O mundo muda. A Rússia, outrora dos czares, depois de Estaline, agora é de Putin. E, assim, as pessoas mudam com o mundo. Dizer que não mudam é mito.
O mundo muda as pessoas. Evoluem? Talvez. Mas o certo é que mudam, e aquilo que querem fazer hoje, amanhã talvez já não queiram. Dou um exemplo simples: quando somos miúdos gostamos é de jogar à bola, queremos lá saber das garinas, até achamos nojento o "beijar com a língua" , porém, uns anos mais tarde, não passamos sem isso, vivemos para isso, suamos por isso, morremos sem isso. Não morremos literalmente, porque o coração continua a bater e o cérebro a funcionar, mas morremos enquanto homens que nos queríamos afirmar na sociedade, e, pensando que não, na nossa idade é motivo para uma depressãozinha.
Tudo isto para dizer que um adolescente pode mudar as suas prioridades: apercebe-se que não existe só naquele momento e que, talvez, fosse melhor concentrar as suas atenções em algo que o imortalize, que aliás é o motivo de todas as pessoas se esforçarem, para serem lembradas.
Podemos, então controlar as hormonas que nos impelem para o contacto com o sexo oposto (o caso do chiquinho é a excepção que faz a regra) e canalizar essa gana para as coisas que realmente interessarão.
Mas, por enquanto, continuamos todos com o cio.
sábado, 21 de junho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
nem tudo coisas do diabo
Quando Deus fecha uma porta abre uma janela.
Esta frase é uma mostra da sabedoria popular agora suportada pela ciência.
Se Deus fosse bondoso como dizem que é abriria um portão na vez da janela.
Deus existiu, durante muito tempo para explicar o inexplicável, nos últimos anos (e não foram assim tão poucos assim) ganhou uma outra função. A de justificar extermínios.
Isto só mostra a evolução da mente humana.
Antes preocupávamo-nos em caçar para comer, e usávamos Deus como amuleto, para o caso de alguma coisa correr mal a culpa não ser nossa. Pois agora, com as novas tecnologias, primeiro as espadas, agora os mísseis, já não nos contentamos a caçar um veado, agora caçamos tudo o que nos incomoda, ou então tudo que não faz parte do mundo que aspiramos.
Tudo isto para dizer que usamos Deus mais do que ele nos usa a nós. Não é que ele se importe, duvido que assim seja, mas é injusto clamarmos justiça divina quando as coisas da Terra se resolvem na Terra. E a maior parte nem sentido tem. Apenas por meia dúzia de tustos.
Nada disto é novidade. Nada disto é novo. Nada do que se diz foi inventado, ou sequer pensado pela primeira vez. Já todos pensámos alguma coisa do género. Mas o que importa pensarmos nisto ou naquilo? Daqui a nada esquece-se e depois voltamos a pensar noutra coisa qualquer.
Esta frase é uma mostra da sabedoria popular agora suportada pela ciência.
Se Deus fosse bondoso como dizem que é abriria um portão na vez da janela.
Deus existiu, durante muito tempo para explicar o inexplicável, nos últimos anos (e não foram assim tão poucos assim) ganhou uma outra função. A de justificar extermínios.
Isto só mostra a evolução da mente humana.
Antes preocupávamo-nos em caçar para comer, e usávamos Deus como amuleto, para o caso de alguma coisa correr mal a culpa não ser nossa. Pois agora, com as novas tecnologias, primeiro as espadas, agora os mísseis, já não nos contentamos a caçar um veado, agora caçamos tudo o que nos incomoda, ou então tudo que não faz parte do mundo que aspiramos.
Tudo isto para dizer que usamos Deus mais do que ele nos usa a nós. Não é que ele se importe, duvido que assim seja, mas é injusto clamarmos justiça divina quando as coisas da Terra se resolvem na Terra. E a maior parte nem sentido tem. Apenas por meia dúzia de tustos.
Nada disto é novidade. Nada disto é novo. Nada do que se diz foi inventado, ou sequer pensado pela primeira vez. Já todos pensámos alguma coisa do género. Mas o que importa pensarmos nisto ou naquilo? Daqui a nada esquece-se e depois voltamos a pensar noutra coisa qualquer.
bibas cá do ambiente rural com casas restauradas e turista ingleses a tomar conta do vinho todo
segunda-feira, 9 de junho de 2008
the devil's craps come around every day
a ociosidade
problema maior
do homem,
da sociedade.
sem tempo não pensamos
fazemos as coisas
porque queremos ou temos.
mas quando poisas
a cabeça na cama
a consciência,
aquela coisa que incomoda,
lembra-se e chama.
pensamos...
e como é mau para pessoas pensar.
por isso é que as pessoas vivem felizes.
lembramos...
aquilo que fizemos de mau as pessoas passar,
e por isso contentes são os petizes.
como é injuriador,
para o individuo que pensa,
pensar!
não é raciocinar.
isso todos fazemos.
é sim rebuscar a despensa,
na busca do que não se quer encontrar.
