa, custa a resposta. Não adianta termos vontade se não soubermos aquilo que realmente desejamos fazer. Manter-nos focados é um pouco difícil quando se começa a analisar aquilo que pode correr mal.&lt;br /&gt;Não custa tentar, é verdade, custa é a frustração de não conseguir. Mas, algum dia, com um fino fio de fé, de &lt;em&gt;“força de querer”&lt;/em&gt; - como diz o Eusébio (e eu acabo de citar um jogador de futebol, fantástico), cada um conseguirá construir a sua sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2445866942226026635?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2445866942226026635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2445866942226026635&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2445866942226026635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2445866942226026635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/02/andar-de-bicicleta.html' title='Andar de Bicicleta'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4593123615014945791</id><published>2009-01-02T19:16:00.000Z</published><updated>2009-01-02T19:20:04.832Z</updated><title type='text'>Está correcto</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;  É como por uma folha de jornal por cima de uma poça de um qualquer liquido que nos incomoda e saiu, por acidente, fora do recipiente.      &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez, duas ou três, em que uma menina muito pouco pequenina, em soutien, com tatuagens espalhadas, encafuadas, nas mais invulgares, mas populares partes do corpo.&lt;br /&gt;Essa rapariga, mulher, auto-proclamada, social, vivia no mundo da nova juventude. Tudo preocupa e nada desocupa o lugar de primeira classe a jogos de computador, e não chamava o pai por senhor, nem rezava ao senhor, nem respeitava o professor. Era o extremo externo de uma sociedade que possui a particularidade de viver e respeitar aqueles indolentes que procuram extremos cada vez mais afastados e abastados do meio-termo. Ó sabia contenção, porque não fazerdes menção a esta gente que só desta forma se ganhará forma num adulto corpo com barba no rosto?&lt;br /&gt;Porque é que os rapazes já não querem as querelas por tocar nas mamas delas? Ao invés preferem vê-las na internet, através de um monitor. Continuamos a odiar quem amamos, mas ó doce companhia de brincadeiras, das más maneiras, apenas á mesa pois ainda crianças, depositam em nós um futuro de esperanças.&lt;br /&gt;Como esporos abertos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4593123615014945791?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4593123615014945791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4593123615014945791&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4593123615014945791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4593123615014945791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2009/01/est-correcto.html' title='Está correcto'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-7996886794460390337</id><published>2008-12-29T19:21:00.001Z</published><updated>2008-12-29T19:22:50.393Z</updated><title type='text'>Bolo</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O bolo rainha é apenas bolo rei sem fruta cristalisada, como podemos pagar mai por uma coisa que só tem menos coisas que a outra?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperava-o uma solidão imensa, feita de nadas e ninguém. Não era o que desejava, mas era o que de melhor poderia ter. Sozinho, acompanhando a multidão de gente que segue com ele pelas ruas de uma qualquer cidade. A chuva cairá sempre, molhando tolos, aqueles que seguem a pé. Deambulando pelas montras apelativas, olha para todos os que se cruzam mas não vê e não conhece ninguém.&lt;br /&gt;Mas agora permanece acompanhado de silêncio, no meio da gritaria dos seus pensamentos, junto da panóplia das suas personagens. Vive indeciso perante a escolha que o levará ao seu inalterável destino, sabendo que ambas o levarão, com mais ou menos curvas, ao fim de uma estrada qualquer. A do meio. A hipótese do meio. Afasta o silêncio que te acompanha e segue sozinho o teu caminho. Sobe sem balanço ou empurrão, chegarás depois de todos os outros ao fim do caminho. Durarás mais tempo no caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-7996886794460390337?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/7996886794460390337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=7996886794460390337&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/7996886794460390337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/7996886794460390337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/12/bolo.html' title='Bolo'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2990644410453274780</id><published>2008-12-27T13:59:00.003Z</published><updated>2009-01-02T18:36:49.852Z</updated><title type='text'>pain in the ass</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Longe da vista ficam os dedos mindinhos dos pés e a tijoleira é usada nas paredes por ser mais fácil de limpar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forçado a entrar por nada que fosse, recusou o ímpeto mas entrou de seguida. Olhou, viu, observou tudo, gravou tudo na memória, pois seria a prova de que realmente teria acontecido. Ali estava ela, deitada de pé. Os pés estavam deitados, posição horizontal, quando o corpo se deita os pés ficam de pé – coisa engraçada, esta. Há muito se conheciam, tempo que não voltaria a trás para que ele o ela pudessem refazer uma acção mal conseguida. Tudo se resumia ao encontro de dois estranhos numa casa estranha em condições de filme de &lt;em&gt;Hollywood&lt;/em&gt;. Outrora dividido entre duas flores. Não saberia qual levar, nunca. Uma daria com certeza resultados, mas eram vagos e ténues. Porque não experimentar outra que pudesse trazer de volta a viva paixão que nunca chegou a florir de dentro de um deles, pelo menos. Mas nesta última, com nada garantido, e tanto a perder, era preferível jogar no &lt;em&gt;Euromilhões&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Com o estômago nas mãos e o coração nos pés, sentou-se ao seu lado, que por cortesia lhe fora oferecido. Bebeu devagar, gole de galinha, ao contrário do que era habitual. Não poderia fazer figura fraca. Quem sabe quando a voltaria a ver? Em que circunstâncias? Não tinha o que era necessário, definitivamente, um fraco. Só um fraco deixaria escapar oportunidades, sinais que só são deslindados, depois, quando relembrados. Ou então tudo isso não passou duma vaga tentativa de fazer durar a verde esperança num relvado amarelo de geada.&lt;br /&gt;Nunca se sabe com agir em duas posições extremistas, o meio-termo, preferível, mas não acessível, é complicado de vislumbrar entre a panóplia de possibilidades deitadas fora por mim, por ele, por qualquer um em qualquer situação. Preferível, mas inacessível.&lt;br /&gt;Falaram, riram, conversaram, como velhos amigos que, com ânsia, desvendam toda a sua vida em minutos escassos de conversa. Despediram-se, beijou-a na cara, virou costas e foi. Instantaneamente se arrependeu, queria voltar a tocar à campainha, virar as pernas, os pés deitados, mas estaria a ser um verdadeiro &lt;em&gt;pain in the ass&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Como as borbulhas que nascem no canto da boca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2990644410453274780?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2990644410453274780/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2990644410453274780&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2990644410453274780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2990644410453274780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/12/pain-in-ass.html' title='pain in the ass'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-1505073480304333759</id><published>2008-12-16T22:38:00.000Z</published><updated>2008-12-16T22:39:34.847Z</updated><title type='text'>capítulo III</title><content type='html'>Quem não se emociona com uma criança? Uma com olhos azuis, numa fotografia, de publicidade, de uma qualquer loja de roupa para crianças. E ver crianças a escolher a própria roupa – a vaidade, nas crianças é engraçada – assim como qualquer outro pecado mortal. Todos nos emocionamos, eu inclusive, mas ele não. Figura destoante dum cenário, figurino que passou no casting sem supervisão. Tudo isto para dizer que não estava a fazer nada, e como eu também não estava a nada fazer, e observava-o. Ele pegava e pousava roupa, esperava qualquer coisa.&lt;br /&gt;Esperava aquele avô que, porventura, comprava uma prenda para um neto. Devia ser cego, ou sofrer de uma outra qualquer condicionante que lhe dificultava a visão. Intrigado com tal personagem que escolhia, também, a roupa, desliguei do outro autor, de forma a concentrar-me em pleno no avô.&lt;br /&gt;Era cego, o pobre coitado, mas um cego cheio de massa, provavelmente era cliente habitual, as empregadas conheciam-no, usava uma bengala dourada. Pouco rico era.&lt;br /&gt;O outro, frio, no frio, segui-o quando este saiu, e eu também, já agora porque não?&lt;br /&gt;Lembro-me de ele vendar o cego avô. Esse, que se fosse realmente cego, se passaria a sentir normal, privado de um sentido que não tinha, com esse ponto favorável, uma pessoa que alguém pensava que era possuidora da arte de ver, mas que afinal só consegue o resto tudo muito mais.&lt;br /&gt;Mas ele não era cego e como era óbvio. A um cego pouco importaria uma bengala dourada, dar-se bem com as melhores empregadas – e não falo das mais eficientes - não era cego. Até veria muito bem, melhor que eu.&lt;br /&gt;Eu ia tão comovido com tal situação paradoxal, que não vi o sorriso cúmplice de quem quer ser levado, forçado apenas pelo papel que representa na trama. Não vi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-1505073480304333759?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/1505073480304333759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=1505073480304333759&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1505073480304333759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1505073480304333759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/12/captulo-iii.html' title='capítulo III'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-6005722536662748225</id><published>2008-12-05T18:40:00.001Z</published><updated>2008-12-05T18:40:49.974Z</updated><title type='text'>Capitulo I</title><content type='html'>Acordou. Outra vez suado. Outra vez assustado, numa clareira de lençóis. Era sempre assim. Desde que tinha obtido aquele recado de um moço que não era dele. Sonha todos os dias, a mulher dorme no sofá. O sonho - sabe ele - é o retrato que ele fez de um livro em que na personagem se achara a si.&lt;br /&gt; Foi aquela ameaça, a consciência do mundo todo em uma pessoa que a leva à loucura no instante seguinte, imediato.&lt;br /&gt;Uma hora, a duração do sonho, depois de voltar a adormecer acordou novamente, da mesma forma.&lt;br /&gt;Eram duas da manhã de uma noite para o lixo. Em que o descanso necessário não viria sem ele ter consciência disso, mas virá por um café, dois, três.&lt;br /&gt;Levantou-se para escrever. Escrever alivia. E ele iria escrever e descrever o pesadelo sob a forma de um sonho premonitório. Começaria pela sinestesia de flashes que invadiam um sonho normal. O encavacamento de dois ou mais pensamentos encadeados, mostrados tipo novela, mudando de actores e cenários no meio de um clímax para manter o suspense. Depois diria que sentia medo, porque por mais que não sejamos nós que estamos no livro, os pensamentos são de quem escreve, por isso têm, todas as personagens, um pouco de nós, de andar sozinho numa rua escura e que essa rua era a mais assustadora de todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;A mulher que dorme no sofá na altura dos sonhos é advogada. Trabalha em casa e no escritório. Muito requisitada. Assim, precisava de dormir por pouco que fosse. E se se mantivesse a dormir mais ele não o iria conseguir.&lt;br /&gt;-Tenho de trabalhar, não é nada do que as minhas amigas dizem – pensa ela todos os dias.&lt;br /&gt;Adormece a pensar nele. No arguido que a contratou há muitos anos, e que há muitos anos a levou a apaixonar-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-6005722536662748225?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/6005722536662748225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=6005722536662748225&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/6005722536662748225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/6005722536662748225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/12/capitulo-i.html' title='Capitulo I'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-165713892468579662</id><published>2008-11-19T14:57:00.001Z</published><updated>2008-11-19T16:03:54.758Z</updated><title type='text'>Prólogo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A solidão atormentava-o mais que a desilusão. Não gostava do cheiro das ruas à noite, dos morcegos a passar nos candeeiros e do som da sua respiração acelerada. Era como ser perseguido sem saber se realmente o é. O escuro, mais que o nevoeiro, enchia-o do instinto de sobrevivência. Se a sua vida corria perigo era de noite. Se morresse assassinado seria numa noite de nevoeiro.&lt;br /&gt; Do outro lado da rua, um sujeito seguia o nosso atormentado personagem. Era o costume. O normal, trabalho. Não o conhecia, porventura seria boa pessoa mas não lhe competia a si decidir. Alguém já o havia feito. Agora executaria.&lt;br /&gt; A rua por si só era indistinguível. E nessa noite não se via um passo à frente dos pés. Não se lhe reconheciam os edifícios românticos. As entradas grandiosas, os candeeiros retirados dum filme de Vasco Santana. Nenhum dos dois sujeitos parecia reparar nas ruas transversais que constantemente cortava a em que seguiam.&lt;br /&gt; Ele seguia atormentado e perseguido. O nevoeiro havia-lhe molhado a cara, tinha as roupas húmidas. Era gordo, facilmente comparado a um sapo. Passava por mais velho e burro. Perspicaz e consciente, sabia ler qualquer pessoa que lhe atravessava o curso. Usava óculos antigos, grandes, de fundo de garrafa. Tinha as palmas das mãos escorregadias do suor, dificultando-lhe o segurar do chapéu-de-chuva.&lt;br /&gt; O perseguidor era alto, quadrado, olhos azuis e cabelo ausente. Usava gorro preto, sobretudo preto, calças pretas, luvas pretas e calçado preto. Trazia no bolso uma arma preta e usava, para estas circunstâncias um espírito preto.&lt;br /&gt; Trazia tudo planeado. Era-lhe escusado seguir a presa. Sabia que se dirigia para casa. Havia-o estudado. Mas o seguro morreu de velho e é bom estar preparado para qualquer eventualidade. Este trabalho iria ser bem recompensado, e só por isso dispensava qualquer desleixo.