domingo, 31 de agosto de 2008

dádiva

- Obrigado – disse ela com um sorriso surpreendido.
Foram das palavras mais importantes que já ouvira. Obrigado. Nesse momento não foi tanto o dar mas o receber. Não estaria em causa o dar, porque ela a merecia. Tão bonita, mas não sorria, não estava triste, nada disso, nem ele o poderia dizer, mas sentiu aquele aperto. Seria ela a receptora, e o obrigado compensou todo o esforço de arrancar a coragem do fundo do ser. Ficou constrangido, envergonhado, ocorreu-lhe que ela pensasse que ele era um qualquer sádico, ou um mirone que já a seguira desde o início da sua estadia ali, mas nada disso importa porque não a voltaria a ver. E ela recebeu a rosa, e guardou-a.
A praça, a musica a confusão. Todos os bares e restaurantes com diferentes músicas que se misturam criando um divertido efeito sonoro aos transeuntes. A animação natural de quem já bebeu álcool suficiente para desinibir, mas ainda não para cair.
Ele ia contagiado por esse ambiente. Ele estava contente. Quando vê uma rosa no chão. Uma rosa. Quem a pôs no chão não imaginava o poder que pode ter uma rosa. Pode mudar uma vida. Pode aumentar o ego do seu receptor de forma exponencial. E o dele também. No fim já ele não sabia se deveria ter sido ele a agradecer.

5 comentários:

Pepi ' disse...

O amor é uma coisinha bastante poderosa !

:P

FAR disse...

podes nao acreditar mas n é nada disso, foi simpatia... na baixa de albufeira


da.me o teu email

Verinhaa disse...

Hum... DEixou de por qualquer coisinha em cor de rosa. Ohhh=/
BeijiinhO*

Catarina disse...

=)

Gostei! Aliás, gosto sempre'

*

FAR disse...

vão ler, participem...

www.eioumula.blogspot.com