é a coisa mais difícil de fazer
ou evitar.
quanto mais queremos,
quiçá podemos,
não pensar no que já dissemos
fizemos,
o dia do juízo final chega.
acaba sempre por chegar.
da forma que menos pensamos
no dia que não nos dá jeito.
mas ele vem,
vem e bate forte no peito.
não o dia do julgamento do ser superior,
aquele que é usado para trabalhar,
um trabalho nosso.
falo do nosso interior,
gajo bem mais esperto que nós.
que se põe a atrapalhar.
e é isto que fazemos
quando não temos nada para fazer
terça-feira, 3 de junho de 2008
Where is someone?
Neste momento nós, agricultores, não nos preocupamos com a selecção, nem sequer com as notas de final de ano. Porquê? Porque existe uma coisa muito mais grave que nos perturba. Aliás, são duas:
1. Quem é someone?
2. Onde está someone?
Claro que a primeira é muito mais importante que a segunda. É, para nós, de extrema importância saber quem foi a alma caridosa que nos defendeu, de pessoas que nos insultaram numa momentânea epifania, com unhas, dentes, garras (se constarem da sua constituição física, porque estou certo que usou tudo o que tinha ao seu dispor).
A segunda só tem como funcionalidade manter o nosso ego o mais baixo possível, uma vez que queremos saber qual foi o rasgo de iluminação que deu a someone para deixar de comentar o nosso miserável blog. Só se someone for tipo mulher-aranha ou super-mulher, heroína que acorre aos mais desfavorecidos. Se for esse o caso, e de qualquer das formas, estamos muito agradecidos.
1. Quem é someone?
2. Onde está someone?
Claro que a primeira é muito mais importante que a segunda. É, para nós, de extrema importância saber quem foi a alma caridosa que nos defendeu, de pessoas que nos insultaram numa momentânea epifania, com unhas, dentes, garras (se constarem da sua constituição física, porque estou certo que usou tudo o que tinha ao seu dispor).
A segunda só tem como funcionalidade manter o nosso ego o mais baixo possível, uma vez que queremos saber qual foi o rasgo de iluminação que deu a someone para deixar de comentar o nosso miserável blog. Só se someone for tipo mulher-aranha ou super-mulher, heroína que acorre aos mais desfavorecidos. Se for esse o caso, e de qualquer das formas, estamos muito agradecidos.
本当にありがとうございます
Já agora, queria, também agradecer à pessoa que tem comentado sempre o nosso blogzito, não porque os textos são bons, mas sim porque eu lhe peço. Vá não vou mentir, exijo. Obrigado Verinha, um dia quando quiser ocupar o teu tempo com algo muito mais educativo e rentável está à vontade.
cumprimentos deste agricultore, e saúdinha
quinta-feira, 29 de maio de 2008
o sorriso
Será sacrifício
Se não se chegar a sacrificar?
Será heróico
Se ninguém chegar a salvar?
De que vale fazer
Aquilo que custa
Sem receber
A compensação justa?
Por justiça reclamar
É a parvoíce maior
Quem sabe se chorar
Ainda não será pior.
Ninguém se pode decidir
Estando da escolha seguro.
E a desilusão vem a seguir.
É o sentimento mais puro.
Se não se chegar a sacrificar?
Será heróico
Se ninguém chegar a salvar?
De que vale fazer
Aquilo que custa
Sem receber
A compensação justa?
Por justiça reclamar
É a parvoíce maior
Quem sabe se chorar
Ainda não será pior.
Ninguém se pode decidir
Estando da escolha seguro.
E a desilusão vem a seguir.
É o sentimento mais puro.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
senso comum
Os rostos retratam
Aquilo que muitos escondem.
Os ricos fartam
Os pobres não comem.
Tem sido conversa de bar
Taberna, poetas e afins.
Mas acaba-se por não mudar
Em nada o ritmo do país.
PORTUGAL.
Um pais adiado,
Filho de um pai separado
Que luta pela custódia em tribunal.
PORTUGUESES.
Esperam sentados.
Casam-se com ingleses
E franceses,
Na ânsia de melhorar
Mas o respeito
A coragem e o perfeito
Acabam sempre por não encontrar.
Aquilo que muitos escondem.
Os ricos fartam
Os pobres não comem.
Tem sido conversa de bar
Taberna, poetas e afins.
Mas acaba-se por não mudar
Em nada o ritmo do país.
PORTUGAL.
Um pais adiado,
Filho de um pai separado
Que luta pela custódia em tribunal.
PORTUGUESES.
Esperam sentados.
Casam-se com ingleses
E franceses,
Na ânsia de melhorar
Mas o respeito
A coragem e o perfeito
Acabam sempre por não encontrar.
branco
O que dirá uma página em branco?
Será suficiente para o que queremos tanto?
A criatividade espreita
Pelo buraco mais pequeno.
A sua malvadez deleita
Até o ser mais sereno.
Branco.
Oportunidade.
Cor incolor.
Podemos ser melhores,
Podemos ser piores,
Mas partímos todos do branco.
Cor do que não há
Cor do que irá.
Todos podemos ser Camões
Ou uns grandes lambões
Com uma folha em branco.
Será suficiente para o que queremos tanto?
A criatividade espreita
Pelo buraco mais pequeno.
A sua malvadez deleita
Até o ser mais sereno.
Branco.
Oportunidade.
Cor incolor.
Podemos ser melhores,
Podemos ser piores,
Mas partímos todos do branco.
Cor do que não há
Cor do que irá.
Todos podemos ser Camões
Ou uns grandes lambões
Com uma folha em branco.
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