&lt;br /&gt; Encontrou o prédio onde morava pelo bar que se encontra aberto toda noite. Demasiado enfeitado com luzes de néon, era um bom ponto de referência. Talvez um dia ainda entraria no bar e usufruiria dos prazeres terrenos que o estabelecimento oferecia. Subiu até ao seu andar, reparou que o vizinho não havia chegado a casa. Era estranho, mas reparava sempre na correspondência por abrir, na posição dos tapetes e nas luzes usualmente produzidas. O vizinho não era homem de hábitos mas de rotina. Fazia sempre o mesmo. Chegava a casa, ligava a televisão e fingia tomar banho. Ao por a chave na porta reparou num vulto que agora subia as escadas, o vizinho acabara de chegar.&lt;br /&gt; Era agora. A presa, nenhuma das suas vítimas tinha nome, apenas uma cara, tornava tudo mais fácil, chegara a casa, abrira a porta. Altura para simular o suicídio. Ele reconhecera-o, facilitava a intrusão no covil alheio. Conversa de circunstância e convida-o para entrar. Tira a arma, calma e serenamente, adiciona-lhe o silenciador e encosta-a a uma das têmporas. Deixou a arma na mão do mesmo lado da têmpora e disse para si mesmo:&lt;br /&gt; - Altura ideal para um banho.&lt;br /&gt; Entrou em casa, tomou banho, comeu uma sandes, bebeu vinho. Arrumou as malas, retirou da gaveta o bilhete de regresso a casa e deixou o apartamento vazio.&lt;br /&gt; A presa ficara. Chegara ao destino.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-165713892468579662?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/165713892468579662/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=165713892468579662&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/165713892468579662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/165713892468579662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/11/prlogo.html' title='Prólogo'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-8407327992893676486</id><published>2008-10-14T20:48:00.000+01:00</published><updated>2008-10-14T20:50:08.145+01:00</updated><title type='text'>como acne na cara</title><content type='html'>Ele, continuava, como sempre, confuso e objectivo. Vi as coisas claramente. Percebia-se. Sabia o que fazia, sabia o que queria. Porém &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;atormentava&lt;/span&gt;-o o mesmo fantasma de sempre. Aquele que não o deixava permanecer no mesmo sitio por muito tempo mas também não lhe permitia mudar constantemente.&lt;br /&gt;E la estava  ele em Roma. Sentado na esplanada de um qualquer café de uma qualquer rua. Bonita por sinal. Ele gosta de coisas bonitas. Olhava para um lado e para outro, temeroso. Não gosta de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;sítios&lt;/span&gt; novos. Não conhece as pessoas, lê-as mas não as ouve. Eu gosto de saber o que as pessoas pensam de mim. E ele lá estava . Intimida-se com facilidade. Só as pessoas que não o conhecem o podem vir a conhecer. Só aqueles com quem quase não convive é que o intimidam. Só esses podem traçar-me m rosto sem que eu possa intervir. Só desses tenho medo. Só a esses as fragilidades, que me levam a odiar os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sítios&lt;/span&gt; onde estou e a não gostar para onde vou, estão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;visíveis&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Tudo o que acontece, advêm de coisas que ele fizera.&lt;br /&gt;Conto coisas pequenas às pessoas. Ele fazia-o, também. Dessa forma ninguém tem o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;puzzle&lt;/span&gt;, só algumas fatias, e dessas, só algumas poderão ser as correctas.  Uma forma de se proteger. Uma capa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;inviolável&lt;/span&gt; para aqueles que o conhecem, só &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;acessível&lt;/span&gt; para quem passa.&lt;br /&gt;Como acne na cara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-8407327992893676486?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/8407327992893676486/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=8407327992893676486&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8407327992893676486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8407327992893676486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/10/como-acne-na-cara.html' title='como acne na cara'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-1356165629746005968</id><published>2008-10-09T22:10:00.000+01:00</published><updated>2008-10-09T22:11:59.587+01:00</updated><title type='text'>no melhor pano cai a nodoa</title><content type='html'>Todos os palhaços são tristes, mesmo quando se alegram. Todas as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;árvores&lt;/span&gt; caem, todas as freiras pecam e tudo acaba. Fatalidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O creme continuava pousado no mesmo sitio, no mesmo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ângulo&lt;/span&gt; mas qualquer coisa não estava bem. Sabes que trazer de volta os fantasmas não te faz nada bem. Porém não poderia evitar a sensação. Meticulosa como um génio &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;obsessivo&lt;/span&gt;, sentia que qualquer coisa tinha mudado. Não havia pó. Havia mas não para onde olhava. O sitio era fulcral mas tinha menos pó que o esperado. Fora durante dois meses justificaria mais.&lt;br /&gt;Não teme nada, nunca temeu. Gaba-se disso com o seu alter-ego. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Não&lt;/span&gt; confia em mais ninguém. Não se confessa com mais ninguém. Não corre riscos. O seu casamento confirmaria a falta de confiança nas pessoas.&lt;br /&gt;O seu melhor amigo e amante revela-se, agora, o inimigo mais temido. Conhece-a. E não a teme como os outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-1356165629746005968?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/1356165629746005968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=1356165629746005968&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1356165629746005968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1356165629746005968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/10/no-melhor-pano-cai-nodoa.html' title='no melhor pano cai a nodoa'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-7784664580568860080</id><published>2008-10-02T21:21:00.000+01:00</published><updated>2008-10-02T21:22:48.515+01:00</updated><title type='text'>quando o fim acaba</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;As folhas voam no chão fora de tempo. Fora de espaço. Pois as calçadas ainda não estão prontas para as receber. Mas tudo voltará ao normal. Afinal, foi só uma árvore que secou. Não a floresta.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; Aquilo que dizemos, nunca, quase nunca, é aquilo que queremos dizer. Sentimos necessidade de nos projectar para aquilo que idealizamos. Sentimos que não há outro meio de nos libertar. Falamos. Mas não sentimos.&lt;br /&gt; Ela sentiu isso. Sentiu quando tomou a decisão da vida dela. Sentiu quando saiu de casa. E, por fim, sentiu quando o denunciou à polícia.&lt;br /&gt; Foi no olhar dele daquela vez que ela não fez o que ele disse. Foi a sua recusa à independência dela. Foi o estalo. Foi a desculpa, as várias desculpas. Foi a cabeça partida num vão das escadas lá de casa. Foi por isso e pelo medo. Porque ela queria uma vida dela. Porque queria a vida dela. Não queria fazer parte da vida dele. Queria que ele fizesse parte da sua vida. Mas ela não tinha vida. E isso dificultava as coisas.&lt;br /&gt; Sentiu, também, quando chegou a casa. Vazia. Sentiu quando ele chegou. Não estava embriagado, como as histórias que ouve. Quem lhe dera que ele estivesse embriagado. Desculpava-o se assim fosse. Não seria ele, seria o álcool. Mas não. Com a mesma frieza do olhar, olhar esse que aprendeu a descobrir muito tempo após o primeiro encontro.&lt;br /&gt; Sentiu, como não houvera, antes, ocasião que o justificasse, o pavor. Pavor porque ele, com as suas grandes mãos, mas perfeitas, a agarrou, amarou, regou, e acendeu. Tudo isto junto com a casa. E sentiu ela e sentiu a casa. E adormeceu ela e a casa. E caiu ela e a casa.&lt;br /&gt;Quando os bombeiros chegaram, apagaram a casa e ela. Fizeram o rescaldo delas juntas. Porque era assim que tinha de ser feito. Porque ela tinha uma vida. A casa era a vida. O fulgor que ela punha nas actividades que com esforço desenvolvia na casa era a sua tentativa de sobreviver, manter-se viva. Respirar.&lt;br /&gt; E deixaram as duas, no mesmo sítio, a mesma coisa. As cinzas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-7784664580568860080?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/7784664580568860080/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=7784664580568860080&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/7784664580568860080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/7784664580568860080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/10/quando-o-fim-acaba.html' title='quando o fim acaba'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-6784444572267375043</id><published>2008-09-30T20:14:00.000+01:00</published><updated>2008-09-30T20:47:41.124+01:00</updated><title type='text'>(sem titolo)</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quem diz que minto, mente&lt;br /&gt;O que sinto, não sabe nem sente&lt;br /&gt;O que faço são tudo prosas&lt;br /&gt;Desfeitas e vendidas, foram as rosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas atingiram no buraco do Cupido&lt;br /&gt;Deixando para traz um rasto sofrido.&lt;br /&gt;Aquilo que está perto&lt;br /&gt;Não seria isso por certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as emoções devem ser contadas&lt;br /&gt;Vividas e transformadas&lt;br /&gt;Manter-mo-nos na nossa parte de chão&lt;br /&gt;Para esfriar o comboio da razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que nos dizem é pensado&lt;br /&gt;Levado pelo comboio,&lt;br /&gt;Virado.&lt;br /&gt;No meio bóio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-6784444572267375043?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/6784444572267375043/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=6784444572267375043&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/6784444572267375043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/6784444572267375043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/09/sem-titolo.html' title='(sem titolo)'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2390034351567773148</id><published>2008-09-21T22:20:00.002+01:00</published><updated>2008-09-24T21:32:06.819+01:00</updated><title type='text'>acabou o inicio</title><content type='html'>Não fraquejes, não vaciles. Imploro-te. Já era tarde para implorar fosse o que fosse. O mal estaria feito, estava feito, não havia como impedi-lo. E uma parte dele continuava a querer que aquilo acontecesse. A parte mais escura, mais cruel, a penumbra. O lobo uivava de ansiedade e prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se era errado?&lt;br /&gt;Absolutamente, sem qualquer duvida. Mas o amor que nutria por ela era suficiente para que sacrifícios fossem feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ainda se lembra de todo. Desde o primeiro dia que a vira. O segundo em que a seguira. Até ao momento em que ela própria se apaixonara por ele. Também de outra forma não se poderia ter passado. Tudo o que ele fez era para que acontecesse desse modo. Ele não era de todo desprezível. Bonito, simpático e bem formado. Tinha uma profissão respeitável. Não era de todo difícil, ela apaixonar-se por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi essa a sua maldição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2390034351567773148?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2390034351567773148/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2390034351567773148&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2390034351567773148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2390034351567773148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/09/acabou-o-inicio.html' title='acabou o inicio'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-1061056099401546551</id><published>2008-09-18T20:54:00.000+01:00</published><updated>2008-09-18T21:09:34.683+01:00</updated><title type='text'>Divagar</title><content type='html'>De onde veio Deus?&lt;br /&gt;Já sabemos como surgiu o universo. Sabemos que o tempo e o espaço surgiram nesse instante. E quando surgiu Deus? Sabemos quando surgiu a água na Terra, sabemos quando surgiram os primeiros organelos, as primeiras células, as primeiras bactérias, os primeiros seres vivos. E como surgiu Deus? Não sei, nem vou tentar explicar como surgiram todas as coisas que referi anteriormente. Mas há alguém que saiba e que tenha explicado esses acontecimentos. Além de os situarem no tempo. E o aparecimento de Deus? Alguém sabe? Alguém já explicou?&lt;br /&gt;Podemos falar de todas as religiões que falam da existência de Deus, mas alguém, alguma delas, alguma das entidades que as representam já falou do aparecimento de Deus? Será que Deus morre? Será que Deus nasceu há muitos anos. Será que Jesus (filho de Deus) um dia ocupará o lugar do pai? Mas se assim for, que é o avô de Jesus? Haverá toda uma linhagem de Deuses? Mas ai haveria mais que um, então os romanos, gregos e egípcios é que tinham razão. Para não falar de todas as outras civilizações anteriores como os Maias. Então mas Deus criou o mundo. Assim foi ele que fez acontecer o big-bang. Mas antes disso não haveria espaço nem tempo. Não para nós. Também para nós houve muito tempo em que não houve tempo nem espaço. Se a evolução da Terra correspondesse a um ano, o Homem só teria aparecido a um minuto para a meia-noite do dia 31 de Dezembro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-1061056099401546551?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/1061056099401546551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=1061056099401546551&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1061056099401546551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1061056099401546551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/09/divagar.html' title='Divagar'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-6077432838721051803</id><published>2008-09-14T22:23:00.000+01:00</published><updated>2008-09-14T22:24:51.761+01:00</updated><title type='text'>da caca aos livros</title><content type='html'>Quem é que não se arrepiou numa casa-de-banho? – Pensou ele enquanto passava outra noitada no sítio de costume.  A casa de banho era pequena e sem nenhum traço particular: tinha um pequeno espelho, paredes brancas, com ajuleijo até à cintura. O tecto também era branco, mas o chão estava empatulhado de tapetes e por cima destes encontravam-se os livros que ele já lera quando lá passava as noites. Definitivamente tinha de se ir embora, embora lhe custasse um pouco.