quarta-feira, 12 de agosto de 2009

atitude inteligente

Está escuro. Faz sol lá fora. Ouve-se o cantar mudo do poeta. Ouve-se o chilrear profundo da ave de canora.


A profunda reflexão a que me tenho dedicado nas minhas horas de laboração fez-me perceber o quão inútil é reflectir, o quão inútil é escrever e ainda por cima para um blog fraco como este. Ainda se fosse o José Rodrigues dos Santos, o Miguel Sousa Tavares, o Paulo Coelho, o Luís Sepúlveda, a J.K. Rowling, o Dan Brown, etc. Ainda era como o outro: ganha-se dinheiro, alguns, muito dinheiro, admite-se. Agora, eu, um adolescente, que na vez de ir para a praia ganhar bronzeado para a miudagem ver, enfio-me dentro do quarto, computador ligado, ausente no msn, Word aberto, e estou deitado a escrever estas porcarias para meia dúzia de gatos-pingados lerem. Sem qualquer tipo de desrespeito por quem lê, mais por apreço à minha pessoa que aos meus textos. A verdade é que tempo para ir à praia terei quando estiver a chover, porque a praia é linda deserta, porque na areia molhada é mais fácil andar, e porque eu gosto de guarda-chuvas. Agora, trabalho ao pé dos fornos porque está frio.

Tudo isto fez-me pensar no que é realmente inteligente fazer. Com a morte do Raul Solnado, pensei que fosse inteligente fazer humor, mas depois percebi que para isso é preciso trabalhar no duro, e eu prefiro trabalhar no mole, ao sol. Depois apercebi-me da quantidade de viúvas que choravam a morte desse grande homem, maior em metáfora que o Bruno Nogueira, e encontrei a formula para uma vida bem sucedida: ser lésbica. Ser lésbica é a atitude inteligente. Excitam-se mais os homens com as lésbicas, há mais oferta devido à razão entre homens e mulheres ser tão díspar, e haver cada vez mais homossexuais. Por fim, se quiserem ser actrizes, nada melhor que serem lésbicas devido à falta de oferta para esses papéis. Isto para as mulheres, claro. Para os homens, não sei, e quando souber guardarei no íntimo do meu ser para que a concorrência seja escassa.

Por fim deixo-vos com uma frase batida: se não fosse eu, que seria da minha vida.

2 comentários:

Catarina* disse...

Se não fosses tu, não terias a tua vida. Seria a vida de um outro alguém e não terias que te preocupar nem reflectir sobre trabalho ao sol, sobre quem escreve e ganha a vida assim ou ainda na racionalização das pessoas e das suas relações. Pessoalmente, prefiro este teu 'tu'. Que escreve textos invulgares, que se refugia em dias de verão no quarto, com o portatil ligado e com a página do word aberta.

*

Verinhaa disse...

Enfim.. Nao percebo pq trata mal os seus escassos leitores..