segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Bolo

O bolo rainha é apenas bolo rei sem fruta cristalisada, como podemos pagar mai por uma coisa que só tem menos coisas que a outra?

Esperava-o uma solidão imensa, feita de nadas e ninguém. Não era o que desejava, mas era o que de melhor poderia ter. Sozinho, acompanhando a multidão de gente que segue com ele pelas ruas de uma qualquer cidade. A chuva cairá sempre, molhando tolos, aqueles que seguem a pé. Deambulando pelas montras apelativas, olha para todos os que se cruzam mas não vê e não conhece ninguém.
Mas agora permanece acompanhado de silêncio, no meio da gritaria dos seus pensamentos, junto da panóplia das suas personagens. Vive indeciso perante a escolha que o levará ao seu inalterável destino, sabendo que ambas o levarão, com mais ou menos curvas, ao fim de uma estrada qualquer. A do meio. A hipótese do meio. Afasta o silêncio que te acompanha e segue sozinho o teu caminho. Sobe sem balanço ou empurrão, chegarás depois de todos os outros ao fim do caminho. Durarás mais tempo no caminho.

2 comentários:

Catarina* disse...

Um dia iam duas pessoas pela rua. Um deles desatou a correr quando começou a chover e outro continuou a andar ao ritmo normal.

Aquele que ia a correr, confuso com o outro, questiona-o:

-Porque não corres?

-Não vale a pena correr, lá a frente também chove.

*

verinhaa disse...

Mais do mesmo:D
Beijinho para a Catarina!