&lt;br /&gt; Talvez não fosse da comida. Talvez fosse um efeito secundário da experiência. Isto de ser um voluntário pago acarreta os seus riscos. Talvez esteja só nervoso. Tenho de beber mais água. Não posso desidratar. Não posso influenciar os resultados.&lt;br /&gt; Como, para ele, era difícil viver naquela grande e pequena cidade. Eram tão grandes os edifícios e tão pequenas as pessoas. Não chegou a perceber isso. Tinha as luzes de todas as cidades famosas, apesar de nunca ter ouvido falar. Mas haviam muitas cidades famosas que ele nunca ouvira falar, esta seria só mais uma. Ele era um rapaz pacato, sem ocupação aparente, a não ser ler. Lia muito e tudo. Lia revistas para mulheres e para homens. Lia banda desenhada e livros universitários. Passava a vida na livraria da sua mãe, porque não tinha mais nada para fazer. E não tinha uma rapariga com quem se entreter. Ele não as via assim. Para ele, elas eram objectivos. E os objectivos eram como as estrelas (já dissera sir. Makewater) estava a milhões de milhas de distância. Mas era bom ele ter objectivos.&lt;br /&gt; Começou a ler porque viu, uma vez, na televisão do seu quarto, que se encontra por cima da consola favorita e ao lado da que é menos usada, num intervalo, que ler fazia cumprir os objectivos e ter uma vida melhor. Era uma das campanhas de um qualquer governo que pretendia que os seus habitantes lessem mais.&lt;br /&gt; Mesmo com tanta leitura, ele nunca se deixou literecer. Achava as coisas que lia uma seca. Mas as capas dos livros eram bonitas e gostava do fim. A mãe, uma vez, pusera-o de castigo por saltar páginas dum livro sobre astrofísica. Disse, e ele nunca esquecera estas palavras: “ é assassinar um livro, é como se libertasses um pássaro, mas deixasses sempre uma parte dele na escuridão da gaiola. O livro precisa de ser lido para nascer. O livro não nasce no autor mas no leitor. Um livro é aquilo que o autor pensa e viveu divulgado ao mundo. Quem o escreve quer que assim seja. Não cometas o pecado de ler só uma parte do livro. Se não fores capaz de ler o livro todo, não és merecedor do seu final.” A mãe dele disse isto com a calma que sempre a acompanhara, quase com se estivesse a contar uma história de embalar, mas entrara na parte decisiva e precisou de usar uma entoação mais forte. Ele decorou estas frases como provérbios. Foi a única coisa que aprendeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-6077432838721051803?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/6077432838721051803/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=6077432838721051803&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/6077432838721051803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/6077432838721051803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/09/da-caca-aos-livros.html' title='da caca aos livros'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4092164762228488985</id><published>2008-09-11T21:31:00.002+01:00</published><updated>2008-09-11T21:40:41.413+01:00</updated><title type='text'>Momentos</title><content type='html'>Porra páh!&lt;br /&gt;Que cena.&lt;br /&gt;Tinha de acontecer logo agora?&lt;br /&gt;Agora que eu tinha alcançado a serenidade necessária para dormir. Há três dias que não durmo. Melhor há três noites. A situação é a mesma. Não durmo nem há três dias nem há três noites. Mas não é altura para humores, a situação é desesperante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo no acontecimento parece mais do que errado. Mas o que é que é mais do que errado? Deixa-te de questões filosóficas, a situação é grave, até parece que estas a brincar com tudo isto. Mas lá que parece errado parece. A situação, as pessoas, a ocasião, os olhares e tudo. Mas deve ser impressão minha. Só pode. Nada consegue ser tão errado. Nada excepto nos livros. Pois, e nós estamos num livro. Num livro aberto há muito tempo e que ainda não foi lido, um livro que se confunde com a nossa própria realidade. É a nossa realidade, já que somos personagens do livro. É o nosso mundo. O nosso universo. É o objecto de estudo por parte dos cientistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora cá estou eu outra vez e novamente na mesma rotina que se repete todos os dias. Não o agora de há pouco, mas o agora de agora. É o segundo, e até esse já passou. Até os agoras são fugazes. No sitio onde me encontro, já por muitas vezes me encontrei. E voltarei a ir lá encontrar. Muitos agoras se repetirão, apesar da minha contrária vontade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4092164762228488985?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4092164762228488985/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4092164762228488985&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4092164762228488985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4092164762228488985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/09/momentos.html' title='Momentos'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4949344465907227417</id><published>2008-09-07T20:56:00.000+01:00</published><updated>2008-09-07T21:15:05.990+01:00</updated><title type='text'>A rotina do pensamento</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Conjecturar é, sempre, fácil. Principalmente quando mantemos as conjecturas para nós. Ainda mais se essas conjecturas conjecturarem uma situação inconjecturável.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Era o primeiro dia do resto da vida dele. Ele pensava sempre isso. Todos os dias de manhã ao fazer a barba, ao lavar os dentes, ao tomar o pequeno-almoço. Sentia-se bem ao pensar dessa forma. Ao tentar mudar a rotina sufocante em que se tinha envolvido, como um colete-de-forças que prende um maluco involuntariamente,&lt;br /&gt; Ao sair de casa, depois de entrar no carro e sair da garagem deixava de o pensar. Invadia-o o mesmo sentimento de impaciência, revolta, irritação. Aquele trânsito era, e seria sempre, insuportável. Mesmo assim ligava o rádio a altos berros, depois de ter soltado uns valentes palavrões ao condutor da frente para se acalmar, e sorria. Cantarolava. E sorria.&lt;br /&gt; Até chegar ao emprego era assim, e sempre seria. Ao chegar ao trabalho, porque emprego é uma ocupação que não nos exige esforço ou sacrifício de qualquer espécie, já o trabalho é outra história, ouvia os mesmos berros do patrão, a mesma angustia que via todos os dias voltavam aos rostos dos seus colegas.&lt;br /&gt; O resto da minha vida será como este dia. Acabava por dizer ele, entre dentes, suspirando por melhor sorte no dia seguinte. Já descrente, adormecia.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;Era o primeiro dia do resto da vida dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4949344465907227417?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4949344465907227417/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4949344465907227417&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4949344465907227417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4949344465907227417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/09/rotina-do-pensamento.html' title='A rotina do pensamento'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4168406472164912683</id><published>2008-08-31T20:23:00.000+01:00</published><updated>2008-08-31T20:24:07.904+01:00</updated><title type='text'>dádiva</title><content type='html'>- Obrigado – disse ela com um sorriso surpreendido.&lt;br /&gt;Foram das palavras mais importantes que já ouvira. Obrigado. Nesse momento não foi tanto o dar mas o receber. Não estaria em causa o dar, porque ela a merecia. Tão bonita, mas não sorria, não estava triste, nada disso, nem ele o poderia dizer, mas sentiu aquele aperto. Seria ela a receptora, e o obrigado compensou todo o esforço de arrancar a coragem do fundo do ser. Ficou constrangido, envergonhado, ocorreu-lhe que ela pensasse que ele era um qualquer sádico, ou um mirone que já a seguira desde o início da sua estadia ali, mas nada disso importa porque não a voltaria a ver. E ela recebeu a rosa, e guardou-a.&lt;br /&gt; A praça, a musica a confusão. Todos os bares e restaurantes com diferentes músicas que se misturam criando um divertido efeito sonoro aos transeuntes. A animação natural de quem já bebeu álcool suficiente para desinibir, mas ainda não para cair.&lt;br /&gt; Ele ia contagiado por esse ambiente. Ele estava contente. Quando vê uma rosa no chão. Uma rosa. Quem a pôs no chão não imaginava o poder que pode ter uma rosa. Pode mudar uma vida. Pode aumentar o ego do seu receptor de forma exponencial. E o dele também. No fim já ele não sabia se deveria ter sido ele a agradecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4168406472164912683?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4168406472164912683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4168406472164912683&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4168406472164912683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4168406472164912683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/08/ddiva.html' title='dádiva'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-5215158154083748676</id><published>2008-08-31T14:33:00.000+01:00</published><updated>2008-08-31T15:14:45.166+01:00</updated><title type='text'>a bonança da tempestade</title><content type='html'>- Acabou – disse ele com um estado de espírito similar ao da chuva que se fazia sentir lá fora.&lt;br /&gt;- Deixa-me explicar-te – rogou, suplicou e pediu ela, tudo isso, porém, continuava a não surtir efeito.&lt;br /&gt; De repente param. A tempestade que se fazia sentir impedia-os de continuar, era demasiado perigoso. Ele decide ir a pé. Qualquer coisa seria melhor que ficar ali a respirar o mesmo ar que ela, a ver as mesmas coisas e a olhar para ela.&lt;br /&gt; A tempestade era enorme. Os telhados há muito que se despregaram, as copas das árvores batiam no chão, vergadas pelo vento, criando um efeito extremamente cómico e do qual todas as personagens desta história estavam alienadas.&lt;br /&gt; Ela sai também ignorando os avisos do motorista, afinal tinha sido ele a desmascara-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                               ***&lt;br /&gt; Ele entrara primeiro no autocarro. Pagara o bilhete e sentara-se à espera que ela chegasse. Tinham combinado irem juntos para casa. O carro dele havia avariado.&lt;br /&gt;- O costume? – Perguntou, inocentemente, o motorista à cara familiar da mulher que acabara de entrar&lt;br /&gt;- Não, hoje vou para casa.&lt;br /&gt;                                                      &lt;br /&gt;                                                               ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por mais que ela rogasse, gritasse e berrasse ele não a iria ouvir. Não só pelo barulho do vento, mas também pela humilhação de saber como soube. Ela veio atrás dele, sempre a berrar, a gritar que parasse. Ao alcança-lo, grita-lhe ao ouvido as suas desculpas e ele sussurra-lhe:&lt;br /&gt;- Não vás para casa, não hoje, não nunca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-5215158154083748676?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/5215158154083748676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=5215158154083748676&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5215158154083748676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5215158154083748676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/08/bonana-da-tempestade.html' title='a bonança da tempestade'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-5834803568358645987</id><published>2008-08-22T19:27:00.000+01:00</published><updated>2008-08-22T19:28:38.175+01:00</updated><title type='text'>Todos os rebeldes somos nós</title><content type='html'>A rebeldia para uns é a incompreensão para outros. Nós somos todos rebeldes sob um certo ponto de vista, não o nosso, nem sempre o dos nossos pais, talvez dos avós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A rebeldia caracteriza-se por fazermos algo que alguém não quer seja feito. Somos rebeldes quando saímos de casa, quando nos despimos num local público, ou, simplesmente, quando pomos a língua de fora aos nossos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Somos rebeldes porque vemos os morangos com açúcar e somos rebeldes por não os ver.&lt;br /&gt; O que eu quero dizer é que podemos ser rebeldes por fazer qualquer coisa, depende de quem julga o que fazemos. &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sim&lt;/span&gt;. Há sempre alguém que julga o que fazemos. Há sempre uma pessoa na rua que passa e vê a roupa que trazemos, vê o beijo de despedida que damos. &lt;em&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Há sempre alguém que se julga menos rebelde que nós.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há sempre alguém que quer curar a nossa rebeldia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-5834803568358645987?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/5834803568358645987/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=5834803568358645987&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5834803568358645987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5834803568358645987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/08/todos-os-rebeldes-somos-ns.html' title='Todos os rebeldes somos nós'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2512687467298340116</id><published>2008-08-18T21:34:00.001+01:00</published><updated>2008-08-18T21:55:46.280+01:00</updated><title type='text'>tudo isto só para ter um texto grande</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#333300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#333300;"&gt;&lt;strong&gt;Fico, na maioria das vezes, a olhar para o meu esplendoroso teclado. Vêm muitas coisas à cabeça, tipo brainstorm: melgas, moscas, a esquina duma estante que tenho atrás de mim, e o candeeiro (isto quando me levanto). O certo é que hoje aconteceu o mesmo, mas como eu queria escrever por ser o meu dia de folga, escrevo na mesma.&lt;br /&gt;Em certos dias ponho-me a pensar em questões filosóficas, coisas da ociosidade, tipo o que é que é certo e errado, quem o define, porque é que branco é branco e não preto e por último será que é este ano que o Benfica é campeão?&lt;br /&gt;Quando, às duas e meia da manhã, chego ao trabalho, ocupo a minha mente com cálculos mentais, coisas relacionadas com o meu posto, e que servem par ir treinando e para me manter acordado.&lt;br /&gt;Digamos que este texto é quase de carácter obrigatório, tipo composições na escola, por isso não tem qualquer moralismo, simplicidade a esconder sentimentos especiais ou beleza literária.