sexta-feira, 30 de novembro de 2007

lo0l

Certo dia estava um homem, na casa dos trinta anos, a calcetar. E calcetava. E voltava a calcetar.
Por vezes vemos pessoas que trabalham arduamente para ganhar menos do que aquilo que necessitam. Trabalhos, até, mal aceites pela sociedade: trolha, varredor de ruas, limpa esgotos, etc.
O certo é que não pensamos na degradação das pessoas que nem um trabalho têm. que têm que ir buscar o seu alimento ao que os outros deitam fora. Vivem onde os animais vivem. Cruzam-se connosco. Quer dizer, não se cruzam porque nós mudamos de lado só para não ter de encarar a realidade e ter a obrigação mora de fazer alguma coisa.
Quando vemos a sua desgraça, expressa em bebedeiras e nos actos a que isso leva, rimo-nos. Achamos a maior das piadas. Juntam-se pessoas à volta das pessoas como se estivessem a dar tremoços. Mas se estivessem sóbrias já nem olhavam, mas como é engraçado olham. Riem-se. Olhamos todos. Sem exepceção.
Não são as danças e as cantigas que exibem, ou os palavrões que dizem, que são vergonhosos. mas sim a nossa atitude de moralistas. De pessoas que têm tudo e queixam-se. Julgando-se sempre o pior caso. O caso de maior carência.
O engraçado é que é mais aceite pela sociedade um ladrão filho da puta do que um varredor honesto.

6 comentários:

Catarina disse...

não para fazer um comentário ao texto (porque, confesso que ainda nao o li), mas para responder aos teus dois comentários que deixaste no meu blog.

Primeiro, é preciso conhecer alguém para andar neste mundo cibernauta? parece-me que não ... dizem que é o que está na moda. o futuro passa pelo corte das relações interpessoais face to face.
Segundo, aquilo do jeito é falácia. Toda nós temos uma pontinha de escritor... quanto mais não seja quando queremos à força toda expelir todas estas palavras e panóplia de sentimentos que circundam a nossa alma.
Por último, esquisito, muito esquisito nunca te teres deixado envolver pela música do momento, pelo sol que te derrete a alma, pelo frio que te dilacera os pensamentos. quanto ao racionalizar ... é inútil. "Pensar dói" (Fernando Pessoa)


beijinhos enormes e ... carpe diem!

Catarina disse...

agora comentando o teu texto ...

o ser humano nasce irremediavelmente egoísta, narcisista, egocêntrico... procura sempre o caminho mais fácil e queixa-se porque vive numa insatisfação tremenda;

acha que os outros são bilhetes de lotaria, que estão ali para transpor para o plano real todos os seus desejos mais apetitosos e dificies;

e procura sempre o caminho mais fácil (sem o saber como penoso e doloroso).

isto para dizer que é menos complicado para a vida rir dos outros e olhar para o nosso umbigo do que fechar os olhos e ver realmente tudo aquilo que so conseguimos alcançar quando pensamos com alma e coração.

Catarina disse...

well well well

parece-me que encontrei alguém que é totalmente o meu oposto.
pensa, comigo, então... imagina-te com um véu de ignorância sobre os ombros, onde não sabes quem és, de onde vieste, para onde vais, o que fizeste, não sabes nada... achas que te ia doer? nao me parece. se nao pensares no que foste, no que vais querer ser ou, simplesmente, no que vais ser não te dói nada.

pensar dói, porque formamos a tal linha de pensamento que nos arraste inexoravelmente para batalhas perdidas, para glórias infrutiferas e para momentos que acabaram e não voltarão a repetir-se. pensar é, então, uma ferida em deiscência, com uma contracção impossível de alcançar.


quanto ao amor... fica para outra altura.

Catarina disse...

uma pergunta... por que razão não quer, vossa excelência, descrever o amor?

Verinha disse...

Hum... Olhe nao quero nem consigo escrever um texto tao grande nem bonito como esta comentadora!
Por isso vou-me ficar apenas por dizer que ja estava na altura de voltarem a escrever.. Eu bem vos disse que nao iam escrever todos os dias e voces disseram: Ai vamos temos muitos assuntos para falar!..
Opa uma mulher nunca se engana=D
Cumprimentos*

Catarina disse...

respondendo à questão do amor ...
por ser tão diferente de uns para os outros é que é interessante descobrir e partilhar sentimentos.

quanto ao "não sei o que é". para mim, o amor é isso mesmo. não saber. amar é não saber!

se me pedires para descrever literalmente o que é o amor eu também não sei. acho que ninguém sabe. a única coisa que eu faço é descrever sentires que são gregoriados de uma forma espontanea. adianto que o "meu amor" por estes dias não anda muito em cima e por isso os textos são tão melancólicos e com alguma lágrima de saudade, mas já senti sensações (desculpa o pleonasmo) indiscritiveis, que me levaram a planar nas nuvens.

"entusiasmaste-te "?????
preciso de um desenhoooo