&lt;br /&gt;Se o Quique Flores tiver em conta a matreirice das equipas mais pequenas que só jogam em contra-ataque, vai ter sucesso. Até porque tem um nome ospicioso, Flores, podia ser Lenços Brancos…&lt;br /&gt;As dores de furar uma gengiva com um palito são realmente incómodas. Evitem usar palitos em público, alguém vos pode mandar um murro, e com o palito aleijam-se seriamente em algum sítio. Os dentistas é que ganham.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2512687467298340116?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2512687467298340116/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2512687467298340116&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2512687467298340116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2512687467298340116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/08/tudo-isto-s-para-ter-um-texto-grande.html' title='tudo isto só para ter um texto grande'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4428582395747802363</id><published>2008-08-16T13:38:00.001+01:00</published><updated>2008-08-16T13:58:24.972+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódio'/><title type='text'>episódios</title><content type='html'>&lt;span style="color:#333300;"&gt;&lt;em&gt;Vontade? Não. Apenas não gostava de malandros. Queria que todos trabalhassem, e trabalhassem bem. Porquê? Para ele próprio poder malandrar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Eles correm, nós corremos e ela também corre. Principalmente ela também corre. Devia ter desconfiado. Nada cai do céu, e se cai destrói-se na aterragem.&lt;br /&gt; Eu era, apenas, um estafeta. O meu avô foi estafeta, e o meu pai também. Andavam de bicicleta e motorizada, eu de carro. Com o treino da bicicleta o meu avô tinha uma forma física extraordinária, durou mais anos que muitos esperam durar. O meu pai morreu num acidente rodoviário, ia sem capacete.&lt;br /&gt; A profissão, hoje, é muito mais segura e concorrida. Os carros não são os de antigamente. São bombas. Mas é mais exigente, nada pode passar para fora. Todos andam á caça de clientes, de possíveis formas de se aniquilarem mutuamente.&lt;br /&gt; Quando as companhias de entregas se juntam, que neste momento é o meu caso, geralmente nenhuma consegue o que quer, mas fazem muitos estragos. São empresas de entregas, sabem de toda a gente, sabem ir a todo o lado e sabem onde fica tudo.&lt;br /&gt; Eu queria uma vida menos monótona, menos rotineira, e aqui a tenho. Que coisa para se desejar! Agora é o bom e o bonito, juntos a correr atrás de mim. O bom vem de calças e camisa, acho que até trás um chapéu. O bonito vem vestido à galã que Hollywood (há coisas que nunca mudam). Até que ouço gritar por polícia atrás de mim e vejo o bom a prender o bonito. E assim foi. Ela vinha atrás, isto quando eu lhe pedi que cuidasse do meu filho, nosso filho. Porra! Tem de ser sempre tão teimosa? &lt;br /&gt;Os tempos foram passados, basicamente passados, uns bem outros mal. Passados bem e mal. Até que o tempo acabou.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;fim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4428582395747802363?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4428582395747802363/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4428582395747802363&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4428582395747802363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4428582395747802363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/08/episdios.html' title='episódios'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-5288941845699157583</id><published>2008-08-01T19:43:00.005+01:00</published><updated>2008-08-01T20:07:12.148+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódio'/><title type='text'>trabalho</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;O barulho ensurdecedor do seu normal funcionamento. A janela aberta. oportunidades para ver o mundo lá fora, para sentir o mundo lá fora. Mas vai demasiado penetrado na leitura para perceber o que se passa à sua volta.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu avô era igual ao meu pai, segundo ele mesmo, mas com a diferença de que teve a oportunidade de mudar depois de velho. O meu pai não teve essa hipótese. Morreu cedo, muito cedo. Fruto da vida que levava, que o meu avô levava, e que eu também levo. Levava, espero eu. O meu avô não educou o meu pai, educou-me a mim. E esse salto nas gerações teve reflexos - acredito eu - na minha vida e na dele. O meu avô foi o único patriarca da nossa família que não padeceu à profissão. Todos os outros sucumbiram, excepto eu, ainda.&lt;br /&gt;A profissão da nosso &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;família&lt;/span&gt; é tipo uma praga que nos segue para onde quer que vamos, é um vírus introduzido à nascença.&lt;br /&gt;O velhote bem que tentou levar-me a fugir disso, tanto que eu queria fugir disso, mas apenas me tornei num executante evoluído e não inadaptado, como era o meu desejo.&lt;br /&gt;Há uns tempos ganhei coragem e renunciei à minha profissão. Ganhara o suficiente para uma vida desafogada. E queria ter a certeza que teria tempo para viver essa vida. Muito desta decisão parte da introdução na minha vida do meu filho.&lt;br /&gt;Hoje faço ao meu filho o que o meu avô me fez a mim. Educo-o. Será a melhor forma? Ninguém sabe, nunca ninguém soube.&lt;br /&gt;A Ana é a mulher da minha vida.&lt;br /&gt;Tenho andado com a impressão de não estarmos sozinhos nesta paisagem desolada. Mas nós nunca estamos sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffccff;"&gt;&lt;em&gt;to be something&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-5288941845699157583?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/5288941845699157583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=5288941845699157583&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5288941845699157583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5288941845699157583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/08/o-barulho-ensurdecedor-do-seu-normal.html' title='trabalho'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-7066903105147335705</id><published>2008-07-24T11:25:00.004+01:00</published><updated>2008-07-24T11:58:56.843+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódio'/><title type='text'>Erro</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;A mobilidade. A adaptabilidade. Tudo isso é necessário para quem procura uma sombra num parque da cidade. Pesssoas sentam-se, pessoas levantam-se. Mantêm-se as árvores.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia surgiu num fim de tarde de domingo, ela estava enrolada num manto luminoso, o sol era reflectido pelo óleo que usava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Era o que havia a fazer-  disse-me ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu compreendi, era mesmo o que havia a fazer. A mãe não cuidava do filho. Ela era a mãe, e eu o pai. Assim faríamos  uma familia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele também compreendeu, a ideia era tão lógica que nem o tribunal a descartou e abraçou-a sem reservas.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ele está lá fora, com ela. os professores dizem que é sobredotado, não me agrada. Já vivi semelhante situação e não foi nada fácil.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É por isso que hoje vivemos numa casa, numa encosta, numa escarpa de uma ilha.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffccff;"&gt;&lt;em&gt;agora começa...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-7066903105147335705?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/7066903105147335705/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=7066903105147335705&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/7066903105147335705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/7066903105147335705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/07/mobilidade.html' title='Erro'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-7152320181551365298</id><published>2008-07-20T22:18:00.003+01:00</published><updated>2008-07-20T22:37:25.991+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódio'/><title type='text'>coisas práticas</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;As aftas. As coisas desprovidas de sentido, a não ser o sentido de nos tirar o sentido do gosto. Priva-nos dos maiores dos prazeres.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A angústia, o medo, o pavor. Tudo isso sentia naquela hora, naquele momento. A pior das sensações varria o meu corpo. Mas nada disso interessa descrever, nada disso para mim, agora, importa. Porque não interessa chorar sobre o leite derramado.&lt;br /&gt;Interessava, sim, ter-se prevenido e não ter derramado o leite, mas nem isso eu fiz, nem para isso eu servi.&lt;br /&gt;Sinto-me uma inútil. Não aproveitei para beber o leite enquanto o tinha e agora entornou-se.&lt;br /&gt;Eu nem sabia que gostava de leite. Ele estava lá sempre. Eu bebia o leite sem dar conta, sem sentir a angústia do desmamamento.&lt;br /&gt;Pavoneio-me pela sala, vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não acredito que ele ganhou a custódia do meu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu filho, meu! filho.&lt;br /&gt;A casa esta vazia, demasiado vazia. Vou comprar um T0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho de ir comprar mais leite.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffccff;"&gt;procura-se Titulo para a história&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-7152320181551365298?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/7152320181551365298/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=7152320181551365298&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/7152320181551365298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/7152320181551365298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/07/coisas-prticas.html' title='coisas práticas'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-5123230476826857998</id><published>2008-07-16T22:28:00.001+01:00</published><updated>2008-08-01T20:06:26.426+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódio'/><title type='text'>rascunho</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;Os mosquitos, seres minúsculos, que a escuridão, própria da noite, oculta, são revelados pelas intrusas luzes que iluminam o que deve permanecer escuro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta apanhou-me desprevenido. Não tanto pela inocência com que foi proferida, mas pela falta ou impossibilidade de resposta. Assim como não tinha pensado sequer que o acto obrigatório, como antes era o recensiamento, por lei em que se tornou a dádiva de esperma pudesse trazer tais reprecursões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos mais filho poderia eu ter? Quantos mais irmãos poderia ter o meu recente filho? Quantas das crianças que agora vejo a rua não serão fruto das minhas sementinhas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se todos descendermos do mesmo macho, qual será o espaço para a diversidade genética? Seremos, um dia, todos iguais? Tudo porque o cromossoma Y é demasiado fraco e não foi devidamente protegido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de crianças não diminuiu, pelo contrario, até, há cada vez mais crianças. Nascem quase como coelhos por causa da inseminação. Mas isso quer dizer que o decrescente número de macho é cada vez pai de um maior número de crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como posso nutrir um sentimento tão grande de dever de protecção, de amar, de educar, não por um, mas por muitos filhos? Seria a mesma coisa se eu os conhecesse todos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há umas horas atrás lá estavamos, eu e o meu filho, a regressar da escola, quando ele me pergunta:&lt;br /&gt;-Tenho irmãos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-5123230476826857998?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/5123230476826857998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=5123230476826857998&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5123230476826857998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5123230476826857998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/07/os-mosquitos-seres-minsculos-que.html' title='rascunho'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-8561451188504114023</id><published>2008-07-15T11:15:00.003+01:00</published><updated>2008-07-15T11:46:44.297+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódio'/><title type='text'>composição</title><content type='html'>Ele enche, volta a encher. Ultrapassa os próprios limites do recipiente. Enche. Ele ri-se, e ele enche. Comédia. Enche. Enche. Explode!&lt;br /&gt;Barulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O meu pai é fixe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu pai é muito fixe, mas eu não sei se gosto dele. Ele conta-me histórias para adormecer, mas eu nunca adormeço. Quero ouvir o que acontece ao Bom.&lt;br /&gt;O meu pai dá-se bem com a minha ama. É giro vê-los a piscar o olho. Parece que lhes entrou alguma coisa lá para dentro e eles estão a tentar tirar.&lt;br /&gt;A minha ama é como o meu pai: não gosta nada das "estupidas modernices" é assim que ela lhes chama.&lt;br /&gt;Acho que ela não se dá muito bem com a minha mãe. Eu também não gosto dela. Ela dá-me presentes mas nunca foi lá à escola. Nunca vai a uma festa de anos comigo. E o meu pai vai. Ea não me dá as boas noites antes de dormir, porque não esta em casa. O meu pai quando não está manda-me um e-mail. Eu gosto dele. Dele e da minha ama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-8561451188504114023?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/8561451188504114023/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=8561451188504114023&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8561451188504114023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8561451188504114023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/07/composio.html' title='composição'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-5255681195597026783</id><published>2008-07-13T19:11:00.004+01:00</published><updated>2008-07-13T20:17:55.306+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódio'/><title type='text'>revés da moeda</title><content type='html'>O sono. Imbatível e invencível.Restaurador. Durmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Porque é que tenho um pai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias levo o meu filho à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;escolinha&lt;/span&gt;. Não pela mão. Parece mal dizia-me ele, um dia destes. Mas vamos a pé.Quero que ele se recorde de mim. Quero que se recorde que era diferente e será diferente. Quero que se recorde.&lt;br /&gt;Eu já não me recordo da minha infância. Ninguém lhe deu muita importância, assim sendo, eu também não dava. Não fixei o nome dos animais aos três anos (pelo menos não me lembro de os fixar), não me lembro se alguma vez caí e o meu pai me ajudou, não me recordo da minha primeira recordação desde que me lembro de ser gente. Mas ela aparece. Tipo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;flash&lt;/span&gt;. Tipo fotogramas que interrompem o filme da minha vida.&lt;br /&gt;Eu e ele chegamos à escola todos os dias à mesma hora. Talvez por ser tão organizado e querer incutir isso na educação dele.&lt;br /&gt;A primeira vez que o fui levar ele sentiu-se tão mal que chorou ao chegar a casa. A verdade é que não se via um único macho da espécie humana nos arredores da escola, a não ser, &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;course&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, os alunos da escola. Nem se via nenhum familiar de uma qualquer criança a levá-lo à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;escolinha&lt;/span&gt;. Os filhos chegam todos do mesmo sitio, e, ao fim do dia vão todos para o mesmo sitio. Nesse sitio não são os pais a irem buscá-los, são sim as amas. Por isso eu vou buscar, todos os dias, o meu filho a casa da mãe e levo-o à escola. No final do dia, vou buscá-lo à escola e levo-o a casa da mãe.&lt;br /&gt;Logo o meu filho é diferente. Como é mau ser diferente na primária. Já no meu tempo era mau. Já no tempo do meu avô assim o era.&lt;br /&gt;O normal é as mãe viverem sozinhas, chegam a casa já com o/a filho/a na cama. Dirige-se para lhe dar um beijo, mas repara que já é tarde fica, assim, para amanhã, para depois, para nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu filho não sabe se gosta de ter um pai. confessou-o à ama. Ama que é bem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;jeitosinha&lt;/span&gt; e mantêm uma relação de proximidade comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu filho gostava de ser como os outros filhos de outras mães. Mas eu não quero ser como outros pais que não sabem que o são, e que têm um papel cada vez mais insignificante em qualquer campo da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens são os novos escravos desta sociedade que não lhes deixou espaço algum na evolução que sofreu. Os homens que se deixaram levar pela aparente razão dos argumentos feministas que nada mais fazem do que realçar as fraquezas de quem os profere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tom, tens um pai porque é necessário um pai e uma mãe para fazer um filho. É preciso duas pessoas para gerar o rebento que evoluirá como os desenhos animados que vês na televisão.-Até amanhã à mesma hora- digo eu com um sorriso.&lt;br /&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Xau&lt;/span&gt; pai, vê se te atrasas.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffccff;"&gt;may be&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-5255681195597026783?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/5255681195597026783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=5255681195597026783&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5255681195597026783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5255681195597026783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/07/revs-da-moeda.html' title='revés da moeda'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-3730973343589167916</id><published>2008-07-11T14:04:00.007+01:00</published><updated>2008-07-11T14:49:19.402+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódio'/><title type='text'>Iluminar</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;A distorção acontece. Passa-se aquela fase em que estamos perfeitamente racionais, mas fingimo-nos alterados para que possamos levar a nossa avante. Caímos redondos no chão. Divertimento.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Outono havia passado há muito. É verdade que quanto mais velhos, mais devagar passa o tempo, mas para mim não era justificável aquela sensação de ter vivido uma vida num dia. Era o primeiro dia de Inverno. Toda a minha curta existência procurei emoções marcantes, procurei o sangue a regar-me o corpo todo de adrenalina, de medo, de euforia. Claro que experimentei drogas, mas o efeito foi escasso para o que pretendia. Sentia-me vazio desde que me lembro. Aliás, só ontem soube o que é não se sentir vazio, só ontem soube que me sentia vazio, só ontem.&lt;br /&gt;Mais uma vez o plano falhou. Ainda bem. Eu, que outrora pensara em nunca mais fazer nada fora do delineado, ontem, arrependi-me. Ainda bem.&lt;br /&gt;Todos teríamos um plano se soubéssemos todas as vertentes, todas as variáveis. Mas nem todos sabemos. Duvido que alguém saiba. Já antes não se sabia. Mas andava-se mais perto da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem. Ultimo dia de outono. Há muito que não havia folhas para cair, nem árvores para as deixar cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem conheci o meu primeiro rebento. O meu primeiro sucessor, o meu primeiro filho.&lt;br /&gt;Não sei se filho é a palavra mais adequada. Não conheço a mãe, e conheci o filho em condições não usuais, mesmo para estes tempos.&lt;br /&gt;Apesar da situação, o sentimento predominante era o de felicidade. Um ser humano que não conhecia, mas que era feito por metade dos meus genes. Poderia ter parado para tentar reparar nas habituais parecenças, mas não, não era eu que me conduzia e os médicos tinham pressa. A situação era demasiado urgente.&lt;br /&gt;Aquela criança, cuja mãe, independente, fora buscar as minhas sementes a um banco de esperma, precisava urgentemente de um transplante. Claro que tudo poderia ter sido evitado se ela tivesse guardado as células estaminais.&lt;br /&gt;Não queria pensar nesse cenário. A sensação de necessidade da minha pessoa era a melhor coisa que já tinha vivido. Claro que estava nervoso.&lt;br /&gt;Fiquei mais nervoso quando recebi o e-mail a notificar-me para a operação, e a sua urgência. Desde aí que que vivo completo.&lt;br /&gt;Irei conhecer o meu filho se tudo correr bem.&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Claro. Adormeço. Vai começar.Escuro&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff99ff;"&gt;to be continued&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-3730973343589167916?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/3730973343589167916/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=3730973343589167916&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3730973343589167916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3730973343589167916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/07/iluminar.html' title='Iluminar'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-9016377425269902685</id><published>2008-07-10T13:26:00.009+01:00</published><updated>2008-07-11T13:58:15.817+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódio'/><title type='text'>há coisas que não mudam,(sempre)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;E o volume dos ruídos que me atormentavam o aparelho auditivo desceu. Tudo deixou de importar, ou ser importado. Apenas aquilo que eu queria ver, ouvir, sentir, passei a ver ouvir e sentir.Apenas isso, nada mais.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei no dia seguinte. Bem-disposto e sorridente. "Eu sou uma pessoa alegre"-pensava eu enquanto comia e lia o e-jornal 3D.&lt;br /&gt;Desloquei-me como de costume para o emprego, mas o dia não iria ser como de costume. Pelo menos eu fazia planos de assim não ser.&lt;br /&gt;O sobreiro, o triângulo que eu fazia questão de manter na minha mente, tinham-me inspirado para a minha tarefa de hoje. Hoje não iria só trabalhar. Hoje não iria só ansiar pelo termo do horário diário de trabalho. Hoje, algo de muito mais importante esperava-me.&lt;br /&gt;Cheguei ao trabalho. Cumprimentei todos aqueles que vi no caminho. Estava confiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho correra conforme o planeado. Tudo na minha vida correra conforme o planeado. Tudo excepto hoje. O plano &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;desmoronou&lt;/span&gt;-se quando ela iniciou a frase. Tem de haver sempre uma ela. É quase como obrigatório para os homens que haja sempre mulheres a pôr fim à sua monotonia. (e ainda bem). Mas não no meu caso. Era demasiado importante.&lt;br /&gt;"John"-disse ela, com aquele olhar de piedade-"eu não sei como te dizer isto..."&lt;br /&gt;Ela não sabia como o dizer, mas acabara de mo transmitir. Já sabia a resposta. Virei costas, não por estar zangado ou furioso, mas apenas para que ela não visse a lágrima que me escorria no rosto.&lt;br /&gt;"John, desculpa"&lt;br /&gt;Não chamei o avião como no dia anterior, tinha vindo a pé, iria a pé. Joguei a caixa quadrada com fotografias dela a passar, em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;slide&lt;/span&gt;, o mais longe que consegui, não chegou a cinco metros.&lt;br /&gt;A caixa queimava-me a mão e o peito, mesmo depois de me ter desfeito dela. O que poderia ter corrido mal? Não está destinado aos homens saber o que corre mal nestas situações.&lt;br /&gt;O efeito do gás, novamente, adormeço.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffccff;"&gt;To &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Be&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Continued&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-9016377425269902685?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/9016377425269902685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=9016377425269902685&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/9016377425269902685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/9016377425269902685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/07/h-sempre-coisas-que-no-mudam.html' title='há coisas que não mudam,(sempre)'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-834148802712595013</id><published>2008-07-07T23:35:00.002+01:00</published><updated>2008-07-11T13:55:56.469+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódio'/><title type='text'>estranho,tudo</title><content type='html'>O rio corria, nem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;velozmente&lt;/span&gt;, nem vagarosamente, simplesmente corria. As margens cheias de nada e de quase tudo deixavam-me a sensação de já lá ter estado. Não agora, porque era a primeira vez que lá ia, não assim.&lt;br /&gt;As árvores, estáticas, balançavam com o vento. O chilrear dos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;passa ritos&lt;/span&gt; que por lá voavam ensurdecia a minha mente, dispersa no chilrear, concentrada no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;dejá&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;vú&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;As pedras, lavadas constantemente pelo rio sem terem a oportunidade de se sujarem, pareciam (pelo menos a mim pareciam) &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;dorsos&lt;/span&gt; de baleias azuis, amarelas, cinzentas e verdes.&lt;br /&gt;Tudo ali cheirava a campo, a terra, em que agora me sentara, a casca de pinheiro que arrancara e que desfazia na mão por simples distracção. Tudo. Todas as coisas de que me lembro cheiravam, e as que não me lembro deviam cheirar porque não cheirava a mais nada.&lt;br /&gt;Lembro, ah! disso eu lembro-me. Lembro-me de me ter deitado com a cabeça virada para o rio, de forma a ver as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;árvores&lt;/span&gt;, as silvas e toda a vegetação que envolvia aquela margem.&lt;br /&gt;O caminho por onde eu viera ficava na outra margem, eu não queria ver caminhos, não queria ver a intervenção do homem em mais um lugar sagradamente selvagem. Não. Eu queria era ver a multidão. Queria ver a solidão do homem que eu era, mas já não sou.&lt;br /&gt;O lugar, conhecia-o das histórias do meu avô, que me descrevia cada espaço, cada ser, cada centímetro de terreno com uma precisão de topógrafo. Ele levou-me àquele lugar muito antes de eu lá ter estado.&lt;br /&gt;Lembrei-me quando vi a marca no sobreiro que dominava a paisagem e no qual eu ainda não tinha reparado. Estava lá a marca que o meu avô dizia ter conquistado a minha avó. Um simples &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;triângulo&lt;/span&gt;, com duas arestas arredondadas e enfiadas para dentro e a outra, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;pontiaguda&lt;/span&gt;, desviada do centro. O meu avô falara-me que aquele era o símbolo do amor. Aquele era o símbolo que se fazia às raparigas para dizer que se gostava delas.&lt;br /&gt;Chamei o meu avião. Mandei-o para longe. Queria aproveitar toda a natureza do caminho para a levar comigo. Não queria esquecer aquele lugar, único, raro, agora.&lt;br /&gt;O avião esperava-me, fielmente como outrora faziam os animais de raça canina.&lt;br /&gt;Voltei para casa. Esta já me tinha preparado a refeição que lhe pedi durante o voo.&lt;br /&gt;Ao adormecer, sob o efeito do gás por mim inventado, pensava no lugar, no meu avô, no sobreiro e no &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;triângulo&lt;/span&gt; de pontas estranhas que lá encontrara. Tudo isso me marcara.&lt;br /&gt;Como seria bom se eu fosse o meu avô.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-834148802712595013?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/834148802712595013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=834148802712595013&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/834148802712595013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/834148802712595013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/07/estranhotudo.html' title='estranho,tudo'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2237808774126812919</id><published>2008-07-06T21:02:00.000+01:00</published><updated>2008-07-06T21:04:59.436+01:00</updated><title type='text'>fala-se e entende-se</title><content type='html'>&lt;em&gt;Era um daqueles dias de Verão, em que a chuva não deixava a lua cheia penetrar por entre as nuvens de poeira que fazia o vento calmo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamos, muitas vezes, de forma linear, outras de forma complexa e outras, ainda, não pensamos. Pensar requer o esforço mental de fazer funcionar o cérebro. Pensamos quando temos que o fazer, e raramente quando nos apetece. Pensamos quando não devemos ou não queremos.&lt;br /&gt; Temos, então, a necessidade de nos exprimir para os outros. Temos de tornar útil, aquilo que pensamos. Se não, de que serve pensar?&lt;br /&gt;Mas será que aquilo que pensamos é aquilo que dizemos que pensámos. Será que utilizamos as palavras certas? Ou será que quem nos ouve dá o mesmo significado às palavras que nós que as dizemos?&lt;br /&gt;É uma ligação complexa. Quem fala, o emissor, tem de ter em conta quem ouve, para que este o perceba da melhor forma. Mas, mesmo assim, o receptor pode não perceber aquilo que ouviu, não da forma que o emissor quis que ele percebesse.&lt;br /&gt;É uma ligação complicada, geradora de muitos conflitos. Quando não é gerida da melhor forma, a comunicação pode ser o mote para muitos confrontos bélicos. Uma simples palavra forma do contexto pode despertar o mundo para a guerra.&lt;br /&gt;É uma ligação subtil. Esta ligação passa despercebida a todos nós quando a operamos. Nenhum de nós pensa nas consequências que podem ter as palavras que dizemos, a forma como as dizemos. Ou quem as ouve e a forma como as interpreta ou sente.&lt;br /&gt;É de palavras que o nosso mundo é feito. É de comunicação que vivemos. Se não existisse um padrão para que as palavras significassem o mesmo para todos os que as proferem, não haveria descobertas proclamadas, feitos festejados, mudança desejada.&lt;br /&gt;Hoje em dia, é necessário ter cuidado com aquilo que sai da nossa boca. Não só os pirolitos que saem quando espirramos, mas também quando proferimos palavras dirigidas a um público muito vasto: diferentes faixas etárias; diferentes classes sócias; diferentes mentes.&lt;br /&gt;Um presidente da república, quando se dirige à nação, ou quando responde a uma pergunta de um jornalista, tem de ter em conta quem o vai ouvir. Ele sabe que todos vamos tirar as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ilações&lt;/span&gt; do que ouvimos e que cada um tirará as suas conclusões acerca do que foi dito.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quão perigoso e instável pode ser esta ligação? Que esforço teremos, nós de fazer, se queremos, um dia, ser entendidos e compreendidos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff99ff;"&gt;si iu laiter&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2237808774126812919?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2237808774126812919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2237808774126812919&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2237808774126812919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2237808774126812919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/07/fala-se-e-entende-se.html' title='fala-se e entende-se'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-3581988997384770771</id><published>2008-07-04T12:28:00.001+01:00</published><updated>2008-07-04T12:53:05.550+01:00</updated><title type='text'>Blogs</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nós. A juventude. Todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós podemos ser o que quisermos pois ainda não somos nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A juventude não está estragada, aprende com os erros que vai cometendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos faremos o mundo ficar na mesma, o que já não é mau, uma vez que não piora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Isto para introduzir o tema”impacto dos blogs na sociedade juvenil” (parece um daqueles interessantes temas da sociedade civil _ apresentado por Fernanda Freitas, de seg. a sex às 14h e qualquer coisa)&lt;br /&gt; Os blogs há muito que são uma moda. E como a própria Internet, meio fulcral para o aparecimento dos blogs, tem aspectos positivos e negativos.&lt;br /&gt; A sociedade passa, agora, mais tempo a escrever, escreve mais, participa mais. Isto é muito bom, uma vez que desperta o interesse de muitos para a escrita, e, quiçá, descubramos o novo Pessoa. Podem ser muitos, assim, descobriremos o novo Ricardo Reis, Alberto Caeiro e Álvaro de Campos.&lt;br /&gt; Passamos mais tempo a escrever. Damos mais importância a temas que escrevemos, logo há uma maior consciencialização das pessoas e de mim próprio para as problemáticas que envolvem o quotidiano.&lt;br /&gt; Damos mais atenção a promenores, a formatações de textos. Assim, se algum daqueles que escreve um blog editar um livro, não se conformará com a formatação standart que todos os livros incluem. Quererá uns excertos a cor-de-rosa, umas palavras mais pequenas e noutro tipo de letra, etc.&lt;br /&gt; Mas, nós ao escrevermos tanto, deixamos de ler, deixamos de admirar aqueles que realmente executam, em toda a extensão da palavra, a literatura, deixamos de ter referências literárias, passamos a ter referências bloguistas. (isto se calhar é um pouco exagerado para a nossa geração, mas a vindoura, com a quantidade de blogs, talvez padecerá desta problemática) .&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;&lt;em&gt;comprimentos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-3581988997384770771?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/3581988997384770771/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=3581988997384770771&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3581988997384770771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3581988997384770771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/07/blogs.html' title='Blogs'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2109192379976920249</id><published>2008-07-03T20:20:00.004+01:00</published><updated>2008-07-03T20:51:29.141+01:00</updated><title type='text'>as casas alentejanas</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando aqueles dois fogosos corpos, sedentos um do outro, se tocam depois do jejum a que foram submetidos: os olhos brilham, fechados na escuridão imensa do prazer de não ver o momento, apenas para o sentir; os seres, insaciáveis, procuram-se mutuamente sem fim à vista; as mãos percorrem todo o percurso que já conhecem, mas que facilmente esqueceram para voltar a explorar; os beijos, suaves, molhados, longos, curtos, sufocantes, salgados, molhados, como uma seta que lhes bate no coração, para os deixar feridos para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As casas alentejanas não são brancas por causa da reflexão da radiação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As casas alentejanas são brancas por causa do anúncio Tide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As casas alentejanas, antes eram feitas de pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As casas alentejanas, ainda antes disso, eram cavernas, e as cavernas não eram&lt;br /&gt;brancas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As casas alentejanas não podiam ser brancas porque se não ficavam castanhas como pó e o touro confundia-as com uma vaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As casas alentejanas só são brancas, depois das estradas do Alentejo começarem a levar alcatrão no focinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não houvesse alcatrão nem o anúncio Tide, as casas alentejanas, hoje, ainda não eram brancas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;abraços do agricultor de milho, tá na altura dele....bom!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff99ff;"&gt;p.s catarina, já que gostaste tanto do blog, arranja mais algumas pessoas para irem lendo os textos e irem comentando. como&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6ZiMbb-2pHk/SG0tSgoUZ-I/AAAAAAAAAA8/BXArzwJq6cg/s1600-h/hellokitty[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218877339212212194" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 22px; CURSOR: hand; HEIGHT: 8px" height="6" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6ZiMbb-2pHk/SG0tSgoUZ-I/AAAAAAAAAA8/BXArzwJq6cg/s200/hellokitty%5B1%5D.jpg" width="42" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; a Verinhaa diz: para ficar mais bonito&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2109192379976920249?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2109192379976920249/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2109192379976920249&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2109192379976920249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2109192379976920249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/07/as-casas-alentejanas.html' title='as casas alentejanas'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6ZiMbb-2pHk/SG0tSgoUZ-I/AAAAAAAAAA8/BXArzwJq6cg/s72-c/hellokitty%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-6349640053152700333</id><published>2008-07-02T18:38:00.000+01:00</published><updated>2008-07-02T18:52:34.254+01:00</updated><title type='text'>nada nunca é nada</title><content type='html'>Escrever sobre alguma coisa é complicado, há gente que diz que escrevo sobre tudo.&lt;br /&gt; Então imaginem escrever sobre nada. Nada mesmo. Rigorosamente nada. Sabendo que o nada é uma contradição em si mesmo. Uma vez que nada é a não existência, mas tem pelo menos o nome, logo já não é nada.&lt;br /&gt; É complicado definir nada. Nós nunca vimos nada. Nunca cheiramos nada, e segundo Hume só temos percepções daquilo que já experimentámos. &lt;br /&gt; Então como podemos ter a ideia do nada?&lt;br /&gt; Simples, não podemos. Mas continuamos a teimar em tê-la como uns miúdos mimados a pedir um qualquer objecto aos pais:&lt;br /&gt;   - Já te disse que não podes pensar no nada!&lt;br /&gt;   - Oh pai… Mas eu quero o nada. Nada, nada, nada. Nada, nada, nada!&lt;br /&gt;   - Queres ficar de castigo? E não faças birra!&lt;br /&gt; Lá esquecemos o nada quando somos ainda gaiatos. Mas quando as primeiras borbulhas atacam voltamos á carga:&lt;br /&gt;   - Quem me dera não ter nada na cara!&lt;br /&gt; É um castigo para os pais verem os filhos, assim, a revoltarem-se contra uma educação completa. Muitos pensam que os filhos vão dar em marginais. Muitos levam-nos a psicólogos. A verdade é que quando acordam para o problema já é tarde de mais. E aí não há nada a fazer.&lt;br /&gt; Os meus próprios pais enfrentam, agora, uma grande ameaça de depressão por causa deste meu texto. Mas havia de chegar o dia em que eu, FAR, tinha de enfrentar o mundo, sujar-me na lama, dar cabeçadas nos bicos das janelas, enfim, levar estaladas por apalpar mamas.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;abraço deste agricultor de nadas no quintal&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-6349640053152700333?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/6349640053152700333/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=6349640053152700333&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/6349640053152700333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/6349640053152700333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/07/nada-nunca-nada.html' title='nada nunca é nada'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-2516718941819329913</id><published>2008-07-01T21:23:00.001+01:00</published><updated>2008-07-01T21:34:59.685+01:00</updated><title type='text'>obrigado</title><content type='html'>Merecem. Por isso os meus sinceros agradecimentos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt; Para a menina Vera:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;                          Obrigado por desde o inicio ter comentado o nosso blog, obrigado por n ter deixado que nenhum texto ficasse por comentar, obrigado pela generosidade das palavras, obrigado.&lt;br /&gt; &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;Para a Catarina “Someone”:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;                          Obrigado por ter defendido estes “pobres” agricultores, que nada mais fazem para além de exporem as suas opiniões livremente. Obrigado por ter sido tão simpática nos elogios à minha pessoa tecidos, com os quais não concordo mas aceito de bom grado.&lt;br /&gt; Obrigado, também a todos os que alguma vez, por qualquer feliz acaso, comentaram este blog, tornando-o mais rico.                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isto até parece um texto de despedida, mas não, desculpem mas ainda não é agora que se vêem livres de nós. Isto é o cumprimento de uma exigência de Verinhaa. Uma exigência à qual cedo com o maior dos agrados. &lt;em&gt;Vera, não vale obrigar as pessoas!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;agradecimentos deste agricultor de batatas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-2516718941819329913?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/2516718941819329913/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=2516718941819329913&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2516718941819329913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/2516718941819329913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/07/obrigado.html' title='obrigado'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-3987684205586070843</id><published>2008-06-30T22:56:00.002+01:00</published><updated>2008-06-30T23:20:21.839+01:00</updated><title type='text'>Confesso,</title><content type='html'>A boca fala do que o coração está cheio. Se levássemos esta frase no seu sentido mais literal, diríamos que a boca fala sangue, ou que fala plasma, hemácias, leucócitos, e todo o que o sangue contém.&lt;br /&gt; Mas mesmo pensando no coração como o elemento que produz todas as nossas emoções, esta frase não deixa de ser falsa. Onde estaria, então, o espaço para a mentira e o fingimento? Onde estaria a falsidade e a crueldade? No mesmo coração que ama, que gosta, que apoia, que traz à nossa boca palavras de conforto: aquelas palavras que são necessárias a quem as ouve? Não.&lt;br /&gt; Todos nós mentimos pelas mais diversas razões. E não interessa, na altura do renascer da verdade, saber a verdade. Interessa, sim, saber as razões por que se mentiu.&lt;br /&gt; Porquê?&lt;br /&gt; Porque é no entendimento dessas razões que provem o perdão. O que seria do perdão se ninguém fizesse nada de mal? O que seria do perdão sem nada para perdoar? Então temos de saber o que perdoamos, temos de ter o que perdoar, e principalmente, temos de perdoar. Não é esquecer. É lembrar o que se passou a cada momento e estar de bem com isso. Mas para isso temos de compreender a mentira: as suas razões.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; “ A mentira é uma opção”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Isso é que nos individualiza. A mentira. A verdade é toda igual, se for contada pura e imparcialmente. Agora a mentira, a mentira é individual, é de cada um. Ninguém inventa uma mentira igual. É algo que sai da nossa mente. É algo nosso. E, ao confessarmos uma mentira, ao admitir uma mentira, cedemos a nossa alma, cedemos a nossa essência.&lt;br /&gt; Isso é um grande esforço, e só por isso, a mentira deve ser (sempre) perdoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;comprimentos deste agricultor que, contra si, fala&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-3987684205586070843?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/3987684205586070843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=3987684205586070843&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3987684205586070843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3987684205586070843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/06/confesso.html' title='Confesso,'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4812949884457507088</id><published>2008-06-29T19:37:00.002+01:00</published><updated>2008-06-29T19:55:54.973+01:00</updated><title type='text'>bye bye cravos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt; &lt;strong&gt;Acabaram-se os cravos.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; Esta frase tem muito mais do que uma carga denotativa patente aos valores da revolução de Abril. Isto quer dizer que agora os portugueses, apesar da crise, escolhem flores mais caras como a orquídea. Já n se quer cravos em casa para enfeitar, isso é foleiro, agora é só orquídeas e coroas de rei, isso é que é chique.&lt;br /&gt; Mas não estou contra esta perspectiva, aliás nem quero saber. O que me importa é que se alguém quiser, porventura, planear uma revolução, vai ter de ter muito mais em contas os custos que esta pode trazer. Uma vez que por um cravo no cano de uma espingarda está cada vez mais &lt;em&gt;dêmodê&lt;/em&gt; (pronuncia de uma habitante de Cascais, mas não sei se é assim que se escreve).&lt;br /&gt; Uma revolução não pode ser só um acto popularucho, tem de ser um acontecimento digno de revistas do estrangeiro, como o desaparecimento da Maddie, tem de ter classe, te de ser, como a minha mãe diz, &lt;strong&gt;para inglês ver!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt; Agora que reflecti mais cinco segundos sobre esta questão cheguei a outra questão: mas por que carga de agua havia de alguém querer fazer uma revolução?&lt;br /&gt; Pois, esta é uma questão que não faço a mínima ideia de como a transcrever para o suporte digital. Assim, fica ao critério dos poucos leitores que irão ler este texto.&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;comprimentos deste agricultor que terá tatuado no braço a seguinte frase"AMOR DE MÃE" &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff99ff;"&gt;P.S. Mensagem de Verinha&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foi,me informado que someone ia revelar,me em primeira mao a sua identidade. Espero que isso aconteça rapidamente e desde ja mostro,me disponivel a dar,lhe o meu mail para me poder dizer. Beijiinhos da Verinha.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4812949884457507088?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4812949884457507088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4812949884457507088&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4812949884457507088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4812949884457507088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/06/bye-bye-cravos.html' title='bye bye cravos'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4490841889089784361</id><published>2008-06-27T19:38:00.000+01:00</published><updated>2008-06-27T19:52:51.014+01:00</updated><title type='text'>Ressuscitou</title><content type='html'>&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Já que está na moda pegarmos nos assuntos uns dos outros, também eu pego, hoje, num tema lançado por Júlio Tendeiro. (piloto de karts por ocupação, e cujo nome aparece referenciado num artigo dum jornal on-line da região, ou seja, temos gajo famoso cá no blog!!!!)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema é a infância. Há muito tempo que queria fazer um texto sobre o tema, mas a coragem fugia-me por entre os dedos. Isto, porque a minha infância não foi nada feliz. Infância não! A minha estadia na escola primária e ciclo. Repare-se se não numa coisa: eu era gordo, rechonchudo, fortito vá… e o meu apelido era Rato, era e é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, eu era o sonho para qualquer rapaz malvado que tivesse como hobbie gozar com os outros, logo eu era sempre o crucificado, menos por aqueles que também costumavam ser crucificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para me defender das justas injustiças, criei o quê? Um mecanismo de defesa… (originalidade) e agora sou eu que crucifico-me a mim mesmo no quarto, sozinho, no escuro, à noite, não dando espaço para que mais ninguém me crucifique.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4490841889089784361?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4490841889089784361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4490841889089784361&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4490841889089784361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4490841889089784361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/06/ressuscitou.html' title='Ressuscitou'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-5398063274367054720</id><published>2008-06-26T10:58:00.003+01:00</published><updated>2008-06-26T11:44:57.683+01:00</updated><title type='text'>Nevoeiro</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#663300;"&gt;O fim do aclamado. O inicio do não desejado. O fim da esperança de chegar. O inicio daquilo que se passar. Sebastião já não chegará. Mas o nevoeiro levantará, um dia, este nevoeiro que nos envolve, esta mancha que nos consome, este empecilho que na nos deixa ver, levantará. Aí nós voltaremos a ter esperança, não no passado, mas no presente do futuro dos Homens. Deixemos a lembrança, deixemos tudo aquilo que faz o nevoeiro, aquele que nos afunda, manter-se à superfície. Assim voltamos àquilo que um dia tivemos…&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Um dia saberemos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Não, nós nunca saberemos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Se o que fizemos &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Foi o suficiente para que aconteça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Resta-nos a esperança&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000000;"&gt;De que alguém se lembre de nós&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000000;"&gt;E pense que sim,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Que o chegámos a fazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;um abraço que vos suje todos de terra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-5398063274367054720?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/5398063274367054720/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=5398063274367054720&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5398063274367054720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/5398063274367054720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/06/nevoeiro.html' title='Nevoeiro'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4355556217897865113</id><published>2008-06-24T23:38:00.004+01:00</published><updated>2008-06-25T00:48:08.314+01:00</updated><title type='text'>Hoje e Sempre. Amen</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Continuando o que o meu caro colega e amigo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;FAR&lt;/span&gt; escreveu num texto sobre o mundo e as pessoas, queria deixar-vos com uns pensamentos que por vezes me consomem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa das minhas jornadas diárias a passagem pela escola primária onde passei 4 bons anos da minha vida, actualmente frequentada pelo irmão do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;FAR&lt;/span&gt;, momentos nostálgicos foram trazidos à minha memoria, as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;futeboladas&lt;/span&gt; que jogávamos no chão de cimento velho e gasto, onde cabiam cerca de 30 jogadores, por equipa, ou da cerâmica caseira q tentávamos vender às pessoas q passavam, apesar desta não passar de bolas de terra com água. bons tempos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensei também sobre assuntos mais profundos, assuntos quase dignos de um filosofo, ou de um padeiro num jogo de futebol.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqueles garotos a correr pelas suas vidas num campo de uma primária eram eu e tu, à uns anos. agora estão lá eles. Quando lá estávamos outros passaram por fora dos muros e apesar de puderem não ter pensado o mesmo, estavam na mesma situação que nós hoje. Eles próprios &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;estaram&lt;/span&gt; nessa situação dentro de 10 anos, lá dentro estarão os meus filhos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo gira, dá voltas ao sol, não se preocupa connosco. Quem não se lembra do Hitler? ele esteve cá e já foi. assim como todos os que já partiram. Como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;someone&lt;/span&gt; escreveu, nós somos um livro em branco que é escrito ao longo desta nossa caminhada para o mesmo destino. No caminho alguns atingem grandes &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;êxitos&lt;/span&gt;, grandes felicidades, ou pelo contrario tristeza e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;miséria&lt;/span&gt;. Mas temos um factor que influencia a nossa capacidade de viver a vida, os tempos em que vivemos, a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;época&lt;/span&gt; que marca a nossa passagem por esta vida curta à face deste planeta. Outrora, mais precisamente no tempo dos romanos, um homem grande, forte &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;aliado&lt;/span&gt; a uma agilidade e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;perícia&lt;/span&gt; com uma espada elevados, só se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;encontrava&lt;/span&gt; abaixo do imperador e da sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;família&lt;/span&gt;, hoje esse mesmo homem poderia não passar de um soldado numa guerra ou mesmo dum tipo armado eu mau que não tem onde cair morto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mesmo se passa com as mulheres. Certamente que uma mulher nascida hoje terá as suas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;hipóteses&lt;/span&gt; de ser bem sucedida no mundo infinitamente superiores a uma nascida à 150 anos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos lutamos, a toda a hora, queremos estar no ponto mais alto da nossa sociedade. É assim desde sempre, apesar de ter mudado o significado de estar no ponto mais alto da sociedade. Agora todos tentamos ser ricos, mas as características da sociedade deixam alguns ter mais predisposição por certas aptidões físicas ou intelectuais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa sociedade onde o gajo mais importante é aquele que consegue pegar na maior e mais pesada pedra, então um tipo pequeno, não tem a mínima hipótese de se safar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quantas vezes não penso que neste preciso momento existirá pelo menos uma pessoa mais intelectualmente capaz que o famoso Einstein pela teoria da relatividade, mas neste momento a sua capacidade está a ser usada numa caixa de um supermercado, talvez noutra época...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São os factores alheios a nós que nos modificam, que ditam as nossas possibilidades se sermos "os maiores".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tal como a escola que frequentamos, os amigos que tivemos e temos, tudo molda a nossa vida, até um simples anuncio de televisão pode mudar o que temos como objectivo. É a conjuntura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No final só sabemos que caminhamos todos para o mesmo. Imagino-nos como uma multidão num deserto. caminhando sem rumo, no entanto na viagem conseguimos fazer amigos, constituir uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;família&lt;/span&gt; e ser feliz. No entanto, vamos todos cair num &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;precipício&lt;/span&gt; sem fundo onde nos aforaremos para a eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cumprimentos de centeio!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4355556217897865113?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4355556217897865113/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4355556217897865113&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4355556217897865113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4355556217897865113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/06/hoje-e-sempre-amen.html' title='Hoje e Sempre. Amen'/><author><name>JulioTendeiro234</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09337355054721239712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-3645716040953790637</id><published>2008-06-24T22:52:00.000+01:00</published><updated>2008-06-24T23:04:44.196+01:00</updated><title type='text'>conselho geral transitório</title><content type='html'>Um blog serve para muitas coisas. Alias, podemos fazer dele o que quisermos. Podemos transforma-lo num diário onde relatamos todas as nossas frustrações, podemos fazer dele uma feira de variedades de assunto, com imagens e vídeos do youtube, enfim não me recordo de mais nada.&lt;br /&gt; Eu, hoje, neste dia, a esta hora, optei por vir aqui relatar a minha primeira experiência como membro do conselho geral transitório da Escola Secundária Marques de Castilho, como órgão representativo dos alunos da mesma.&lt;br /&gt; Pensando que não ainda é alguma coisa que fornece à minha pessoa uma certa carga de responsabilidade e credibilidade (é mais por esta que escrevo este texto no blog). Isso se tirarmos o facto de termos sido eleitos como lista única, porque não aceitamos as outras candidaturas. Isto porque nós cumprimos o prazo de entrega e as outras não.&lt;br /&gt; Bom, foi uma experiência enriquecedora e poderia utilizar muitos mais adjectivos com a mesma carga simbólica, aliás quase sinónimos só para encher. Mas hoje não.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;um duro shake handes para o meu companheiro nesta jornada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-3645716040953790637?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/3645716040953790637/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=3645716040953790637&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3645716040953790637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3645716040953790637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/06/conselho-geral-transitrio.html' title='conselho geral transitório'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-8325051613799865653</id><published>2008-06-23T21:49:00.000+01:00</published><updated>2008-06-24T23:06:44.256+01:00</updated><title type='text'>cá está mais um de fabrico industrial</title><content type='html'>Todo este aparato de uma pessoa, que eu desconheço, vir dizer que eu tenho um jeitaço para carregar nas letras do teclado de uma forma, mais ou menos, encadeada, fez-me reflectir sobre o dito assunto.&lt;br /&gt;Primeiro fiquei orgulhoso como qualquer um ficaria. Não é todos os dias que alguém nos elogia, e elogia de uma forma livre de pressões ou segundas intenções. Não a conheço, não lhe posso agradecer pessoalmente ou favorecer no trato.&lt;br /&gt;Depois deste estado ilusório, tive o meu momento de epifania. Todos os berlicoques que ponho (ou tento por) na escrita, só transparecem a minha contaminação dos males da sociedade que tanto renego.&lt;br /&gt;Se eu não quisesse saber das opiniões dos outros, se eu fosse totalmente sincero para com o que penso sobre as coisas, não tentaria embelezar nada. Eu devia era escrever como o meu irmão do quarto ano escreveria que é assim que os assuntos merecem ser tratados!&lt;br /&gt;Mas não. Quero mostrar que sou melhor que muitos, porque não interessa sermos bons se não somos melhores que ninguém em especial. Quero gabar-me do que consigo fazer. Pensando bem, eu não tenho qualquer moral para criticar um qualquer aspecto especifico a sociedade pois ele esta implícito tanto em mim como na minha educação ou na minha vida social futura (digo futura porque a actual é inexistente).&lt;br /&gt;Por tudo isto, e muito mais, é que eu vou à missa. Já dizia o padre”olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço".&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;um abraço deste agricultor que vos adora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-8325051613799865653?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/8325051613799865653/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=8325051613799865653&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8325051613799865653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/8325051613799865653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/06/c-est-mais-um-de-fabrico-industrial.html' title='cá está mais um de fabrico industrial'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-3580940100779925423</id><published>2008-06-21T22:32:00.000+01:00</published><updated>2008-06-24T23:06:07.752+01:00</updated><title type='text'>mudança</title><content type='html'>O mundo muda. A &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Rússia&lt;/span&gt;, outrora dos czares, depois de Estaline, agora é de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Putin&lt;/span&gt;. E, assim, as pessoas mudam com o mundo. Dizer que não mudam é mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo muda as pessoas. Evoluem? Talvez. Mas o certo é que mudam, e aquilo que querem fazer hoje, amanhã talvez já não queiram. Dou um exemplo simples: quando somos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;miúdos&lt;/span&gt; gostamos é de jogar à bola, queremos lá saber das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;garinas&lt;/span&gt;, até achamos nojento o "beijar com a língua" , porém, uns anos mais tarde, não passamos sem isso, vivemos para isso, suamos por isso, morremos sem isso. Não morremos literalmente, porque o coração continua a bater e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cérebro&lt;/span&gt; a funcionar, mas morremos enquanto homens que nos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;queríamos&lt;/span&gt; afirmar na sociedade, e, pensando que não, na nossa idade é motivo para uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;depressãozinha&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto para dizer que um adolescente pode mudar as suas prioridades: &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;apercebe&lt;/span&gt;-se que não existe só naquele momento e que, talvez, fosse melhor concentrar as suas atenções em algo que o imortalize, que aliás é o motivo de todas as pessoas se esforçarem, para serem lembradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos, então controlar as hormonas que nos impelem para o contacto com o sexo oposto (o caso do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;chiquinho&lt;/span&gt; é a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;excepção&lt;/span&gt; que faz a regra) e canalizar essa gana para as coisas que realmente interessarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por enquanto, continuamos todos com o cio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-3580940100779925423?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/3580940100779925423/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=3580940100779925423&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3580940100779925423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3580940100779925423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/02/mudana.html' title='mudança'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-3472329769201150319</id><published>2008-06-10T21:18:00.002+01:00</published><updated>2008-06-10T21:23:33.263+01:00</updated><title type='text'>nem tudo coisas do diabo</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quando &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Deus&lt;/span&gt; fecha uma porta abre uma janela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esta frase é uma mostra da sabedoria popular agora suportada pela ciência.&lt;br /&gt; Se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Deus&lt;/span&gt; fosse bondoso como dizem que é abriria um portão na vez da janela.&lt;br /&gt; Deus existiu, durante muito tempo para explicar o inexplicável, nos últimos anos (e não foram assim tão poucos assim) ganhou uma outra função. A de justificar extermínios.&lt;br /&gt;Isto só mostra a evolução da mente humana.&lt;br /&gt; Antes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;preocupávamo&lt;/span&gt;-nos em caçar para comer, e usávamos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Deus&lt;/span&gt; como amuleto, para o caso de alguma coisa correr mal a culpa não ser nossa. Pois agora, com as novas tecnologias, primeiro as espadas, agora os mísseis, já não nos contentamos a caçar um veado, agora caçamos tudo o que nos incomoda, ou então tudo que não faz parte do mundo que aspiramos.&lt;br /&gt; Tudo isto para dizer que usamos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Deus&lt;/span&gt; mais do que ele nos usa a nós. Não é que ele se importe, duvido que assim seja, mas é injusto clamarmos justiça divina quando as coisas da Terra se resolvem na Terra. E a maior parte nem sentido tem. Apenas por meia dúzia de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;tustos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt; Nada disto é novidade. Nada disto é novo. Nada do que se diz foi inventado, ou sequer pensado pela primeira vez. Já todos pensámos alguma coisa do género. Mas o que importa pensarmos nisto ou naquilo? Daqui a nada esquece-se e depois voltamos a pensar noutra coisa qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bibas cá do ambiente rural com casas restauradas e turista ingleses a tomar conta do vinho todo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-3472329769201150319?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/3472329769201150319/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=3472329769201150319&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3472329769201150319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/3472329769201150319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/06/nem-tudo-coisas-do-diabo_10.html' title='nem tudo coisas do diabo'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-4290392458281684932</id><published>2008-06-09T13:56:00.000+01:00</published><updated>2008-06-09T22:08:32.240+01:00</updated><title type='text'>the devil's craps come around every day</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;a ociosidade&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;problema maior &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;do homem,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;sem tempo não pensamos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;fazemos as coisas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;porque queremos ou temos.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;mas quando poisas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;a cabeça na cama&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;a consciência,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;aquela coisa que incomoda,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;lembra-se e chama.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;pensamos...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e como é mau para pessoas pensar.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;por isso é que as pessoas vivem felizes.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;lembramos...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;aquilo que fizemos de mau as pessoas passar,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e por isso contentes são os petizes.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;como é injuriador, &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;para o individuo que pensa,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;pensar!&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;não é raciocinar.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;isso todos fazemos.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;é sim rebuscar a despensa,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;na busca do que não se quer encontrar.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;é a coisa mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;difícil&lt;/span&gt; de fazer&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ou evitar.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;quanto mais queremos,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;quiçá podemos,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;não pensar no que já dissemos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;fizemos,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;o dia do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;juízo&lt;/span&gt; final chega.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;acaba sempre por chegar.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;da forma que menos pensamos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;no dia que não nos dá jeito.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;mas ele vem,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;vem e bate forte no peito.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;não o dia do julgamento do ser superior,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;aquele que é usado para trabalhar,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;um trabalho nosso.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;falo do nosso interior,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;gajo bem mais esperto que nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;que se põe a atrapalhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e é isto que fazemos &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;quando não temos nada para fazer&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-4290392458281684932?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/4290392458281684932/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=4290392458281684932&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4290392458281684932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/4290392458281684932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/06/devils-cheats-come-around-every-day.html' title='the devil&apos;s craps come around every day'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1866084923170954048.post-1476238466595667284</id><published>2008-06-03T21:59:00.000+01:00</published><updated>2008-06-03T22:37:50.167+01:00</updated><title type='text'>Where is someone?</title><content type='html'>Neste momento nós, agricultores, não nos preocupamos com a selecção, nem sequer com as notas de final de ano. Porquê? Porque existe uma coisa muito mais grave que nos perturba. Aliás, são duas:&lt;br /&gt;1. Quem é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;strong&gt;someone&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;2. Onde está &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;strong&gt;someone&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;Claro que a primeira é muito mais importante que a segunda. É, para nós, de extrema importância saber quem foi a alma caridosa que nos defendeu, de pessoas que nos insultaram numa momentânea &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;epifania&lt;/span&gt;, com unhas, dentes, garras (se constarem da sua constituição física, porque estou certo que usou tudo o que tinha ao seu dispor).&lt;br /&gt;A segunda só tem como funcionalidade manter o nosso ego o mais baixo possível, uma vez que queremos saber qual foi o rasgo de iluminação que deu a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;strong&gt;someone&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; para deixar de comentar o nosso miserável blog. Só se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;strong&gt;someone&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; for tipo mulher-aranha ou super-mulher, heroína que acorre aos mais desfavorecidos. Se for esse o caso, e de qualquer das formas, estamos muito agradecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;本当にありがとうございます&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Já agora, queria, também agradecer à pessoa que tem comentado sempre o nosso blogzito, não porque os textos são bons, mas sim porque eu lhe peço. Vá não vou mentir, exijo. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;Obrigado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;Verinha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, um dia quando quiser ocupar o teu tempo com algo muito mais educativo e rentável está à vontade.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;cumprimentos deste agricultore, e saúdinha&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1866084923170954048-1476238466595667284?l=barba-de-milho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/feeds/1476238466595667284/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1866084923170954048&amp;postID=1476238466595667284&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1476238466595667284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1866084923170954048/posts/default/1476238466595667284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barba-de-milho.blogspot.com/2008/06/where-is-someone.html' title='Where is someone?'/><author><name>FAR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11269661433531828686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
